Estado (des)Unido do Brasil

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o Governo Central Federal do Brasil está uma bagunça! O Congresso Nacional do Povo está sentado no trono e o Poder Equilibrado Judiciário está agindo como o Poder Moderador do antigo Império Brasileiro, e o Poder Executivo Líder está, como já antecipei, bagunçado.

Já fazem alguns meses que a pauta dos debates, o trabalho de articulação e a força da máquina pública trabalham para a perpetuação temporária da atual chapa de governo no poder. Hoje a percepção que possuo é que não estamos em crise, mas sim em uma grande recessão. Reconsiderei este conceito para sair do senso comum. Crise será quando faltar (pelos mais diversos motivos) produtos e serviços. E quando não há esperança de emprego.

Não tenho partido político, e gosto da política como cidadão ativo. Porém, possuo visão política que me norteará neste post.

Se nos considerarmos um país capitalista, é o fim do mundo retirar a chapa de governo por uma simples recessão acentuada. Se houvesse uma crise generalizada (que acredito entrarmos no fim deste ano): desordem pública, policias enfraquecidas, instituições realizando opressão de qualquer gênero, falta de produtos e serviços, paralisação da circulação de pessoas e dinheiro e caos político, estaríamos como Venezuela, Grécia ou Espanha (de alguns anos atrás). O Brasil ainda respira por aparelhos, apesar de perceber que a luz do fim do túnel pode ser um trem em nossa direção, conforme disse recentemente Sérgio Reze (ex-presidente da Assobrav).

No entanto, está instaurado no Brasil um problema secular. Uma peste impregnada na cultura, educação e governo do nosso Estado. A corrupção. Tudo se resolve, tudo tem um jeito, todo mundo tem seu preço, tudo se compra, tudo se burla e tudo se esquece. Todos querem estar acima da lei, fugir da lei, comprar a lei, mudar a lei, esquecer  a lei, não cumprir a lei e ganhar com a lei. Assistindo os debates na Comissão Especial de Impeachment do Congresso percebo que a troca de favores é algo debatido naturalmente. E como também presencio nos pequenos municípios os cálculos sem escrúpulos para compra de voto!

Nesta balburdia toda, percebo visões antagônicas dos players do processo. O Ministro do STF Marco Aurélio Mello (que não é meu parente) parece assumir uma dúbia atitude: condena do processo de impeachment da Presidente sem crime, mas afirma que deve haver processo semelhante contra o Vice-Presidente. Como assim? Estes dois não fazem parte da mesma chapa? Percebo – sem tomar muito conhecimento dos autos do processo – que o processo contra a Presidente não tem provas concretas contra ela. No entanto, sua equipe está enlamada de problemas e cometeu sim erros e deslizes legais. Se o líder não tem responsabilidade sobre os atos dos seus liderados, quer dizer então que quem está realmente mandando não tem poder legal para isso? :0 Quem está no governo não é o governo? Difícil de compreender líderes que nunca sabem, nada fazem e nada assumem.

Acredito que o impeachment é o desejo tendencioso de mudar tudo o que escrevi acima. Tendencioso pois na história toda não há santo! Sai a raposa e entra o lobo para cuidar do galinheiro. Ai não dá! Não muda, não evolui, não alterna, não dá ordem e progresso.

Apesar que pensar que o Impeachment mostraria a todos de que: Ninguém está livre do abismo.

O Estado (des)Unido do Brasil precisa de uma (re) invenção. A Nação precisa valorizar o trabalho, valorizar o pagamento dos tributos corretamente, valorizar pessoas honestas, respeitar a figura pública, respeitar a lei. E não mudar a lei quando a meta fiscal não for atingida. A Nação precisa de projeto de Estado e não de Poder, precisa de Máquina Pública eficaz e não inchada com cabides eleitorais. Porém, isso deve ser estendido também as Unidades da Federação e os seus Municípios.

O que me resta torcer é que não se instaure no país uma guerra civil política e uma guerra civil revoltosa na rua. Que o (des) Unido do Brasil não vire um país tupiniquim do Cone Sul.

2016 com ar de 2015

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o mais difícil não é começar um blog, mas sim mantê-lo. Estive um pouco ausente do blog devido a uma extensa carga de trabalho e atividades extras.

Gostaria de deixar aqui o registro de que 2016 supere as expectativas e que todos possam ter sonho realizados. Feliz 2016!

Este 2016 inicia com cara de inicio de 2015, não é verdade? Insegurança em relação ao futuro, pouco dinheiro no bolso e muita vontade de mudar.

Nos últimos meses percebemos o cenário político agitado. Cunha e Dilma rivalizando em uma verdadeira luta de facão. Entendo que o Governo nos últimos anos tem se equivocado em algumas políticas primárias da gestão. E a sociedade já parece estar cansada disso, e da atual chapa governista. Cunha conclama todos os insatisfeitos para sua base aliada, como se quisesse se esconder debaixo de alguma saia. Nome limpo não tem de fato. Mas ele esta tentando fazer algo que muitos nomes limpos não conseguem e não conseguirão. Para esta briga de facão ganha quem tiver facão com fio dos dois lados.

