Currículo bem postado

carreira, RH

Em primeiro lugar mesmo que já esteja empregado e com boa empregabilidade possui um currículo organizado, atualizado e bem postado?

Não por medo do mercado, mas é importante para autoestima e para o registro histórico de tudo que passa pela tua trajetória profissional. Quem sabe quantos negócios e boas oportunidades passam por tua exposição ao mercado não estar adequada?

É neste sentido que mantenho atualizado minhas redes sociais e meu currículo. Assim, ao longo do tempo consigo dar a ele maturidade e corpo suficiente para tentar captar boas oportunidades. O meu LinkedIn é atualizado e sempre o acesso com frequência. Se eu precisar enviar hoje um currículo, o tenho pronto para envio. Além do blog que tento mantê-lo com uma atualização frequente. Bem verdade que poderia escrever mais, mas, tentarei ao longo do ano melhorar isto.

Quando uma oportunidade bate a minha porta, não a fecho dizendo que já tenho trabalho. Procuro ouvir a proposta, e sem interessante, faço meu preço para aderir. Sim, faço meu preço. Todos temos um preço (no bom sentido). Assim, se vale a pena a tua captação para esta boa oportunidade, o teu preço é chave de entrada. Caro ou barato o mercado se encarrega de quantificar.

Acredito que com a exposição adequada e qualificação correta o teu preço pode ser quantificado pelas experiências e vivências anteriores. Se ela demonstra evolução (mesmo que rápida) – ponto positivo. Se representou evolução para liderança ou cargos de gerência – ponto positivo. Se o grau de complexidade do negócio/mercado da nova empresa aumentou – ponto positivo. A evolução salarial condiz com a evolução do cargo e do trabalho – ponto positivo. Se o desafio de estar em uma empresa menor for maior do que uma empresa maior – ponto positivo. Aqui, o sentido é de que se andarmos para trás (assumir um cargo inferior em uma empresa inferior/menor) o passado atrás dado servirá para o progresso posterior.

Portanto, mantenha-se atualizado, qualificado e bem exposto. As oportunidades procuram as pessoas preparadas.

Pressão na entrevista: Te liga!

Pessoal, RH

Em primeiro lugar quem nunca foi pressionado em processo seletivo?

Melhor, quem nunca esteve em um processo seletivo onde foi imposto muita pressão na análise de grupo e individual? Isso pode ser normal e uma importante ferramenta de teste, pois, é quando mais espicha a corda, saberemos o quando mais ela poderá aguentar.

Relato a seguir uma experiência:

Ao abrir um cargo melhor dentro da empresa, não pensei duas vezes e me candidatei a vaga. Vinha já, desde que ingressei na empresa, me candidatando a vagas de ascensão. Quando tive a primeira oportunidade após 1 ano e 3 meses, agarrei ela com muita firmeza. Fui classificado para análise de perfil. Assim, nos 7 dias entre o convite e a entrevista, estudei sobre a vaga interna, os normativos, os produtos da empresa e as atribuições que a vaga teria no processo de expansão da área. Além disso, me debrucei sobre os concorrentes e os principais atributos que cada um tinha. Sentia-me confiante.

Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e fazer resumos com esquemas. E fui com umas 10 folhas manuscritas. Estava preparado. No entanto, na parte da manhã eram as dinâmicas de grupo – até ai, tudo bem. Indo bem. Dinâmica de apresentação, testes psicotécnicos (de atenção, personalidade e raciocínio lógico), dinâmicas de trabalho em grupo e liderança.

A tarde, as entrevistas individuais. Fui o primeiro. E ai cometi um grande erro. 1º ERRO. Após as dinâmicas, ao invés de me concentrar e reler o material que tinha preparado, fiquei conversando com o grupo. E não fui para entrevista com a tensão necessária, estava relaxado e tranquilo, o que poderia ser bom, mas isso, não te mantem ligado.

