Esqueceu de me valorizar

Pessoal

Em primeiro lugar, ouça e escute mais do que fale.  Eu passei por uma situação recente onde uma vendedora de cursos perdeu uma oportunidade de me vender sem precedentes. Ela tentava me vender cursos de conhecimento e autoconhecimento das qualidades do ser humano principalmente do autoconhecimento.

Eu advertir a vendedora de que a minha formação em administração era pela UFSM e que eu tinha passado toda minha trajetória acadêmica e início da carreira profissional fazendo cursos de formação e aperfeiçoamento. Não apenas participava dos cursos como também organizava e desenvolvia atividades práticas de extensão do ensino que me proporcionaram um aprendizado interessante.

No post anterior eu comentei sobre isso de nada adianta termos milhares de cursos milhares de experiências se nós, quando formos aplicá-las, não utilizarmos o coração. Ou seja, quando formos falar de comunicação e comportamento humano na prática, nós devemos estar agindo com veracidade de sentimentos, e não apenas replicando o que nos ensinaram. Nestas atuações, eu vejo várias pessoas que possuem um histórico de não falar com o coração pregando situações e conhecimentos como se assim o fosse.

O gancho com essa vendedora de curso e formação é que ela poderia ao ouvir que eu participei de várias atividades ao longo dos meus 12 anos de iniciação acadêmica e profissional, ela poderia ter explorado e perguntado o que eu tinha feito me valorizando fazendo eu me senti importante com essa bagagem de conhecimento e experiências práticas.

Ao cortar de antemão a fala da vendedora alegando o extenso tempo e dinheiro dispendido em cursos similares, percebo um silêncio emudecedor no outro lado da linha. Assim sendo, eu a peço que envie um resumo dos cursos que ela estava me propondo. E até hoje estou aguardando este e-mail com as informações.

As tuas relações com as pessoas são por interesse puro ou escusos?

Se esquecer de valorizar… vais perder.

Somos sempre vendedores

RH

Em primeiro lugar, somos sempre vendedores

Independentemente da função ou da profissão estamos sempre vendendo. Sou (foi ativamente no passado, hoje não estou operando) bombeiro voluntário, e algo que sempre cuidamos foi da nossa imagem. Fazer o correto, fazer de modo certo, transparecer organização e preservar nossa postura utilizando palavras e expressão corporal calculadas. A final, a comunidade deveria olhar para o nosso serviço como algo voluntário mas não amador.

E é nesse ponto que quero a tua atenção para sempre, mas sempre mesmo, ser um bom vendedor.

Recentemente terminei de ler o livro autobiográfico “Os Segredos do Lobo” de Jordan Belfort (Editora Planeta). E confesso que foi o melhor livro de vendas que tive contato nos últimos anos. Melhor pois o autor explica com detalhes coisas que nos cursos nos dizem apenas. Por exemplo, falam muito hoje em criar rapport, porém detalhes da postura do atendimento/interação com o cliente são (muitas vezes) tangenciados em cursos de vendas. E muitas vezes fogem pela tangencia pelo simples fato de quem ministra o curso não ser um vendedor com prática, mas alguém que estudou tal conceito e aplica. Na real, esse palestrante é um bom vendedor, pois mesmo sem experiência te convenceu a ir no curso dele (risos). Deboches a parte, antes de fazer um curso de vendas, vasculhe na internet quem é o ministrante. E procure cursos concorrentes também.

Portanto, cuide sempre de sua postura, linguagem verbal e não verbal, das redes sociais, da sua carreira, das suas atividades extras profissionais (de dia é corretor, e de noite coordena o tráfico na rua – isso não combina neh!). Bem como, procure sempre ser ético e sempre cumprir os acordos, pequenos e grandes firmados com o interlocutor.

Procure no Google: livros sobre vendas, cursos de vendas, pós-graduações em área comercial, imersões sobre vendas. E simplesmente aprofunde-se ao máximo para ser um bom vendedor, sempre promovendo sua imagem frente a sua rede de relacionamentos. Seu marketing pessoal é tudo!

Cliente satisfeito

Administração

Em primeiro lugar as empresas fazem o que a literatura manda: o cliente em primeiro lugar; satisfação total aos clientes; a vontade do cliente em primeiro lugar… e etc. Muitas empresas pensam isto como máximas, mas muitas vezes não aplicam na prática estes conceitos. Concordo que há regras nas empresas que não são possíveis de serem quebradas e políticas que não podem serem desrespeitadas. Porém, a flexibilização nas vendas é essencial para conquistar um cliente, e satisfazer um cliente antes ou depois de uma venda.

Como se dá então a satisfação? Fugindo da teoria, acredito ser em falar a lingua do cliente e nos colocarmos no lugar de quem usa ou compra os produtos ou serviços de uma empresa. Vamos a dois casos práticos.

Tu compra um cortador de unha e observa apenas depois de comprado que o produto tem defeitos. Tu entra em contato com o fabricante e eles então prontamente te enviam outro produto novo e sem defeito. Cliente satisfeito.

Tu compra em uma loja de roupa várias peças e resolver pagar no crediário. No mês seguinte tu vai na empresa novamente para pagar o carne e realiza novas compras. Até ai tudo bem. Passa-se algum tempo, tu vai na loja compra mais e paga uma mensalidade e neste ato uma caixa diz que o sistema está fora do ar e ela registra o último pagamento de um carne apenas colocando um “Ok” no carne. Mês seguinte tu volta na loja para uma nova compra e é informado que há uma mensalidade em aberto. Se tu já colocou o carne fora dificulta a comprovação do pagamento, porém, se quando tu pagou esta parcela e realizou uma nova compra e se identifica esta compra como sendo tua – há vários indícios que a caixa te passou a perna ou o sistema falhou. A loja sem hesitar faz tu pagar de novo a conta. Cliente insatisfeito.

O bom senso deve ser o mantra em uma relação empresa-cliente, e em uma relação com os clientes a empresa deve pensar como o cliente vai se sentir com as atitudes delas. Como prometer algo e não cumprir, não retornar uma ligação, não retornar um e-mail, vender um produto com problema e não trocar alegando que o cliente não soube usar o produto, e etc. A enrolação que algumas empresas seja a ser exemplo de como não fazer. O funcionário da empresa que está na linha de frente da empresa deve tratar o cliente como ele gostaria de ser tratado em uma venda ideial. E a empresa deve entender isso para que suas políticas sejam orientadas para práticas de boas maneiras na relação com os clientes. Detalhe, não estou dizendo aqui que as empresas devem se prostituir perante um cliente.