Não é pra gringo ver

Geral, Política

Em primeiro lugar, é visível que os argentinos são mais politizados e envolvidos com a política do que os brasileiros. Porém, não me refiro apenas a política partidária, me refiro a política no seu significado amplo.
No Brasil os produtores rurais entraram no segundo milêniocom muitos problemas. A competitividade e a produtividade é corrida pelos altos impostos pagos e pela falta de uma política interna e externa que atenda aspeculiaridades do setor primário, e mesmo assim, atenta as peculiaridades decada cultura e produto.

Com raízes no campo, recordo que ainda em 2005 participei domaior “tratoraso” em Restinga Seca/RS e juntos com vizinhos e produtores levamos reivindicações e pedidos de melhoras. Além de milhares de protestos em todo o Rio Grande do Sul e Brasil, e depois culminou com um grande protesto em Brasília. Porém, nada foi feito para solucionar os problemas que existem até hoje. Depois de um grande esforço para unir as diferentes entidades rurais do Brasil para esta luta no ano de 2005 ,nada mais foi feito e o setor primário está fragmentado e penando aos poucos. O êxodo rural e o endividamento, principalmente dos pequenos, afasta qualquer motivação que haja para seguir produzindo.

Impressão Paraguay

Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar, tenho pena do Paraguay pois é o que é porque a Tríplice Aliança devastou o país. E depois de quase varrer o país do mapa minaram um país próspero com ideologias podres por décadas. Assim, não tinha como se levantar.

Sinto que muitos Paraguayos tem medo de mudar. Conversando com várias pessoas é visível que eles são muito “família” e que não são preparados para sair mundo afora, ou mesmo tomar atitudes para mudar sua própria realidade.

Esta resistência, ou porque o descrédito que as coisas não mudam, faz com a preocupação com o bem estar coletivo e a preocupação com o que é público e do outro seja ignorada. Assim, a força do Estado através da Lei é superada pela julgamento individual de cada cidadão.

Economicamente o país tem muitos problemas e uma volatilidade grande. O Paraguay tem muitas riquezas e é mal administrado. Possui atrativos turísticos mal explorados, e o fato de ser um país mestiço, com orgulho dos guaranis pode trazer muitos turistas.

Analisando alguns dados do Mercosul, podemos observar que o Paraguay é o País que mais recebe recursos do Bloco para projetos de desenvolvimento. Porém, há um contraste muito grande, pois assim como vemos uma magnifica sede da Confederação Sul America de Futebol, vemos uma pobreza enorme nos bairros da periferia e no comercio popular do centro.

Por fim, se o Brasil e Argentina pararem de considerar o Paraguay como colonia, e o governo de Asunción abrir seus olhos e mirar o futuro e o povo trabalhar para que a situação atual mude eles serão felizes para sempre. Mas infelizmente eu não verei, tampouco meus filhos!

Argentina Agora

Geral, Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar, Argentina sempre se considera em crise. Ademais desta questão psicológica, o povo argentino não aguenta mais a instabilidade econômica.

Em uma breve comparação com o Brasil nos faz pensar que é a corrupção que corroí a Argentina. Mas, penso que o que falta é uma continuidade de políticas financeiras, econômicas e de desenvolvimento em longo prazo. É engraçado, pois os argentinos comentam que se um governo começa uma obra pública o governo posterior faz questão de finalizar. Então, o problema é mais complexo.  Na verdade falta qualidade de gestão.

A YPF tem que ser nacional, assim como todos os recursos naturais devem ser do Estado, ou seja, do povo. Óbvio que a crise europeia faz com que a Espanha chore pela YPF. Agora, a Argentina não deve deixar que outros países passem por cima de sua soberania nacional para fazer dela uma colônia. Assim, como penso que as sanções em retaliações a decisão de nacionalizar a YPF são uma verdadeira baixaria.

Por fim, penso que a Argentina deve gerir melhor seu caixa, lutar por seus direitos e por seus recursos. Porém, penso apenas que deve reaver decisões como fechar as importações, pois isso sim não fará bem ao país. Assim como elevar o preço da erva, porque neste caso, nem a política do pão e circo vai ajudar. O que os políticos de aqui tem que pensar é que política econômica pode trazer votos também!

Quem poderá nos defender?

Geral, Política

Em primeiro lugar a Constituição Brasileira é quem manda! E ela prevê o direito de Greve.

A greve expurga os sentimentos oprimidos de grupos e trás a tona uma realidade desconhecida e renegada pelo Estado. Os governos brasileiros não encaram os problemas de frente e fingem resolver, e para quem se sente em um buraco preso a única maneira de sair, é gritar. Isso foi o que ocorreu no Rio de Janeiro e na Bahia.

