A experiência é relativa

carreira, Empreendedorismo, RH

Em primeiro lugar ter uma experiência boa em uma cidade e região pode não ser nada em outro ambiente. Em um local de maior competição, melhores salários e melhores cargos, a tua experiência na mesma área em uma região menos competitiva não servirá para nada!

Já pensou sobre essa situação?

A reflexão sobre a localização geográfica é de suma importância. A busca por trabalho nos grandes centros urbanos leva a muitas pessoas a migrarem. No entanto, o custo logístico desta mudança, na maioria dos casos, não é compensado pelo incremento salarial. Os melhores cargos e salários estão em quantidade maior nos centros urbanos maiores. Porém, há cluster produtivos interioranos que contam também com bons empregos e uma remuneração compatível (e pelo custo geral, muito maior).

Um bom currículo tem peso com coerência nas experiências e na formação apresentada. Além de demostrar evolução no currículo, demonstra os resultados obtidos. Estes resultados valerão muito mais em uma futura entrevista. Apresentar algo de concreto é muito bom para os avaliadores. A experiência e formação contam, mas precisam de contexto. Um grande profissional em uma região medíocre pode ser um profissional medíocre em uma região próspera e pulsante.

Pelos acessos a educação e a ampla variedade de oportunidades em grandes centros empregatícios fazem com que se pense muito na empregabilidade. Esta empregabilidade é um conjunto de: formação, experiências e resultados. Se conseguir reunir isto tudo, terá boas credenciais para manter-se vivo na corrida pelos bons empregos. Sempre gosto de pensar que os eleitos ainda contam com o relacionamento. Não é QI, é relacionamento mesmo. Contratar quem se conhece, poupa muito trabalho para os recrutadores e para as empresas.

Portanto, relativizando a experiência, ela não é tudo. É a parte da empregabilidade. E dependendo do contesto, não é nada. Aventurar-se em uma nova selva, exige elevada adaptação e preparação para não sucumbir ao subemprego das qualidades ainda não lapidadas que possui.

Carreira Sapiens: Botafogo no G4

Administração, carreira, RH

A quarentena tem apenas uma coisa que me agrada: posso passar muito mais tempo lendo do que normalmente faria. Nesses dias, resolvi retomar Sapiens, do Yuval Noah Harari. Confesso que dá primeira vez que iniciei a leitura, fiz de forma displicente. Agora, levei muito mais tempo que o normal em cada página, tentando não deixar passar nenhum detalhe da história que o autor nos apresenta em minúcias e de forma singular. Logo nas primeiras 50 páginas algo me chamou muito a atenção, logo explicarei.
É engraçado como o isolamento nos coloca na ânsia de voltar ao ritmo normal, me tornei o tipo de pessoa que não quer ficar mais de uma semana longe de suas atribuições. Falando um pouco sobre mim, e estendendo também ao Junior, depois de um ano em Porto Alegre, já não somos os mesmo que chegaram. A cada dia no trabalho é um desafio novo, passou o receio de não se adaptar à função, e agora somos tomados por um sentimento quase que paternal em relação a nossas carteiras (carteiras são o grupo de clientes que estão sob nossa responsabilidade). Pois bem, ainda no final do ano passado fomos pré-aprovados para o próximo cargo de gerência dentro do nosso plano de carreira. Em uma perspectiva de promoção e mudança nos próximos anos, é natural nutrir ansiedade pelo que há por vir, diria até que é instintivo. Querendo o quanto antes passar à próxima etapa.
Eis que volto a falar do livro: logo no início, o autor nos mostra que o Homo Sapiens a partir do domínio do fogo passou do meio da pirâmide alimentar para a supremacia do topo (é como se do nada o Botafogo liderasse o campeonato brasileiro). Até ontem o homem era um predador mediano, não tinha condições de disputar as melhores presas nem de enfrentar os grandes predadores. Em pouco tempo, se viu no topo. Era o líder, mas sem preparo para a função. A evolução preparou todos os grandes predadores para evoluir na pirâmide de forma gradativa e equilibrada, desde os leões até os tubarões, o ecossistema se adaptou para que seus líderes não os desequilibrassem. O Homem foi a única exceção. A partir de então, acredita-se que a falta de confiança e preparação para exercer seu papel na natureza desenvolveu no sapiens um sentimento intrínseco de insegurança, e como qualquer animal, quando se sente ameaçado, ataca. O perene sentimento de inferioridade frente ao mundo que o cerca, tornou-o cruel e destrutivo com a natureza, revelando-se o maior genocida e explorador do planeta. Agora já é parte do nosso instinto, chegar ao lugar mais alto de forma precoce teve suas consequências.
Como Yuval nos mostra, desde os primórdios é natural querer acelerar processos e pular etapas para chegar ao topo, em muitas vezes sem o preparo necessário para isso. Tais circunstância me fazem pensar e rever minha ânsia e ambição por evoluir na carreira. Viver o presente e aprender com ele é fundamental. O preço de pular etapas pode ser muito mais caro que o preço da evolução natural. Por mais que desejemos o topo pirâmide, é importante contribuir e aprender com o presente. Uma etapa por vez. Etapa por etapa.

