Tirando a reforma, tu já preveniu teu futuro?

dinheiro, Finanças, Geral

Em primeiro lugar saindo a reforma ou não, tu já se precaveu para viver uma velhice com um mínimo de dignidade?

Em 2013, ao ingressar no mercado de trabalho, contratei meu plano de previdência privada com acumulação e pecúlio para renda por invalidez. Pode parecer bobagem, mas em 2013 eu fiz uma conta simples: Uma contribuição sobre 1 salário mínimo ao INSS me renderia no aposento um salário mínimo de subsistência; no fundo privado, haveria um ganho de aproximadamente 35% no provento do aposento. Mesmo pagando taxa de administração e sujeito as oscilações do fundo (conservador), a opção complementar é mais atrativa.

Hoje há na web showman´s para todos os gostos e orientações financeiras. O boom por eles causado, reflete positivamente para que as pessoas possam investir em renda variável e se preocupar com proventos futuros na aposentadoria.

Quando ouço muitas críticas ao sistema financeiro e seus bancos, coloco um pé atrás: a história não é bem por ai. Muitos destes formadores de opinião web sabem que o ganho na renda variável e no tesouro direto é a taxa de corretagem, na compra e na venda. Por mais que ela seja “zero”, alguém algum dia pagou por ela.

De qualquer forma, um plano de previdência complementar e privado não faz mal a ninguém, te ajuda a guardar, formar poupança e ter de fato um produto para aposentadoria. Tesouro Direto, Bolsa, Fundos, comprar imóveis de leilão, criptoativos, entre outros, são formas eficientes de diversificação de carteira. Além disso, há muitos CDBs de bancos tradicionais com boas rentabilidades face o risco reduzido. E o sistema financeiro com seus players sólidos, só favorece o mercado financeiro como um todo.

Portanto, a minha conta foi esta: sobre 1 salário mínimo + pecúlio = 1,35 salário mínimo em 35 anos. Assim, 2013 + 35 = 2048, já tenho algo para aposentadoria vitalícia. E, com esta segurança, fiz, faço e farei, diversificação de aplicações: patrimônio, renda fixa e renda variável. Cada um como uma utilidade e objetivo, sem ferir ninguém, apenas, fazendo o melhor para mim.

Velha política: não vale a pena ver de novo!

Política, Sociedade

Em primeiro lugar trocaram os políticos, mas não a política.

Assistindo e analisando os últimos fatos do nosso cenário político é de não acreditar os “intéresses” que alguns congressistas almejam para as negociatas das reformas. Em 22/02/2019 assisti a entrevista do Rodrigo Maia a Miriam Leitão na Globo News, e ali percebi que a coisa ia degringolar. Foi impossível não perceber que há o interesse por “participar do governo” com cargos e emendas para as bases eleitorais. Apesar do Planalto desejar orientar a condução da sua proposta no Congresso (tendo em vista que deseja efetivar uma verdadeira economia com a proposta), não coloca o Congresso na obrigação de praticar a velha política do “toma lá, dá acá”.

Evidentemente, o Planalto deve dialogar, aproximar-se dos congressistas e criar convergências. Além disso, o Presidente deve focar mais na realização de uma verdadeira reforma na Previdência e não ceder. Percebi muitos congressistas saindo ao ataque, mas o Bolsonaro deverá seguir agindo com firmeza e manter uma máquina estatal eficiente e próspera.

O Maia foi reeleito e ele sabe que não teve chancela do Planalto. Faz parte. Mas ele também não tem um affair com Bolsonaro. Faz parte.

Percebendo as propostas, concluo que todos irão dar um pouco para melhorar a saúde financeira da Previdência administrada pelo INSS (tanto nos regimes RPPS e RGPS). E o melhor é os políticos, militares e grandes devedores também terão sua cota de contribuição. Classes que muitas vezes eram intocáveis.

Portanto, ficarei na torcida e na pressão para que os congressistas parem de mamar e encarem as reformas essenciais para nosso país com a seriedade que o cargos impõe.