Na entrevista, havia 5 pessoas (2 psicologas, 1 do RH, 2 da área de trabalho) observando e analisando cada detalhe e movimento. Acredito ter acertado na postura corporal: Olhando nos olhos, gestos calculados, posição ereta, mãos sobre a mesa e falando o necessário. Isso, demonstra muito. Porém, como estava relaxado e tranquilo, nas constantes mudanças de perguntas sobre pessoal, trabalho, perspectivas, pretensões, embaralhou minha mente. Sim, não conseguia mais ter o raciocínio rápido que sempre tive. 2º ERRO. E na hora de vender um produto, esqueci do mais importante: dos detalhes do produto. Todos deveriam ter dito a mesma coisa que eu disse, assim, o destaque estaria no detalhe. 3º ERRO. Para explicar coisas simples das dinâmicas e testes não fui firme, não espera perguntas – apesar de serem óbvias – sobre a seleção a pouco ocorrida e, confesso, que balancei na resposta , haja vista que toda alternativa que eu colocasse, poderia ser mal interpretada. E as avaliadoras sempre faziam suposições/insinuações sobre o que tu falava – e muitas vezes distorcidas, e perdia tempo explicando coisas que já tinha explicado. Ao final, não sai com a sensação de boa entrevista, mas sim, de derrota. Fui derrotado pela minha preparação, sim, pois esqueci de entrar na entrevista com o nível de estresse para me deixar ligado. Tive algumas boas sacadas, falei coisas boas, mas não  via a reação positiva quando falava uma dentro. As fora, sempre anotadas.

Portanto, algumas dicas sobre como se portar em dinâmicas: NUNCA  seja sempre o primeiro. Espere, analise, e melhore o que os outros vão falar e agir. Em dinâmicas de grupo, nunca queira ser sempre o mandão, se quiser sugerir, chame a atenção do líder e exponha sua ideia e não se atravesse na discussão.

PS.: Em 30/10/2018 – recebi confirmação de aprovação da entrevista, passando então para a próxima etapa.

Processo seletivo longo: os guerreiros vencem

Administração

Em primeiro lugar as empresas devem contratar pessoas que tenham a cara da empresa e que estejam alinhadas com os princípios e objetivos da empresa. Para isso, realizar a seleção internamente é imprescindível para o êxito. As empresas de recrutamento e seleção são fundamentais para auxiliar no processo seletivo de uma empresa, porém, repassar toda a responsabilidade para estas é um erro, principalmente quando nenhum membro da empresa que contratou os serviços de seleção participa do processo. E é muito comum ouvir de empresários que as empresas de recrutamento e seleção externas são ineficazes. Acredito não ser bem assim, o papel destas empresas deve ser de auxiliar.

Na minha visão, a contratação de um novo colaborador é a contratação da perpetuação da empresa. Essa pessoa é o futuro da empresa. Como já comentei em outros posts, o processo de contratação é fundamental para o sucesso organizacional.

Penso que as empresas devem investir em seu RH para ter pessoal qualificado para realizar os processos seletivos. Montar um processo de seleção não é fácil, o RH deve estar muito próximo do líder do futuro contratado e juntos devem estruturar os melhores mecanismos de avaliação dos candidatos, possuir descrição de cargo, plano de carreira e local de trabalho definidos deve ser o ponto de partida em busca do melhor candidato que se adeque ao novo trabalho.

Os processos seletivos devem ser verdadeiras jornadas. Vencerá (ão) o(s) melhor(es). Vencerá quem for persistente, motivado desde já com o novo emprego e empresa, e se demostrar a mesma pessoa do início ao fim. O processo seletivo não pode ser chato e burocrático, ele deve ser claro e não cansativo, porém para que se torne desafiador deve ser longo. Indo mais além, se uma empresa puder em um processo de seleção colocar como participante ao menos um funcionário que não trabalhará diretamente com o cargo, ela conseguirá obter uma visão diferente dos candidatos e esta pessoa que não convive diretamente, provavelmente, analisará mais pontos comportamentais e os valores dos candidatos do que as aptidões técnicas.

A pessoa que até o fim de todo o processo não perder o brilho no olho, é o guerreiro que quer o novo trabalho – e muito provavelmente terá os requisitos que a empresa deseja.

Uma ideia de processo:

1 – Analise dos currículos

2 – Entrevistas individuais

Discussão sobre todos os candidatos entrevistados

3 – Referência dos candidatos aprovados nas entrevistas

4 – Dinâmicas de grupo perante um grupo de avaliadores (gente do RH, o líder do novo colaborador e convidados para a seleção)

Discussão sobre todos os candidatos entrevistados

5 – Trabalho técnico a ser apresentado e defendido individualmente a uma banca

– Após pode ter uma conversa individual com os candidatos-

Discussão sobre os candidatos

6 – Escolha do novo colaborador