Com a colaboração de Nathan Santos da Costa

1/10: Eu sigo sendo o “um”.

Administração, Empreendedorismo, Pessoal

Em primeiro lugar trocar de trabalho e de setor não é fácil. O comodismo gerado pela necessidade de estabilidade eterna faz com que apenas sejamos atores de nossas carreiras.

Estive recentemente em uma sinuca de bico. 1 em cada 10 pessoas escolheria entre um cargo público e um privado, o cargo no setor privado. Eu sou o 1. No entanto, estive refletindo sobre uma excelente oportunidade na Delivery Much e ir para o cargo inicial do Banrisul. Apesar de ter aceito a primeira proposta, resolvi dar uma virada nos meus interesses de carreira. Não alterei objetivos de longo prazo. Porém, troquei a ordem dos caminhos que estou seguindo para concluir as etapas de pós-graduação (Mestrado e Doutorado) e a possibilidade de poupar e levantar dinheiro para futuros investimentos privados ou até mesmo para ter gordura para estar novamente como um player da roda viva de trabalhador privado.

A Delivery teria possibilidade de explodir junto a empresa, sim uma grande aposta de curto prazo. De fato a melhor oportunidade do que a do Banco. O Banco é algo mais estático, lento e difícil. Porém, vou inverter a ordem, e concluir as formações superiores que desejo, como comentei acima.

Rejeitar o emprego pode ter fechado alguma porta e ter gerado ressentimentos, mas colocar a razão sob a emoção as vezes faz bem. E de fato àqueles que usam a sinceridade e buscam criar suas oportunidades, sempre terão algum lugar.

Poucos entenderiam se eu ficasse no privado. E estes me chamam de louco por queimar minha carreira. De fato, sair do privado quando se está em ascensão para descer a um cargo inicial no público não é fácil de entender para estes que me apoiavam no privado. Mas, não penso nisso. Penso que vou procurar entender de mais um setor importante para a economia do país e para a alavancagem das empresas.

A minha coach Lize Calvano deve estar de cabelo em pé comigo. Carreira com qualidade é o seu mantra. E por isso, indico e recomendo qualidade na tua carreira. Mesmo que isso gere confusões a quem te olha de fora. Afinal, as escolhas são tuas e não dos outros, e afinal tu não é todo mundo. Eu não sou todo mundo.

Bola pra frente.

Como em todo lugar que passei, eu me paguei. Então, vou me pagar no Banco. E assim sucessivamente.

Permaneci 3 anos e 2 meses no setor automotivo. Na Concessionária Volkswagen Japel cresci e aprendi muito.

Saiba fazer algo

RH

Em primeiro lugar muitas pessoas sabem fazer de tudo, mas não sabem fazer nada.

É comum pessoas ao pedirem um emprego dizerem proferirem as palavras acima.

Tenho escrito aqui por diversas vezes que há vários cursos gratuitos e online que possibilitam aprendizado e qualificação. Não hesite, planeje-se para que escolher uma habilidade e a desenvolva.

Há pessoas que sabem cozinhar bem, então, invista naquilo que goste que saiba fazer diferente e bem feito. Cursos de culinária virtuais e presenciais estão por ai. Encontre sua oportunidade, ou melhor, crie as suas oportunidades.

Se você tiver a perspicácia de compreender que seguir um rumo, e um rumo que pague bem e que você se sinta bem, não perca tempo. Há o entendimento intrínseco que se está bem quando se está contente. Ou seja, quando tu estiver satisfeito com que gosta e sabe fazer irá entender que saber fazer algo, irá te motivar.

Existe hoje profissões e trabalhos que rendem valores superiores a quem possuí ensino superior completo. Isso não surpreende, pois a lei da oferta e demanda impera. E o labor manual e operacional, apesar da grande demanda, ainda há sempre espaço para pessoas qualificadas para suprir vagas específicas. Os empresários sempre falam: falta gente! Assim pense em saber fazer algo!