É revoltante a remuneração que os policiais militares, bombeiros e policiais civis recebem. E é revoltante ver os governantes omitirem ajuda as corporações formadas por verdadeiros heróis. Desde os tempos mais remotos sempre existiram ovelhas negras no rebanho, e dentro das forças militares são estas ovelhas negras que rasgam a farda das corporações.

Sou favorável a greve de modo geral, exceto a greve de militares de qualquer patente ou corporação. Arma de fogo é para pessoas preparadas, disciplinadas e organizadas em busca do bem coletivo. Penso que uma greve de militares com atitudes “vandalisticas” os tornam guerrilheiros armados em busca do seu próprio bem. Isso é intolerável. As atitudes banditistas dos militares grevistas não sofreram apoio popular e geraram uma repercussão negativa contra os próprios militares. O tiro dos militares saiu pela culatra. Apesar de ser contra qualquer greve de militares, o que eles poderiam fazer para ganharem apoio a suas manifestações seria protestar silenciosamente. Gandhi ensina muito bem isso, pois o silêncio fala muito e toca profundamente.

Por fim penso que a sociedade Brasileira precisa urgentemente de uma grande redefinição de valores, papéis e objetivos. Para que todos possam amar a mesma nação e que todos sintam-se irmãos para caminharem juntos. Pra mim uma sociedade com greves em demasia e com grandes conflitos sociais é sinônimo de uma sociedade que não sabe resolver seus problemas pela raiz. O problema dos militares é antigo e pode ser resolvido o mais rápido do que se imagina, porém os entraves ideológicos emperram o diálogo que poderia resolver este impasse. Enquanto os problemas não são resolvidos, quem poderá nos defender?

Política nossa de cada dia

Política

Em primeiro lugar, política faz parte da nossa vida. E nem sempre nos damos conta. Temos relações políticas com nossos amigos, clientes, colegas, subordinados e chefes. No sentido pejorativo muitos vivem da política. Porém, muitos deveriam viver com a política. O QI (quem indica) nada mais é do que ter uma boa rede de relacionamentos e ser um bom político que constrói relações ganha-ganha. E muitos não entendem e ficam ainda pensando que QI faz mal e que a culpa do insucesso de muitos é o QI do outros. Falando agora de política partidária, o Brasil vive um momento de livre democracia. Em resumo que todas as ideologias hoje mamam do sucesso da Federação, com raras exceções de partidos que seguem convictos e que não mudam o leme e o destino conforme o mar. O país precisa urgentemente de uma reforma partidária. Isso não é repressão! Isso é seleção. Assim, teremos pensadores e políticos de melhor qualidade. Em um partido grande destacam-se os bons, enquanto em partidos pequenos, se alguém quiser poder no Brasil é só se aliar ao time que está ganhando. Então, a reforma política deve iniciar queimando as sanguessugas do poder. É simples para os grandes, dolorido para os fracos e ideal para o bem comum. O próximo passo é educar o povo com escola e bons professores. Povo educado exigirá pessoas que saibam ser políticos e é claro, muito honestos. Um lugar onde “todos” mandam, ninguém decide. Um lugar onde o número ideal manda, alguém decide e faz. Em uma visão micro-política, o contexto da região centro do Rio Grande do Sul pode ser resumido em poucas palavras. Como em Santa Maria/RS e minha terra natal o momento político é interessante, vamos deixar o filme rodar para ter graça. Em Santa Maria Cezar Schirmer está imbatível e será reeleito certamente. Agora, se a oposição tiver a mesma energia que levou Schirmer ao poder, ela consegue bater de frente. Ainda mais se o PSDB e PT se unirem. Na teoria é impossível, mas na prática a conversa e os interesses fogem dos conceitos de Karl Marx e Adam Smith. Em Faxinal do Soturno/RS acredito que agora teremos uma mudança radical no cenário político local. Nomes velhos já deram sua contribuição e hoje estão obsoletos. Como na cidade não há novas lideranças com vontade, a incógnita por candidatos lá é grande. Isso leva todos a vontade de ganhar um bom salário e ter o prestígio de ser prefeito de 7 mil pessoas, e é claro ter o grande fardo de ser o possível salvador em uma região descrente em mudanças. Na cidade há muitos pré-candidatos em campanha velada. E na Quarta Colônia a situação é parecida. Por fim, o que resta é ficar aguardando as cenas seguintes desta radionovela. É, radionovela mesmo. Pois, ninguém vê, só ouvem falar.