PS.: Previdência não é benefício social. Mas, os contribuintes dos regimes merecem o amparo social. Repito: Contribuintes! Ou seja, quem recolhe para o fundo para se aposentar e paga as despesas administrativas.

Sim! Por reformas.

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o país precisa sim de reformas: tem que reformar todo o povo antes de tudo.

A culpa não está só no alto escalão dos mandatários da nação. Eles são o reflexo do povo. Há políticos corruptos, há pessoas corruptas. Há empresários corruptos, há empregados corruptos. Há recolhedores de impostos corruptos e sonegadores espertos. Sempre dá um jeito. Sempre tem um jeito não? No fundo, é só caixa 2. Tudo normal, segue o baile.

Como mudar o povo é difícil, o país perdeu uma oportunidade única (e que foi muito ruim e árdua para se criar) de ao sair da ditadura criar um país maduro. Algumas democracias surgiram sólidas após períodos ditatoriais. Outras, porém, assumiram a posição de tirania mudando apenas os atores – seguiram governando para si e para hoje. O único objetivo de longo prazo era seguir sempre no poder.

O Brasil precisa hoje de reformas sim. Falando das reformas que estão ai, a Trabalhista, Previdenciária, Política e Tributária são as reformas que deveriam ser feitas pós-ditadura militar. Falando de duas reformas, penso algo que poderia ser muito válido, simples e de fato transformador.

Reforma da Previdência

Criar os seguintes institutos de previdências públicas independentes, e então cada uma pagando por suas peculiaridades:

  1. Previdência Única e Nacional do Empregado Rural – Incluindo todos que são trabalhadores do campo e meio rural.
  2. Previdência do Funcionário e Empregado Público (cada esfera com sua própria entidade, sendo facultativo aos municípios) – incluindo todos os que recebem do governo de acordo com suas esferas.
  3. Previdência Nacional do Empregado Urbano e Geral – incluindo todo mundo que tem carteira assinada e que não se encaixa em nenhum outro regime de previdência.
  4. Previdência Nacional do Empregado Especial – incluindo todas as pessoas que pelo regime Geral  ou algum outro estariam obtendo alguma vantagem de se aposentar: antes dos demais, com o valor integral ou com qualquer outro tipo de benefício. Aqui está a periculosidade e insalubridade.

Reforma na organização do Estado

Fonte: Do autor. Organização de Estado e Governo

 

Acredito que antes de tudo, deveria haver um órgão recolhedor das receitas públicas de distribuir proporcionalmente entre os poderes. Todos sofreram como país unido o crescimento e crises. Além disso, deverá haver como forma de coordenar a Segurança e a imagem de país o Estado. Ou seja, separar do executivo de Chefe de Estado.

Punição grave aos crimes de corrupção

As prisões devem ser locais de regeneração ou de reclusão de pessoas danosas a sociedade. Por isso, TODOS os presos devem trabalhar na prisão – recebendo salário por isso. Para manter seus familiares, e que quando saiam da prisão tenha dinheiro para não depender da volta ao crime.

E aos presos por lesar a ordem e economia pública pena máxima das máximas. Corrupção, lavagem de dinheiro e danos ao sistema financeiro deveriam ser alguns dos crimes com pena máxima. E mais, nunca mais poder ser elegível a qualquer cargo público, tampouco como empregado público. Doerá, mas resolverá.

 

Nós temos muito o que mudar e aprender, infelizmente, quando o time não ganha se troca o treinador, as vezes justa ou injustamente. O fato é que em países imaturos e democracias instáveis, a crise econômica sempre podou os governantes. É fato histórico no Brasil isso.

E após 28 anos de democracia de esquerda, alguém se deu conta de que é necessário mudar e amadurecer a nação, encarando seus problemas e resolvendo.

Como é o povo que tem que reformar. Cabe a nós trocar o técnico, mesmo que seja o menos pior.