Reino Unido: As pessoas querem mudar.

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar a saída do Reino Unido da União Européia mostra que as pessoas querem mudar. A mudança pela mudança. Mudar por mudar.

Muitas pessoas devem ter votado apenas por votar em um efeito manada. Mais do que uma análise profunda da campanha, dos bastidores e dos principais agentes propagandistas, eu, como mero expectador da atual situação da União Européia, penso: As pessoas realmente querem mudar.

Lendo e vendo análises sobre os argumentos dos pró e contra a permanência, me pergunto: Qual o motivo real deste referendo? Não conseguir chegar em uma resposta relevante.

Vivemos em um mundo desorientado, onde muitas coisas estão mudando. Valores invertidos, conceitos evoluindo. Essa ruptura tão rápida deixa todos desorientados. Assim, mudar por mudar é melhor. Mudar para proteger-se é melhor. Mas mudar para o que? Isso ninguém sabe o certo, mas apenas mudar para edificar muros frente a repentinas e duras rupturas. A mudança como arma contra a mudança.

Complexo.

Talvez o povo do Reino Unido não sabe o que irá ocorrer de fato com a saída, mas, querem ter a chance de reescrever sua história por mãos próprias e diferente do modo como vinha sendo escrita.

Talvez o povo goste de uma injeção de novidade para animar: ordem e progresso para mudanças eficazes. Eles não sabem o que fizeram, mas terão a certeza do que terão que fazer para não caírem em retrocesso. É só esperar a ficha cair para eles, novamente, reconstruir o país.

Estado (des)Unido do Brasil

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o Governo Central Federal do Brasil está uma bagunça! O Congresso Nacional do Povo está sentado no trono e o Poder Equilibrado Judiciário está agindo como o Poder Moderador do antigo Império Brasileiro, e o Poder Executivo Líder está, como já antecipei, bagunçado.

Já fazem alguns meses que a pauta dos debates, o trabalho de articulação e a força da máquina pública trabalham para a perpetuação temporária da atual chapa de governo no poder. Hoje a percepção que possuo é que não estamos em crise, mas sim em uma grande recessão. Reconsiderei este conceito para sair do senso comum. Crise será quando faltar (pelos mais diversos motivos) produtos e serviços. E quando não há esperança de emprego.

Não tenho partido político, e gosto da política como cidadão ativo. Porém, possuo visão política que me norteará neste post.

Se nos considerarmos um país capitalista, é o fim do mundo retirar a chapa de governo por uma simples recessão acentuada. Se houvesse uma crise generalizada (que acredito entrarmos no fim deste ano): desordem pública, policias enfraquecidas, instituições realizando opressão de qualquer gênero, falta de produtos e serviços, paralisação da circulação de pessoas e dinheiro e caos político, estaríamos como Venezuela, Grécia ou Espanha (de alguns anos atrás). O Brasil ainda respira por aparelhos, apesar de perceber que a luz do fim do túnel pode ser um trem em nossa direção, conforme disse recentemente Sérgio Reze (ex-presidente da Assobrav).

No entanto, está instaurado no Brasil um problema secular. Uma peste impregnada na cultura, educação e governo do nosso Estado. A corrupção. Tudo se resolve, tudo tem um jeito, todo mundo tem seu preço, tudo se compra, tudo se burla e tudo se esquece. Todos querem estar acima da lei, fugir da lei, comprar a lei, mudar a lei, esquecer  a lei, não cumprir a lei e ganhar com a lei. Assistindo os debates na Comissão Especial de Impeachment do Congresso percebo que a troca de favores é algo debatido naturalmente. E como também presencio nos pequenos municípios os cálculos sem escrúpulos para compra de voto!