Não será possível romper uma estrutura já alicerçada no poder sem usar o próprio veneno ao feiticeiro. A atual chapa de Governo logrou vários êxitos desde a ascensão ao poder, no entanto, não souber manter o que conquistou, tampouco sobre dar continuidade com uma sucessão eficaz. E hoje utiliza-se de argumentos defensivos que no passado eram utilizados como ofensivos por sua parte como oposição! “Impeachment é golpe” é um exemplo.

Por fim espero que tudo se resolva para o bem da nação, independentemente do que ocorrer.

Nossa nação brasileira é uma nação cambaleante e capenga. Só nos resta trabalhar, trabalhar e trabalhar. Pagar contas e poupar para investir. E com a economia estudar para nos tornar cultos, mais produtivos e atuantes na política. Assim espero que seja 2016!

Certo e errado: o direito de ser das coisas

Administração, Política, Sociedade

Em primeiro lugar precisamos urgente de um modelo de vida.

Já comentei aqui sobre mudanças necessárias em nossos padrões de vida, e até mesmo mudanças no modo de ensino. Mas agora quero comentar sobre o modo como estão sendo tratadas nossa empresas brasileiras.

Não irei entrar aqui na questão tributária, pois esta já está majoritariamente discutida e explicita a todos. Irei aqui comentar sobre a relação compra X venda.

Vivemos na era dos direitos, mas os deveres foram esquecidos. Hoje um empresário sofre uma tremenda carga tributária, uma nefasta  onda de processos – diretos do consumidor, direitos trabalhistas, direitos, direitos e direitos; pressão de concorrentes, pressão de concorrência desleal, etc… Uma empresa hoje vive nos holofotes da sociedade. Não é por menos, pois muitas empresas simplesmente esquecem suas funções de promoção social e econômica. Por isso, os bons pagam pelos maus. Ou seja, as empresas que fazem o bem e são do bem estão hoje sobre forte fuzilamento devido as outras empresas que denigrem o meio empresarial. Estas “inmpresas” sonegam, maltratam, usam da má fé, roubam …

Devido a isso, as boas empresas sofrem. Sofrem caladas, pois quem poderá defendê-las? A parte mais forte é sempre a empresa. A empresa sempre é a parte que tem mais condições. A empresa acaba sempre sendo penalizada, até mesmo por omissões ingênuas. Como os bons pagam pelos maus, as boas estão desprovidas de segurança uma vez que muitas não entenderam as mudanças na sociedade.

As empresas boas também sofrem por maus clientes. Isso mesmo, maus clientes. Clientes que no gozo de suas fragilidades utilizam-se veementemente da teoria da imprevisibilidade. Assim como o delinquente planeja o roubo e pega sua vítima de surpresa – pois ninguém espera ser roubado; o mau cliente apanha a boa empresa. Mau cliente e boa empresa, é onde ocorre os conflitos. Pois a má empresa – que denigre a imagem empresarial – já conhece os trejeitos da malandragem.

Bons pagam pelos maus. E assim a boa empresa irá passar a agir. Mudando regras e engessando coisas para prevenir-se dos maus clientes. No entanto, a boa empresa só consegue se defender internamente, pois, se ela fizer isso externamente, o cliente é a parte mais fraca. A justiça protecionista roga pelos mais fracos e indefesos. Leis brasileiras boas são má aplicadas. E leis brasileiras corroboram para uma justiça protecionista, que esquece, muitas vezes, do correto para proteger os mais fracos. Externamente, maus clientes crucificam as boas empresas.

Maus clientes falam mal, denigrem a imagem das empresas. Pesquisas apontam que clientes insatisfeitos falam para 10 pessoas sua insatisfação – mas ninguém se dá ao luxo de interrogar alguém que fala abertamente mal de uma empresa. No fundo, o buraco pode ser mais embaixo. Devedores criticam a empresa! Devem e não pagam, e acham errado a empresa cobrar. É errado tomar bens de garantia de volta por não quitação de débito – onde muitas vezes o cliente devedor não entrega o bem em condições de saldar a dívida. Maus clientes praticam o estelionato. E muitas vezes assinam diferente de como comumente assinam para fugir de responsabilidades no processo de compra e venda. Maus clientes autorizam coisas e depois alegam não tê-las autorizado. Maus clientes utilizam-se da tradição histórica com a empresa para criar processos de qualquer gênero. Clientes provocam funcionários para que estes revidem. Seguranças pouco podem aplicar a força para retirar clientes que praticam vandalismo dentro dos estabelecimentos.

