Porta giratória não gira de graça.

Administração, Sociedade

Em primeiro lugar pelo senso comum pode-se dizer que falta finanças pessoais no brasileiro.

Pela primeira vez não quis impactar na chamada, em outras palavras muitas pessoas não entendem como funciona uma vida bancária. As pessoas não sabem o que é um limite!

Muitos já ouviram: “Deixei 200 reais no banco e quando fui lá devia 1000 reais! O banco pegou meu dinheiro”. Chega a ser engraçado ouvir, mas a “mea culpa” é que também falta hábito de ensinar. Porém, ensinar alguém de cabeça feita é árduo. E nem é questão de vender ou de explicar, é ensinar mesmo. O problema vem de anos e o problema é apenas o reflexo de nossa sociedade.

No início dos anos 2000 eu ouvia muito sobre bancarizar as pessoas, e até participei de umas discussões sobre a necessidade de tal feito. Porém, a que custo? Com uma concorrência acirrada, quem vai bancar a máquina bancária com apenas um número de conta? Difícil equação.

Bancos virtuais e digitais, estão percebendo que não há como viver apenas dos juros do giro do dinheiro, haja vista que as pessoas demandam de atenção e de necessidades que sem pagar por isso, no amor apenas do banco, não mantem site em pé.

Em época de reduzir custos, a concorrência se empenha mais em manter bons resultados para si e seus clientes, e do contrário, a porta não vai girar.

Isso tudo é só o sinal da sociedade que se criou onde tudo deve ser feito de graça. Até quando vamos ficar nessa sociedade gratuita? Arrisco a dizer que o brasileiro paga juros errado pelo seu modo de consumo, e reclama. Mas paga impostos equivocados e cala-se diante da inoperância do governo.

Almoço grátis não existe.

 

Não é só pela gasolina

Administração, Política, Sociedade

Em primeiro lugar pensei em escrever este post antes do aumento dos impostos da gasolina.

Tenho nos últimos dias andado pelo Rio Grande, antes de ingressar no Banrisul passei um fim de semana em Santo Ângelo e visitei novamente uma sorveteria que conheci e gostei. No entanto, como estava vazia no horário que pedi meu sorvete, comecei a observar a nota fiscal (que está na foto) enquanto aguardava. Meu sorvete foi vendido por R$ 4,00. Segundo a IBPT eu paguei R$ 0,60 de tributos federais e R$ 0,72 estaduais. Total de R$ 1,32 de impostos num sorvete de 4 pila! Pensando nos prováveis custos de mercadoria, este sorvete deverá ter custada algo em torno de 1,75 ou 2,00. Isso deixará uma margem em torno de 20% para o comerciante pagar seus custos e despesas de operação e ainda se pagar. Isso é menos do que os 33% que o Governo leva.

Ontem, ao ouvir o aumento da tarifação do combustível, corri hoje pela manhã para completar meu tanque de combustível. E por sorte o posto ainda não havia reajustado para o novo preço.

Um estado que toma mais sorvete do que eu, que anda mais longe de gasolina do que eu, e ainda lucra mais do que o empresário, pra falir, só se for eleitos por sócios do Governo. E eu não sou sócio do Governo. Assim como boa parte da classe geradora e pagadora de impostos, recebem muito pouco de volta. Aliás, com os governantes que temos, cada vez menos eles tem coragem de aparecer ou de fazer algo. Quando fazem, fazem questão de fazer burradas.

Então, não entendo porque no Brasil ainda as pessoas acreditam em teorias mirabolantes de sucesso da gestão da Nação.

Acredito em um estado mais enxuto. Até acredito que as empresas públicas devam estar nas mãos de quem entende. Porém, na situação de hoje, empresas que geram os lucros pro Estado, poderiam fazer com que a gente pudesse ir mais longe e tomar mais sorvetes.