Nesta balburdia toda, percebo visões antagônicas dos players do processo. O Ministro do STF Marco Aurélio Mello (que não é meu parente) parece assumir uma dúbia atitude: condena do processo de impeachment da Presidente sem crime, mas afirma que deve haver processo semelhante contra o Vice-Presidente. Como assim? Estes dois não fazem parte da mesma chapa? Percebo – sem tomar muito conhecimento dos autos do processo – que o processo contra a Presidente não tem provas concretas contra ela. No entanto, sua equipe está enlamada de problemas e cometeu sim erros e deslizes legais. Se o líder não tem responsabilidade sobre os atos dos seus liderados, quer dizer então que quem está realmente mandando não tem poder legal para isso? :0 Quem está no governo não é o governo? Difícil de compreender líderes que nunca sabem, nada fazem e nada assumem.

Acredito que o impeachment é o desejo tendencioso de mudar tudo o que escrevi acima. Tendencioso pois na história toda não há santo! Sai a raposa e entra o lobo para cuidar do galinheiro. Ai não dá! Não muda, não evolui, não alterna, não dá ordem e progresso.

Apesar que pensar que o Impeachment mostraria a todos de que: Ninguém está livre do abismo.

O Estado (des)Unido do Brasil precisa de uma (re) invenção. A Nação precisa valorizar o trabalho, valorizar o pagamento dos tributos corretamente, valorizar pessoas honestas, respeitar a figura pública, respeitar a lei. E não mudar a lei quando a meta fiscal não for atingida. A Nação precisa de projeto de Estado e não de Poder, precisa de Máquina Pública eficaz e não inchada com cabides eleitorais. Porém, isso deve ser estendido também as Unidades da Federação e os seus Municípios.

O que me resta torcer é que não se instaure no país uma guerra civil política e uma guerra civil revoltosa na rua. Que o (des) Unido do Brasil não vire um país tupiniquim do Cone Sul.

Modelo europ eu

Política, Sociedade

Em primeiro lugar boa parte da Europa, em especial os anglo-saxões, tem um pequeno grande problema: o modelo assistencialista previdencial está desequilibrado.

É comum ler notícias sobre a necessidade de ajustes nas contas. Li uma que me intrigou muito e me originou este post.

Muitos críticos do modelo Europeu (modelo de vida, de sociedade, de economia, de política, etc.) afirmam que a Europa inibe o empreendedorismo e extrai muitos impostos dos seus contribuintes. O retorno é visível que há (baixíssimos índices desemprego nos países anglo-saxões, excelente distribuição de de renda, etc.). No entanto, o excesso de assistencialismo pode sim impedir algumas ações empreendedoras, ou até mesmo sobrecarregar demais os cidadães trabalhadores contribuintes. Há relatos de que no Reino Unido tem famílias que estão há 3 gerações sem trabalhar! E isso pode estar aumentando nos últimos anos devido as constantes instabilidades econômicas. Ou pelo excesso de facilidades.

O modelo Europeu demonstra hoje sinais de cansaço (em vários sentidos e até nos sentido literal).

Prefiro ainda o modelo Europeu, acredito ser um bom equilíbrio entre o capitalismo carnal e o romântico capitalismo literário. Apesar do modelo estadounidense imperar e conseguir galopar frente as crises, penso que está na hora de uma nova base ser erguida sobre o modelo Europeu. Um modelo menos assistencialista, mas sem perder a sua essência manter a ajuda a quem tem dificuldades. Talvez não como a Finlândia , mas um modelo que valorize a sustentabilidade do modelo de vida mais “Eu” possível. Ou seja, que cada um possa ser o dono do seu futuro, mas sempre coletivamente.

Vício da justiça

Pessoal, Sociedade

Em primeiro lugar basta alguma brecha para alguém acionar o judiciário como reparador.

Não é incomum ouvir relatos de pessoas que estão arroladas em processos por danos morais, materiais, etc. Não irei julgar este fato, pois todos possuem direitos. Mas, constatar para onde a nossa sociedade caminha.

Para onde? Esta resposta ainda não encontrei.

