中國病毒: campeã da guerra comercial!

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar a China e os EUA estavam em uma ferrenha e encardida “guerra comercial”. Após subjugar o socialismo/comunismo em 1989 os EUA acreditavam estar reinando plenos no mundo. Ledo engano. As forças de esquerda mudaram o tom, o discurso e a forma de atuação. Desde sua criação, os sucessivos insucessos fizeram com que a postura mudasse nos anos 90. E, na China, não poderia ser diferente.

Após a “revolução cultural” a China desencadeou uma verdadeira mudança comercial. Partido único, sem oposição, “sem religião” para incomodar, e com uma extensa área e uma população já bem doutrinada, o poder central, forte, regulador e intervencionista colocou em prática as melhores práticas de gestão e desenvolvimento do mundo capitalista. Apesar de abrir a economia ao mundo, a informação na China ainda passa pelo crivo central do Governo/Partido Comunista.

No mercado de commodities a China compreendeu seu papel (a de principal player) e passou a atuar fortemente na formação de preços. Manipulando o mercado ao seu maior interesse. Anuncia que vai precisar, preço sobe e não compra. Anuncia que não vai precisar, preço desce e compra. E por aí vai. A China é gigante. E o gigante venceu.

A China venceu a batalha comercial com os EUA. O corona vírus (se proposital ou não) deu a China o poder de comprar barato. Pelo poder central que eles possuem, conseguiram se organizar para conter e tratar os doentes. Os países menos organizados e com muitas licitações para serem cumpridas antes de tomar uma decisão de “mandar fazer”, o sistema de saúde vai travar. O vírus ruiu as economias fracas, e as economias que estavam voltando a patamares de crescimento estagnaram. O alarmismo gerado impacta agora a economia real. Empresas e países fechando. Pessoas não circulando e não gerando riqueza.

Estive lendo sobre como o Japão e Hong Kong mantiveram o vírus longe do caos e do alarmismo. Eles seguem sua vida normal, blindando o país. Tipo assim: vamos todos passar gel nas mãos e trabalhar de máscara. Doentes não entram e a vida segue. Porque?

1º: O Vírus não é tão assassino;
2º: Restringir acesso de doentes nos países e elevar a fiscalização sanitária reduz a contaminação.

O problema do vírus não é a mortandade por ele gerada (na China, equivale a 0,0003% da população). Ela é baixa. No Rio Grande do Sul morreram nos últimos dois anos cerca de 100 pessoas cada ano por “gripe” (0,0009% da população). Isto sem contar as outras mortes decorridas do nosso inverno como um todo. E o que é feito no RS de diferente por nossa condição climática? A Federação pouco faz de especial a nossa situação.

O Covid-19 assusta por ser novo. Assusta se todos ficarem doentes ao mesmo tempo (mas o RS, a gripe anual que ocorre no inverno sempre nos deixa à espreita deste problema). De diferente, acredito que devamos fechar as fronteiras urgentemente e extremo controle sanitário das entradas e saídas. E, no resto, seguir nossa vida com cuidado.

Portanto, a China dependência está nos deixando encurralados. A “China vírus” venceu a Guerra Comercial. Só nos resta saber lidar com este player gigantesco. Com cerca de 1,4 bilhões de habitantes, estamos lidando agora com um país 4x maior que os EUA.

PS.: Os dados das mortes da gripe estão facilmente disponíveis na internet.

De volta à Argentina

Geral, Pessoal

Em primeiro lugar em 2012 realizei intercambio em Santa Fe, Capital. Nesta experiência aprendi muito, não mudei como muitas pessoas que fazem intercambio. Aliás, amadureci e cresci muito muito. Evolui.

Hoje estou “de volta a Argentina”, pois morando em Porto Xavier, já gosto de estar perto e poder visitar os hermanos. Aprende-se muito com eles!

Em Porto Xavier me deparei com um povo muito acolhedor. Talvez por estarmos numa ponta do Rio Grande e com conexões restritas para o Brasil, a hospitalidade é enorme! Confesso que poucas vezes senti-me bem acolhido em um lugar novo.

