O poder da perda

carreira, RH

Em primeiro lugar o poder da perda é algo que uma geração nascida após os anos 2000 e 2010 talvez não tenha tão presente. É uma geração que nasceu vitoriosa. Pentacampeã.

Uma geração que viu seus pais estabilizados e construindo certo patrimônio e adquirindo bens de consumo. Uma geração que consegui ter fácil acesso a crédito (via fintechs) e conseguiu adquirir em menos tempo coisas que seus pais levaram anos, décadas, para conseguir.

Muitas pessoas de sucesso são taxas de arrogantes ou prepotentes, no entanto, observo um comportamento padrão em pessoas de sucesso que cresceram de baixo. Diferente daquelas que arrancaram de um nível de sucesso herdado de novo ou de patrimônio do seu patriarca. No entanto, aqueles que compreende a máxima de: Vô rico, pai nobre e filho pobre, age diferente não deixa isto ocorrer.

E para evitar o fracasso de uma sucessão a percepção que tenho é que os patriarcas embutem na cabeça dos novatos que as coisas não são fáceis e que merecem ser conquistadas. E isto vale para tudo. Vale para bens, vale para relações, vale para sentimentos e tudo o que possa ser conquistado com suor e perdido sem mais nem menos.

Conquistar com o próprio suor o seu espaço é o maior ensinamento que pode ser transmitido. O espaço é a confiança de poder realizar suas conquistas com a glória de ter valido a pena o esforço compreendido. De compreender com sua sabedoria, competência e habilidades logrou êxito nos objetivos propostos.

Portanto, saber perder, saber ouvir o silêncio, saber o gosto do desprezo, saber compreender a exclusão e o descarte são fundamentais para o crescimento pessoal. A maturidade que muitos atestam vir com a idade ou a vivência pode ser menos dolorosa se aprendida pela observação. A transmissão de uma geração para a outra pode dar um ganho exponencial e a multiplicação de patrimônio. Infelizmente, quem não sabe conviver com a perda, dificilmente será satisfeito com o gosto da vitória. Pois, este gosto nunca foi devidamente produzido.