Portanto, fica o registro do cansaço em ter um estado sufocante, doutrinante e colocando cabresto pras pessoas simplesmente alimentarem os Petrolões da vida. E pense, pense na hora de votar! Lembre-se, o bom senso está se findando. Quem sustenta a máquina está cansando.

nota gasolina

nota gasolina

nota sorvete

nota sorvete

 

 

Politicamente correto: não há espaço para ficar sobre o muro

Política, Sociedade

Em primeiro lugar ser politicamente correto não é ser absolutamente certo.

Essa premissa está tão presente hoje que há o entendimento de que não há mais espaço para pessoas ficarem em cima do muro. Muros estes construídos muitas vezes para justamente existir um muro para ficar sobre ele. Estranho isso não é? Mas é o que parece atualmente. Cria-se muros para juízes de plantão proferirem sentenças absolutas e eventos de Facebook conclamarem milhões de pessoas para um evento virtual.

Há por parte de algumas pessoas de nossa sociedade de que a maioria deve pagar por oprimir minorias. Há grupos que pregam que a maioria deve arcar com os ônus de ser maioria e de ter que suportar bônus para que a minoria seja ressarcida por anos de opressão. Até mesmo nossos representantes eletivos estão saindo do muro e assumindo posições até recentemente impensáveis. Na real, muitos hoje estão assumindo seu lado. Muitos voltaram a ter liberdade de assumir um lado. De ser e pertencer a algum grupo, sem que isso gerasse pré-conceito.

Não critico as minorias por existiram, no entanto, as minorias das minorias que pregam o ódio, e que galgam espaço pregando ferozmente que a maioria não presta e não deveria existir do modo como é, deveriam beber do mesmo veneno que pregam.

Partindo do pressuposto de cada um é livre e que deva respeitar as leis dos homens, limitando-se a não interferir no destino do seu próximo, se eu quero pertencer a um grupo de maioria “a” ou “b”, ou de minoria, isso não pode ser condenado por ninguém. Nem pela maioria, tampouco pela minoria.

E foram as varas judicias de plantão que estão tornando as pessoas cada vez mais participativa de grupos. Tanto de maioria ou de minoria. Isso é bom!

É bom, pois vamos viver uma sociedade plural, e não em uma sociedade de aparências, onde todos querem estar de bem com todos, ser o que não são, pensar o que não querem pensar, agir contra gosto, e receber aquilo que não deseja. Alguns afirmam que a Direita saiu do armário. Até pode ser, mas isso é ruim? (Extremistas de Direita e Esquerda são sim problemáticos) Ser de Direita, ou de Esquerda – no sentido político ideológico, não é ruim! Nos últimos anos parecia que todos estavam do mesmo lado, mas ao mesmo tempo não estavam.

Os muros antes construídos, parecem agora findar, mas o que nunca findará é a necessidade de pertencimento. Qual é o  seu lado agora que não existe muro para ficar sobre?

 

Produzir com teto para produzir sempre

Geral

Em primeiro lugar é sabido que na Europa, e em muitos lugares do globo, o Estado controla a produção de insumos primários da produção agrícola. Limita para que não haja excesso de oferta, baixando preços e desequilibrando a cadeia produtiva.

Ruim para os consumidores? Talvez não. Produção na medida certa ao preço justo e equilibrado.

O fato do Estado regular a alimentação não pode ser visto como Estado manipulador, mas como Estado organizado que visa o bem estar alimentar dos cidadãos.

No entanto, não se pode esperar um Estado totalitário regrando, fiscalizando e controlando. Isso, seria apenas passageiro. Até as pessoas se cansarem. Inclusive, no livro de Ayn Rand em A Revolta de Atlas, o Estado limitador do pensamento, da ação, da produção e da vida das pessoas não é um modelo de capitalismo e nem de socialismo que reina eternamente, ao menos, não passará a eternidade sem sofrer abalos profundos.

Na Europa a produção agrícola segue regas rígidas de teto de produção. Motivo: sustentabilidade do sistema de produção. Antes de falarmos em produção verde, deve haver para futuro da humanidade a certeza de continuidade de produção antes de tudo. No Brasil, quem irá para o campo produzir se as melhores ofertas de renda estão na cidade? Ou melhor, quem terá recursos para investir na produção empresarial no campo? Qual negócio gostaria de ter sua produção limitada? Interessante reflexão, certo? Sim! Precisa-se.

