#sougestão

Administração, Ensino de Administração, Intercâmbio

Em primeiro lugar está faltando a hashtag #sougestao.

Recentemente percebi em minhas redes sociais uma enxurrada de hashtag sou alguma coisa. Principalmente atreladas as universidades, e uma critica ao contingenciamento de despesas do Ministério da Educação.

Não consigo entender o alienamento financeiro dos poderes, autarquias, departamentos, seções e as suas respectivas carreiras. Estamos com o caixa raspado. Estamos com dificuldades. Mas, alguns lugares vivem na terra do nunca: aqui a crise nunca vai chegar. Realmente não consigo racionar como cada área quer sentir-se intocável. Existem áreas básicas, menos básicas e supérfluas. 

Saúde e segurança é vital, é urgente, é diário, é presente, morre e vive. O resto, é o resto. É depois, se der, quando der.

E mais, percebo que há uma engrenagem, uma casta no ensino superior. Tal qual explanou Joaquim Barbosa sobre o judiciário. Percebo muitos teóricos ministrando aulas e áreas que são práticas. Percebo muitos teóricos teorizando sobre coisas que quase nunca terão aplicação. Ou, só servirão de base para outras e outras produções acadêmicas.  E é aqui que está a casta e o coronelismo dos “pesquisadores” sobre os bolsistas. 

Penso em ser professor no futuro, e por isso, me espelho em professores das ciências administrativas que são práticos e pensam muito similar como eu penso: Ensino e Extensão > Pesquisa. As universidades devem ter retorno prático para a sociedade. Devemos ter doutores empregados nas empresas e não só nas universidades. 

Talvez, se nossa estrutura superior fosse como na Argentina (pegando um exemplo bem próximo), onde as universidades não tem o orçamento bancado em sua totalidade pelo Governo Federal, teríamos orientação para busca de parceiros financiadores. E estes irão querer retorno: pesquisa e extensão!

Estudei na UNL (Universidad Nacional del Litoral) em Santa Fe, Capital – que em outubro deste ano completa 100 anos de fundação. E neste link se encontra todos os “padrinos” da UNL.

Ensino Argentino 2

Administração, Intercâmbio

Em primeiro lugar realizando as duas matérias eu li mais de 1300 páginas. Que incluem o material utilizado pelo professor em aula mais o material auxiliar. Isso, sem contar os livros obrigatórios para leitura e artigos extras. Além disso, como trabalho final de matéria realizamos um trabalho de pesquisa que gerou um relatório de quase 200 páginas ao total. Em comparação, a edição de 2000 da Bíblia Sagrada da Editora Paulus possui mais de 1650 páginas divididas entre o antigo e o novo testamento. Ou seja, é muita leitura. Fazendo um comparativo, um semestre de estudo no meu curso no ano passado teve a indicação de leitura a mesma carga acima citada, mas a diferença é que aqui foram seis matérias e não duas. Além disso, a universidade conta com uma plataforma onde todos os materiais utilizados pelos professores estão disponíveis on line onde somente os alunos matriculados na cadeira tem acesso.

Não me atreveria dizer que o ensino é melhor que o brasileiro. O argentino é mais teórico que o brasileiro, e ao contrário do que muitos pensam existe muitos trabalhos extraclasse que fomentam a aplicação de conhecimentos. Em média um argentino faz três ou quatro matérias ao semestre. Mais que isso é impossível segundo relatos dos meus colegas, quem deseja fazer isso não desgruda dos livros. E são poucos que trabalham e fazem faculdade, geralmente que trabalha e estuda leva com uma ou duas matérias e empurra a graduação por anos. Já no Brasil é muito comum encontrar alunos que trabalham e estudam, falando de administração para deixar claro. E é nesse ponto que diferencia o ensino superior argentino do brasileiro.

Não é brinquedo não!

Administração, Intercâmbio

Em primeiro lugar, a Argentina pode ter seus atrasos tecnológicos e certa antiguidade do aparato de administração pública, mas, sua organização quanto nação e quanto República são exemplos para o nosso querido Brasil. Infelizmente a corrupção atormenta o desenvolvimento dos dois lados.