Será que tudo pode ser resolvido definitivamente pelo Poder Judiciário?

Eu me visto mal

Pessoal

Em primeiro lugar eu uso muito as mesmas roupas. Sim, em uma linguagem popular eu bato bem minhas roupas. Se algum dia tiver oportunidade de comprar roupas com padrão de qualidade superior – roupas de marca, talvez eu compre. Mas, mesmo assim, não terei milhares de unidades. Em suma tenho poucas peças, peças boas e peças de lida.

Trabalho com vendas e procuro ir sempre bem arrumado, com boas roupas e sempre bem limpas. A aparência é a alma da venda (papos furados do contrário serão difíceis de aceitar. Claro que se não houver conteúdo, não haverá recompra)

No entanto, a vida não é de aparências. E hoje, em nossa sociedade, a aparência ganhou vida e passou a ser.

Precisamos ter consciência, precisamos ter consciência de que um consumo por necessidade é mais salutar do que o consumo pelo consumo. A compra consciente gera riqueza, a compra por impulso geram apenas borrifadas de perfume. Quando se adota consciência, é possível que se seja sempre uma mesma pessoa. As vezes me sinto dois. O nosso mundo hoje é dois: o virtual e o físico. A aparência e a realidade. Devemos saber onde queremos estar.

Eu bato muitos minhas roupas, tenho blusões de quando era adolescente! Sem contar nas camisas do colégio (que hoje guardo mais como recordação) e meias. Em casa adoro usar meia velha. Para trabalhar uso carpim de primeira.

Este post talvez não chegue a lugar algum, mas o objetivo é nos fazer pensar: como é meu modo de vestir? Em que mundo tu vive? As respostas estão dentro do teu bolso…

Desculpa

Pessoal

Em primeiro lugar, as pessoas precisam pedir desculpas.

Infelizmente percebo, no Brasil, que aos poucos se está perdendo os valores de berço. Pelo contato com pessoas de outros estados, o relato mais forte em relação ao tema deste post ouvi de um cearense. Este meu amigo, que é militar de carreira aposentado e vive há muitos anos em Santa Maria – é casado com uma cruzaltense e seus filhos estudam na UFSM. Segundo ele, ele aprendeu a ser educado vindo morar no Rio Grande do Sul. Espantado ao ouvir, iniciamos uma conversa sobre o assunto. A explicação que ele deu foi que aqui as crianças aprendem deste pequeno a: pedir desculpas, dar oi, dar tchau, pedir por favor e etc. Não sendo uma verdade absoluta, é óbvio, vejo que é uma grande verdade. Porém, como já iniciei o post falando, percebo, que muito disso vem se perdendo no RS. Talvez por questões de educação na escola, pela falta das leis morais, e pelo desleixo de muitos pais. Pais desleixados estão em todas as classes sociais e econômicas, então, vejo mais como uma questão de valores do que condição do meio.

Recentemente estive pensando sobre o fato de pedir desculpas. Muitas pessoas sábias que marcaram a história disseram que só os fortes podem pedir desculpas. Isso nem sempre é fácil, pois, socialmente hoje quem pede desculpas transparece uma imagem ruim – talvez por uma mudança de valores, não sei o certo. Mas, percebo que nas relações a falta do pedido de desculpas, de desculpas sinceras é fundamental para o empobrecimento do espírito do vivente. O indivíduo sente falta desta palavra. Não só da palavra, mas do ato.  

Pedir desculpas na vida é um treinamento diário de resiliência e amor próprio, e também para estar em paz consigo mesmo. Dentro do ambiente corporativo, onde eu vejo que estão concentrada as pessoas mal humoradas, pedir desculpas é como desarmar um rabugento.

Se formos um pouco mais humildes e sábios, nossa sociedade pode ser de amor do que uma sociedade criada “a ferro e fogo”. Aliás, tu já pediu desculpas pra alguém hoje?