Em um momento onde os empregos se escasseiam na cidade, apostar no emprego rural – como empreendedores rurais, não seria uma possibilidade de garantir renda a quem quer trabalhar? Pois, para estas pessoas, algumas seguranças – seguro agrícola e oferta equilibrada para preço justo. Por isso, produzir no teto para produzir sempre.

E você, já pensou em se mudar para uma propriedade do interior para trabalhar?

 

Ditadura do silêncio: Novo modelo de governo do século XXI

Política, Sociedade

Em primeiro lugar qual governo não logra êxito se o povo permanece calado e imóvel?


Não aqui que todos devem sair quebrando tudo, ou realizando greves e ocupações. Apesar de que as greves são até previstas em lei. No entanto, por que ficamos praticamente 13 anos sem criticar com veemência o governo que geria o estado brasileiro? Porquê? Por que ninguém (ou muito poucos) criticavam ações erradas do governo?

Era feio criticar o governo? Era errado?

É, parece que sim!

Então, parece que ficamos 13 anos em silêncio? Acho que sim. Como conseguir isso? Pergunto: Alguém poderia de fato conseguir reclamar?

Empresários, produtores e consumidores estavam com crédito fácil – nem sempre barato, estavam em uma bolha de crescimento onde tudo era possível fazer, vender, consumir sem fazer contas. Qual foi a última vez que tu pensou e planejou a compra de algo? Funcionários públicos com bom empregos e situação de trabalho avantajada: a máquina pública seguia em expansão. Ou seja, promoções e oportunidades estavam a todo vapor. Estudantes com mil bolsas, intercambio, financiamentos, milhares de cursos a escola, diversa instituições, mais bolsas, e etc. Tudo isso a que custo?

Quem então poderia falar mal do governo? Até a oposição eu penso que foi silenciada. Que governo bom ein!

Mas e agora, qual é o motivo das “massas” estarem inflamadas? Hoje sabe-se de vários problemas que foram herdados e vários problemas que apareceram por má gestão – sem falar daquilo que ainda não vimos. E as massas protestam contra a solução dos problemas ainda. Quer dizer então que elas querem de volta o antigo governo – isso é uma coisa meio óbvia neh. Mas não e os problemas, quem vai resolver? Ou irão inventar novos problemas para resolver os velhos?

Esse é um assunto que vai longe.

Esquerda ou Direita, não importa. O povo não quer ser mais bobo. Quem trabalha não quer suar por dois, pois o fardo está pesado demais. Então qual é a solução? Quem grita não é de fato quem estava amordaçado, mas sim, quem amordaçava. Quem precisa gritar, não grita! Vota diferente.

Por isso, o trunfo dos novos governos que iniciaram o século XXI foi de tentar comprar todo o povo. Sem planejamento, esqueceram de pagar a conta. E mais, quem tanto fala de que para pagar esta conta não se pode cortar direitos, esquece de quem tem deveres que garantem os direitos (tem que cortar direitos dos Reis também para a conta fechar).

Mais civismo. 20 de Setembro!

Desenvolvimento Regional, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o 20 de Setembro representa uma data que inicia uma revolta armada em prol de interesses particulares. No entanto, após disparado a carga, percebeu-se que se poderia ir além. Bento Gonçalves projetou que uma guerra civil poderia fazer do território mais meridional do Império Brasileiro um lugar diferente, avançado e próspero. O General Neto concretizou ao anunciar a Independência do Rio Grande do Sul do Império. A partir, a história já se encarregou de narrar os feitos e desfeitos desta sangrenta Revolução Farroupilha. Cheia de mistérios e estórias, esta guerra deixou o maior legado já existente de cultura, tradição, civismo, bravura e unidade no território nacional. Hoje, cultuado em muitos lugares do próprio Brasil. Se não fosse os personagens importantes de uma disputa por interesses e posterior luta por ideais, talvez tivéssemos menos civismo no Sul.

brasao rs

Brasão Rio-grandense

 

Atualmente o civismo do 20 de Setembro está empobrecido juntamente com as finanças do Estado. A política nacional e a situação local tem aos poucos deixado as comemorações desta importante data um pouco esfareladas. Apesar das migalhas estarem sempre muito acessas e ardentes.