Trabalhar no Banrisul é uma oportunidade de aprender muito. O que fazer e não fazer. A mistura do público com o privado também é um aprendizado enorme.

Portanto, estamos de volta a oportunidade de aprender e crescer mais uma vez. Apesar de ser longe de casa, seguimos desbravando as coxilhas deste mundão.

Mais civismo. 20 de Setembro!

Desenvolvimento Regional, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o 20 de Setembro representa uma data que inicia uma revolta armada em prol de interesses particulares. No entanto, após disparado a carga, percebeu-se que se poderia ir além. Bento Gonçalves projetou que uma guerra civil poderia fazer do território mais meridional do Império Brasileiro um lugar diferente, avançado e próspero. O General Neto concretizou ao anunciar a Independência do Rio Grande do Sul do Império. A partir, a história já se encarregou de narrar os feitos e desfeitos desta sangrenta Revolução Farroupilha. Cheia de mistérios e estórias, esta guerra deixou o maior legado já existente de cultura, tradição, civismo, bravura e unidade no território nacional. Hoje, cultuado em muitos lugares do próprio Brasil. Se não fosse os personagens importantes de uma disputa por interesses e posterior luta por ideais, talvez tivéssemos menos civismo no Sul.

brasao rs

Brasão Rio-grandense

 

Atualmente o civismo do 20 de Setembro está empobrecido juntamente com as finanças do Estado. A política nacional e a situação local tem aos poucos deixado as comemorações desta importante data um pouco esfareladas. Apesar das migalhas estarem sempre muito acessas e ardentes.

Juntamente ao sentimento da Guerra, valoriza-se as tradições gaúchas – marcante cultura da nossa terra. Cultura esta exemplar! Cultura esta repleta de uma história digna de um povo, mesmo que seja para gaúcho de apartamento.

Da terra ou do asfalto, somos todos gaúchos – pela herança, pelo sangue e pelos valores compartilhados. Sim, somos todos gaúchos!

Muitos criticam este torrão por ser “bairrista” como algo pejorativo, no entanto, me limito a dizer que falta civismo para quem critica tal situação.

O pedido para este dia, como se fosse algo a cultuar, é para que tenhamos uma terra mais rica, mais forte, mais igualitária, mais libertária e mais HUMANA. Que possamos contemplar o belo e que possamos ficar felizes com nossas raízes, que ao menos, mesmo que seja uma vez ao ano, possamos voltar para dentro de nós e sentir um pouco de amor por algo maior, intangível e transcendental.

Viva ao Rio Grande do Sul, Viva aos Gaúchos, Viva a República Rio-Grandense!! Viva ao 11 e ao 20 de Setembro, Viva! Viva! Viva!

E quem sabe, aqui ser mais um país do mundo…

Manifesto contra o “bairrismo”

Pessoal, Política

Em primeiro lugar o manifesto é contra a expressão e seu conceito pejorativo que está por de trás da palavra “bairrista”. Ainda Em primeiro lugar, os autores deste artigo são riograndenses, gaúchos, brasileiros e muito patriotas.