Estou vivendo com mais 40 intercambistas de todo mundo e de modo geral todos sentem diferença no ensino, e isso é de todos os lugares do mundo. Alta carga de leitura, muitos trabalhos e muito discurso do professor em sala de aula. Além disso,  a estrutura da gestão administrativa e da gestão acadêmica da Argentina é um exemplo e é de nível europeu (segundo relatos de espanhóis e franceses).

Ao fim do intercâmbio espero ter um artigo pronto analisando modelo de ensino de Brasil e Argentina. Fico feliz, pois estou colaborando com pesquisas entre UFSM e UNL que irão me dar uma grande visão de como funciona melhor a estrutura de ensino.

Por fim, os que pensavam que a coisa aqui era moleza ou que era barbada estão errando o furo. O buraco é bem mais embaixo do que se imaginava.

Primeira Impressão

Intercâmbio

Em primeiro lugar a primeira impressão está sendo ótima da Argentina. Gostaria de conhecer o país antes da revolução bancária e telefônica, acredito que antes poderia ter um melhor entendimento da formação da economía do país que era mais fechada. Percebo que apenas agora o pais está efetivamente se abrindo para a modernização e a globalização e vejo mudanças de modo geral. Percebo prosperidade, qualidade e beleza florando em ruas sujas e fedidas, e em negócios fracos e decadentes que se abrem para o novo e começam a inovar. Percebo mudança nos hábitos de compra, de se vestir e de se portar de um povo fechado e muito nacionalista para um povo mais globalizado.Velhos negócios deixam espaço para novos modelos de empresas e negócios. Mas ainda acreido que traços da cultura e da nacionalidade não se perderam, devido ao grande amor e conhecimento histórico que todos tem. Ao fim, o que ainda falta urgentemente evoluir são os setores automotivo e odontológico.

Estou gostando muito da organização e rigidez do país e da universidade onde eu vou estudar. Santa Fé De La Vera Cruz é linda e segura, e possui um plano diretor exemplar!

Saludos Argentina

Administração, Intercâmbio
Em primeiro lugar, quero exaltar a grande alegria que tenho de poder morar em um lugar que admiro muito, a Argentina. Será uma experiência fantástica conhecer os hábitos, costumes e entender a cultura hermana. A partir do dia 5 de março embarco rumo a Santa Fe de La Vera Cruz, na Província de Santa Fé, permanecendo até o meio de julho, onde será minha morada temporária. Minha rota de viagem será de Santa Maria até Uruguaiana e de Libres até Santa Fé. Uma das coisas mais legais do intercâmbio será a oportunidade de morar em uma casa apenas para pessoas de outros países. (A residência nos faz lembrar da vila do Chaves!)

Minha ida para a Argentina é através da parceria que há entre as universidades pertencentes ao Mercosul para mobilidade de acadêmicos entre si. Em Santa Fé irei continuar a graduação em Administração e a universidade que me acolhe é a Universidad Nacional Del Litoral (UNL), que está situada dentro de uma reserva ecológica. O entusiamo em conhecer uma nova visão do ensino das Ciências Administrativas é desafiador, pois a cultura local influência muito o ensino.

A paixão em poder experimentar o novo me deixa fascinado. Saludos Argentina!

Santa Fé, Argentina

Intercâmbio

Em primeiro lugar, devo admitir que sou um grande admirador de culturas estrangeiras. Não é diferente com a cultura de nossos vizinhos argentinos.

A partir da primeira semana de março de 2012 estarei na cidade de Santa Fé. Lá, irei continuar minha graduação na UNL – Universidade Nacional do Litoral. Que de litoral não tem nada!A expectativa é grande por uma cidade história e de grande importância política na Argentina. Banhada pelo rio Paraná, é um ponto central da Argentina.

Neste blog escreverei muito sobre o intercâmbio. Aguardem.