Juntamente ao sentimento da Guerra, valoriza-se as tradições gaúchas – marcante cultura da nossa terra. Cultura esta exemplar! Cultura esta repleta de uma história digna de um povo, mesmo que seja para gaúcho de apartamento.

Da terra ou do asfalto, somos todos gaúchos – pela herança, pelo sangue e pelos valores compartilhados. Sim, somos todos gaúchos!

Muitos criticam este torrão por ser “bairrista” como algo pejorativo, no entanto, me limito a dizer que falta civismo para quem critica tal situação.

O pedido para este dia, como se fosse algo a cultuar, é para que tenhamos uma terra mais rica, mais forte, mais igualitária, mais libertária e mais HUMANA. Que possamos contemplar o belo e que possamos ficar felizes com nossas raízes, que ao menos, mesmo que seja uma vez ao ano, possamos voltar para dentro de nós e sentir um pouco de amor por algo maior, intangível e transcendental.

Viva ao Rio Grande do Sul, Viva aos Gaúchos, Viva a República Rio-Grandense!! Viva ao 11 e ao 20 de Setembro, Viva! Viva! Viva!

E quem sabe, aqui ser mais um país do mundo…

Mimimi: Uma geração de novos que os antigos querem copiar

Pessoal, Política, Sociedade

Em primeiro lugar quando era mais novo parecia que vivia em outra sociedade. Em uma sociedade que se vivia mais do que se falava. Hoje, todos preferem desculpas, enfrentar tudo com toga, todos gostam de exposição de sofrimento, todos preferem passar por sofridos, brincadeiras não existem mais, tudo é difícil, trabalhar é pecado, ser correto é errado, todos devem ser servidos, ninguém quer servir, patriotismo é coisa de idiota, ser religioso é cafona, passar de ano sem estudar é o desejo, ganhar milhões sem esforço é o que todos querem, trabalhar novo é trabalho infantil, respeito pela postura de força física é coisa de bárbaro, o Estado não é mais respeitado, as instituições gozavam de chacotas diárias.

A geração mimimi não é só uma geração de pessoas que nasceram a pouco tempo (após os anos 2000). Uma quantidade considerável de pessoas mais antigas sentem-se no direito de levantar uma bandeira de reclamatória pertinente a geração dos novatos.

Como este novatos irão se comportar na sociedade e nas empresas não se tem certeza. Há vários autores tentando conceituar e futurizar isso, porém, sem muitas conclusões exatas.

Provavelmente esta é uma geração que deseja causar, que desejar ir para às ruas brigar por algo, que deseja marcar! Talvez esta geração deseja ensinar a vivermos menos preocupados com as coisas e viver mais feliz. Porém, eles estão mais preocupados em aparecer do que de fato fazer algo. Não consigo compreender como existe hoje tanta reclamação para tudo. Tudo está ruim, tudo parece estar errado. Não consigo compreender como há possibilidade de pessoas ainda acharem que tudo irá cair do céu. O motivo para isso: não sei. Mudanças de governo, novas tecnologias, famílias com menos filhos, menos dificuldades… não sei.

Vamos esperar que a geração da aposta (uma geração que aposta que o mundo vai mudar por eventos organizados via redes sociais e poucas ações práticas), a geração mimimi, possa deixar de ser uma promessa. Que o mimimi se reproduza em mudanças estruturais de evolução de tudo o que gerações anteriores realizaram. E que possa garantir a geração X e Y uma solução (na real uma boa administração) para suas respectivas contribuições a aposentadoria.