O termo “bairrismo”, segundo o que alguns pesquisam, originou na época colonial quando Brasil estava prestes a se separar da gestão de Portugal (Neste artigo de um jornal português é possível ver o termo sempre empregado, veja aqui). No Wikipédia, acredita-se, que o termo e seu sentido pode ter sido cunhado por Vasco Graça Moura. No Dicionário Online Português, o termo significa: “que habita ou frequenta um bairro. Defensor dos interesses do seu bairro ou de sua terra, de maneira obsessiva e em detrimento dos demais”. Apesar deste termo ter surgido há séculos atrás pouco se utilizava no Brasil, ou pouco se ouvia falar. Alguns amigos meus que moram em grandes metrópoles me relataram que suas vidas se resumem ao seu bairro. E ouvi fortes – no sentido de realmente haver – relatos de bairrismo, no sentido de pensamento em bairro mesmo, na cidade de São Paulo. Acreditamos que neste caso o termo pode até ser compreendido – bairro, bairrismo. No entanto, esta palavra – bairrista – ganho um termo pejorativo nos últimos anos e comumente é referida ao sentimento que os gaúchos tem pelo Rio Grande do Sul. Em segundo lugar, para algo se tornar brasileiro, deve, obrigatoriamente, passar pela crivo da imprensa e pela indústria cultural do eixo Rio-São Paulo. Essa centralização e o desejo de se sobrepor as diferenças regionais que existem e são profundas em um país como o nosso não podem ser admitidas, como em muitos lugares do Brasil os Estados buscam seu espaço no cenário nacional – ou seja, espaço na mídia do “café com praia”. E por isso, pensamos nós autores do artigo, que o termo pejorativo pode ter sido resgatado por este eixo. A proporção no Rio Grande do Sul que o termo ganhou é incrível. Há muitos lugares no Brasil que o termo bairrista poderia ser usado (aqui e aqui2). O Site O Bairrista “ironiza o egocentrismo gaúcho” (conforme o O Globo se refere ao site) criou-se em cima deste preconceito que o Brasil tem para com o Rio Grande do Sul (o contrário não é tão verdadeiro).  O fundador do portal em uma entrevista a Eny Cultural (e também uma no Sport TV), que quem mais falava no programa da Eny era o apresentador ao invés do entrevistado deixa claro que o seu interesse inicial foi fazer uma crítica ao civismo que aqui tem. E acima de qualquer coisa ele foi um visionário e abriu um negócio, e a real é essa. E deu certo para suas pretensões profissionais e para potencializar o conceito pejorativo da palavra bairrista. Eu sou um leitor do Portal O Bairrista, curto e compartilho muitas coisas. No entanto, muitas pessoas que não tinham consciência da palavra bairrista, hoje tem, e passaram a também se autocriticar. E assim cela o sucesso do eixo “café com praia” para com as demais culturas do país. Se cada “subcultura” se sentir desculturada a cultura do eixo parecerá a melhor. É assim que o eixo mina o uso do “tu” no Sul. Não considero o eixo como bairrista (vejam esta pesquisa) eles tem interesse de colocar a sua cultura sobre as outras. Tanto no Rio Grande do Sul quanto em São Paulo há um civismo da história e cultura do estado – simples. Esse patriotismo todos temos que ter pelo Brasil também – simples. Se vivemos em uma República democrática, aceitar as diferenças é primordial. 

Ser gaúcho não é só nascer no Rio Grande do Sul, ser gaúcho é levar o estado no coração e cultivar nossas tradições. Muito se fala que somos bairristas e que desmerecemos as demais localidades do país e do mundo. Mas amigos, gostar muito de algo não significa desmerecer outras. Quando tu ama algo tu quer proteger seu amor, e cultuar o amor, gritar e parecer bobo sem culpa nenhuma. E nós gaúchos somos assim, amamos tanto o Rio Grande que não nos importamos que nossas praias não tenham as melhores ondas, não nos importamos se a água do mate está quente no verão e jamais vamos reclamar por ter de desfilar no calor do vinte de pilcha. Mario Quintana (gaúcho) dizia que quem ama inventa as coisas que ama…e nos gaudérios amamos todas as invenções que nossa terra nos proporciona, da erva mate a bergamota, do churrasco ao jogo de truco. Não quer dizer que não sejamos apaixonados pelo Brasil, pelas praias Catarinas, por exemplo.

Ao fim, viva a República Riograndense! Viva a linda história que aqui ocorreu.

Desapego

Administração, Geral

Em primeiro lugar meus avós já ensinavam: reutilize, economize e compre o necessário. Felizmente Santa Maria/RS foi uma das cidades onde voltamos a valorizar os antigos valores. A onda agora é desapegue-se. Na cidade de cidade de Santa Maria/RS um grupo de amigas decidiu criar um grupo no Facebook, e assim criaram o Grupo Desapegos (confira aqui) e iniciaram um sistema diferente para que mulheres pudessem vender comprar e trocar roupas e acessórios de modo rápido, pessoal e confiável. As roupas que antes estavam paradas e em desuso ganharam agora um meio para servir a outras interessadas e gerar um dinheiro extra as donas. A ideia ganhou seguidores por todo o Estado, e em muitas cidades criaram-se outros grupos de desapegos iguais, sem contar nos demais grupos similares: desapegos masculino, desapegos de livros, e etc. A iniciativa de Santa Maria/RS ganhou grandes proporções e a mídia tradicional abriu espaço para o Grupo. Hoje são mais de 18000 pessoas que participam do Grupo Desapegos.