Desemprego estrutural

Administração, RH

Em primeiro lugar os mais de 13 milhões de cidadãos desempregados no Brasil não alarma. O que de fato alarma, é que após este período de recessão muitos empregos não retornarão ociosos. Isso representa que há nestes desempregados desemprego estrutural. Ou seja, quando a economia voltar a crescer, haverá ainda desempregados sem espaço no mercado de trabalho.

O motivo disso?

Talvez a euforia do consumo pelo consumo, e do consumo por consumidores que não necessitavam/não tinham estrutura de absorção deste consumo, tenha passado e hoje não há demanda para um mercado que não irá consumir. Parece simples de resolver esta equação, no entanto, a macroeconomia é realmente para quem entende.

Por isso, nesse momento, o melhor é cautela. Buscar qualificação adicional e manter-se no emprego atual são mantras importantes. Não esqueça, mais vale um pássaro na mão do que dois soltos.

Seja o melhor no que faz

Empreendedorismo, Geral, RH

Em primeiro lugar se for fazer algo, faça bem feito; faça para ser o melhor.

É comum histórias de lavadores, garçons, engraxates etc. que são destaques no meio que convivem. Qual o motivo? São os melhores. Fazem porque amam o que fazem e querem fazer bem feito. Querem ser os melhores. Para os outros? Não mas para si. Querem sentir-se bem.

Existe muitas recomendações, muitos consultores, muitos planos de sucesso são escritos a todo instante.

Por isso, vale lembrar e relembrar que cursos online, cursos gratuitos e gurus de plantão estão ai para te ajudar. Aproveite para sempre ter a força de vontade interna, amar o que faz e fazer o melhor para si.

Não esqueça: os lembrados são os que amam o que fazem! Só ver os nomes mais lembrados da história.

Se não for fazer bem feito, nem faça.

As pessoas não leem e-mail!!!

Administração

Em primeiro lugar hoje viver fora do mundo virtual não tradicional da era clássica (como celulares inteligentes, redes sociais, e-mail, etc) é quase como não existir. Sério, viver sem um endereço virtual – qualquer que seja, leva o ser humano a um nível de isolamento muito grande. É difícil imaginar uma vida sem as benesses do mundo virtual. Alguns vivem apenas ou dentro deste mundo virtual. Vício ou imaturidade, a vida apenas em um mundo virtual começa a ser doença atualmente.

Mas este post não será sobre a doença.

Se está no mundo virtual, pelo menos tenha um mínimo de conhecimento das funções mais básicas deste mundo. Saiba como transitar pelos caminhos deste mundo, mesmo que seja com um mapa. E melhor, saiba utilizar de sua segunda vida (a virtual) em proveito próprio e social. Não tenha presença no mundo virtual se não é para usuá-la. Fazer asneiras neste mundo pode ser mortal também. Então, reflita como está seu perfil no Facebook, Twitter, LinkedIn, Instagram, etc. Pense se não faz uma exposição demasiada, se não escreve demais, ou de menos. Se é polêmico ou se é muro – sempre no meio termo. Reflita sobre suas fotos, gostos e etc. Muitas vezes, guarde seus pensamentos e ações somente para seu íntimo. E se desejar utilizar ferramentas funcionais e de trabalho, utilize-as.

Gente, leiam e-mail!

Me deparo cada dia mais com pessoas que tem e-mail mas não o utilizam. Pessoas que olham o assunto e apagam. Pessoas que analisam o e-mail quando abrem, e percebem muito texto e o descartam. Pessoas, que muitas vezes pela emitente nem abre e pensa: pode ser problema. Por todas as empresas que passei, tento educar os colaboradores a abrirem um e-mail, lerem e me responderem, quando a mensagem é geral:

  • Ok
  • Entendido
  • Vamos fazer

Isso é como comunicação de guerra. Se tu manda uma carta pra alguém na guerra e não recebe retorno, qual é o sentimento? Por isso, há importância de uma comunicação escrita eficiente. Não deixe o emissor pensar que sua mensagem ficou no vácuo. Não deixe a pessoa que disparou o e-mail pensando que sua mensagem não teve efeito nenhum. Não deixe que a comunicação seja de uma via apenas. E mais, há gestores que não gostam de ver sua caixa de mensagem com excessos de mensagem de um subordinado, porém, quem nunca aparece por lá também é mal lembrado.

Pense nisso, use as ferramentas do mundo virtual com sabedoria, e, leia e-mail. E antes de ir embora, responda a enquete abaixo. É rápido.