Sujar a carteira

Administração

Em primeiro lugar deve-se ressaltar que os padrões morais modernos mudaram muito. Há quem diga ainda que uma pessoa que passa por várias empresas, não é um bom funcionário. Há, porém, outros que considerem isso normal ou não veem com maus olhos.

Penso que deve haver uma ponderação e faço uma consideração que deve ser analisado caso a caso, ponto a ponto, pessoa a pessoa, pois é importante analisar se  a pessoa:

– Muda dentro do setor/área de atuação, ou se muda de setor/área de atuação.

– Possui uma ascensão crescente na carreira e galga cargos melhores, ou se anda para trás, com piores cargos e em piores empresas.

– Mudou de interesses profissionais e está em busca de desafios, ou está se adaptando as tendências de empregabilidade de trabalho.

– Tem justificativas plausíveis para suas saídas das empresas e como sai de cada empresa.

Rodar muito de emprego dentro do mesmo setor/área de atuação pode demonstrar que o empregado não é um bom funcionário, que começa um projeto e não termina e que é insatisfeito com tudo e com todos. Ou, que é da natureza do setor/área de atuação alta rotação entre as empresas. Já em contra partida, a pessoa que roda pouco dentro do mesmo setor/área pode ser vista como conservadora (não propensa a mudanças) e com medo de desafios e de enfrentar o desconhecido. Estes são alguns pontos de vista sobre rotação, agora outra análise possível são os motivos de saídas das empresas,  em qualquer processo de seleção há a pergunta: porque tu saíste do último emprego? Esses motivos dizem muito. Nem quero entrar aqui na questão de disputas judiciais. Pois, cada caso é um caso. O que é possível pensar, é que se o candidato age de má fé e tem um histórico disso – independentemente da sua rotatividade – com certeza deve ser descartado do processo seletivo, pois esse dificilmente conseguirá permanecer por muito tempo em um emprego caso venha a ser contratado.

Admitir X Demitir

Administração

Em primeiro lugar, existem países onde contratar é menos custoso do que demitir, e vice-versa. Porém, quero falar aqui que tanto admitir como demitir é doloroso. Doloroso no sentido de que esses dois processos não podem ser tratados como meros processos burocráticos. Por incrível que pareça muitos problemas como: clima,falta de vendas, se original em maus processos de seleção.

A grande maioria das empresas contrata pelas qualificações técnicas, porém paga o preço por não observar características comportamentais, e muitas vezes  acabam tendo de demitir por motivos comportamentais. Analisar uma seleção de acordo com a cultura, valores e objetivos da empresa, são ferramentas básicas para o sucesso de uma seleção.  Em outras palavras a empresa deve contratar alguém que seja a cara da empresa.

Se quer saber como uma empresa trata os seus funcionários contate algum ex colaborador. Os colaboradores que estão saindo devem receber uma extrema atenção. Recolocação no mercado de trabalho, coaching, entrevista de desligamento entre outras coisas são fundamentais para que a empresa zele por sua imagem e pelo sucesso dos seus colaboradores de saída. Em outras palavras a empresa deve fazer com que o seu colaborador saia pela porta da frente.

Contratar e demitir devem ser encaradas com mais seriedade pelas empresas. Vagas boas e menos boas estão a toda hora abrindo e fechando, mas, todos os empresários com quem converso dizem que “faltam pessoas qualificadas”. Então, o que falta? Cursos, eu acho que não.