A ideia saiu do digital e veio para o mundo real. As organizadoras do Grupo em parceria com outras pessoas criaram o Encontro Desapegos. Realizando uma inscrição mulheres podem levar o guarda roupa (e literalmente levam) para expor em um local e desapegar-se. Já foram 3 edições de muito sucesso. As idealizadoras do Grupo sentem-se felizes com o trabalho que está sendo realizado. No ano passado elas foram convidadas para expor na FEISMA (feira da indústria e comércio local), mas não expor roupas, e sim para expor suas ideias. Essas ideias estão longe de morrer. O que nossos avós já diziam voltou a ganhar força neste inicio de século XXI. No âmbito nacional há sites específicos focado na compra e venda de produtos despegados. Essa tendência surgiu a pouco tempo, mas o Mercado Livre já faz isso a muito tempo, mas sua comunicação não era direcionada para a onda do desapego.

O que espero é que o consumismo desenfreado de coisas sem serventia seja reduzido para que os abusos e o esbanjamento sejam por vezes controlados para que não tenhamos uma sociedade bitolada que valorize mais o externo e a aparência do que o interno com os seus valores.

Experiência

Intercâmbio, Pessoal

Viver na Argentina foi uma experiência única e muito proveitosa. Com a proximidade que existe entre o Rio Grande do Sul e as províncias fronteiriças da Argentina a proximidade cultural é visível, e acredito não ter sofrido um choque cultural tão grande. A Argentina vive hoje um momento delicado e muito importante após a crise interna de 2001. O país esta em eminência de crise devido às políticas adotada pelo atual governo. Ao cerrar as importações o país se distanciou do mundo e agora luta para aquecer as indústrias internas e também luta para controlar as constantes greves e protestos. O aumento dos impostos, a limitação de compra de alguns produtos no supermercado, o mistério que gira em torno da elevada inflação e as limitações da compra do dólar não foram bem vistas pela população.

Morar na Argentina foi uma das mais proveitosas experiências que tive. Conhecer e absorver tudo o que eles têm é extraordinário. Conhecer também as dificuldades que vivem é importante também. Conhecer outras realidades é muito para abrirmos a mente para o mundo e para que possamos amadurecer intelectualmente. A experiência foi válida e desejo repetir.

A receptividade dos santafesinos foi muito boa. Obrigado Argentina.

Seca

Geral, Política

Em primeiro lugar, é melhor prevenir do que remediar. Infelizmente o Rio Grande do Sul vive hoje uma grande seca, gerando muitos prejuízos econômicos e social. A ajuda do Governo Central parece distante e o Estado sem fôlego jamais poderá ajudar a curto prazo, e o que vemos é um semblante de desolação em todos, principalmente os produtores.

Já é  fato que o Brasil não tem uma política preventiva, e prefere solucionar as consequências do que as causas. Isto se deve ao fato da mentalidade de nossos governantes, uma vez que é mais publicidade mostrar que ajudou a salvar a população da seca com milhões de recursos liberados (quando ajuda) do que construir reservatórios de água para produção e consumo humano. Os egípcios que viveram no Vale do Nilo descobriram a importância de guardar a água há 6000 anos a.C. E hoje nos não somos capazes de fazer o que eles faziam, talvez seja preciso necessitarmos de água como eles necessitavam para que alguma solução surja.

Assim, admitir que pessoas morram por falta de planejamento é uma vergonha! Vergonha deste Estado omisso e também dos cidadãos que pouco fazem para cobrar e tomar soluções. Sim! Fazer algo por conta própria ou em conjunto também é uma solução. Não se esqueçam, enquanto uns choram, outros vendem lenços.