A empresa pode falar mal dos seus clientes? A empresa pode publicar uma lista de devedores que NÃO QUEREM PAGAR COMPROMISSOS ASSUMIDOS(acredito que isso resolveria os problemas das contas a receber)*? As empresas podem se negar a prestar serviço? As empresas podem se negar a vender? As empresas podem gerar provas a seu favor sem “humilhar” o autor de processos judiciais? A empresa pode ter lucro?

A resposta disso tudo é muitas vezes: não. E agora, quem poderá defendê-las?

Tem muita coisas errada se proliferando. Há empresas e clientes que não são santos. Mas os bons pagam pelos maus. Pois não é correto cliente denigrir a imagem da empresa, e a empresa enganar seus clientes. Em fim, precisamos urgente de um modelo de vida com parâmetros do que será certo e errado em nossa sociedade, se não, iremos marchar para o caos social. E poucos conseguem ganhar dinheiro na guerra, alias, são específicos que conseguem ganhar dinheiro com a guerra.

 

 

 

* não me refiro aqui aos que não conseguem pagar, mas sim aos que não querem pagar por má fá.

Otimismo de crise

Geral, Política

Em primeiro lugar existe hoje no país um otimismo de que há e haverá crise instaurada no país. Todo fim de ano se fala que o ano seguinte será de crise. Sempre foi assim. Em 2014 não foi diferente. Mas, desta vez, as previsões estão próximas de concretizar-se.

Alguém vai pagar essa conta para ver?

Academia Leonardi Vinci

Geral, Política

Em primeiro lugar precisamos voltar a métodos antigos de ensino, aqueles formaram grandes seres humanos. Alguns métodos de hoje protegem e desestimulam os alunos desinteressados. E muitas vezes, frustam os interessados.

Infelizmente, no Rio Grande do Sul, a Educação deixa, a cada ano, mágoas aos saudosos anos gloriosos. A Unidade da Federação precisa revisar seu plano de carreira de professores, pagar proventos merecidos pela categoria, fornecer escolas, e boa estrutura física e didática. Nem irei entrar em formação, pois professor feliz = professor inteligente. Mas aqui no Estado, precisamos, na real, valorizar o professor. Valorizar é ver um professor e gerar um respeito imediato. Pais atuando junto e não contra os professores. Alunos ouvindo e aceitando os professores.

A culpa é da sociedade que inverteu valores. Vende-se os direitos, e guarda-se os deveres. Hoje, os postes estão mijando nos cachorros, e isso não pode acontecer!

Por isso, começo a acreditar que os velhos meios de ensino eram mais eficazes dos que os de hoje. Naquele tempo os professores eram valorizados, respeitados, recebiam bem. Precisamos voltar no tempo, antes que o tempo de mudar venha tarde de mais. Talvez, as academias clássicas de arte tenham muito a nos ensinar, pois foram delas que surgiram grandes nomes da arte! Nomes não, gênios.

Detalhe: Não me refiro aqui a didática do professor em sua interação com os alunos, mas sim, na estrutura como um todo. Pois é esta que está precária.

 

Vale cultura

Política

Em primeiro lugar apoio a iniciativa do governo em oferecer um vale cultura no valor de R$ 50,00 aos trabalhadores brasileiros que ganham até cinco salários mínimos. Nesse país cultural com tanta coisa boa a ser promovida o povo precisa absorver esta cultura nacional, alias, o povo precisa assimilar a sua cultura. O vale cultura não resolve por completo, mas incentiva ao povo consumir cultura.

O vale cultura ainda precisa ser sancionado definitivamente pela Presidente, porém, já pode ser considerada uma vitória. A conta deste vale cultura será paga pelo governo federal. Acredita-se que 45,00 sejam pago pelo governo central e os outros 5,00 pagos pela empresa ou empregado.

Para saber mais confira o site

http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/iniciativas/vale-cultura

Parabéns ao Brasil pela atitude de incentivar a cultura, e ao consumo da cultura – nacional ou estrangeira  Entretanto, necessitamos urgentemente sair do comodismo em acreditar que governo ou o estado devem dar tudo e a todos. Em meu entendimento, o governo deve proporcionar os meios para que nós cheguemos ao fim.

União sindical

Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar os argentinos possuem um senso de coletividade elevado. As vezes isso se repercute na construção de grupos de amizade resistentes a outros indivíduos. Porém, não é de se negar também que a mobilização sindical é maior em relação ao Brasil atual. Os Argentinos sindicalizados dão muita dor de cabeça para os governos, de produtores rurais a caminhoneiros, todos lutam por seus direitos e por seus objetivos.

A dias antes de voltar ao Brasil a Argentina quase entrou em colapso e quase parou porque os caminhoneiros pararam de trabalhar e começou a faltar combustível, e quando Buenos Aires ficou sem governo e sindicato chegaram a um consenso. Do mesmo modo os produtores rurais realizaram por uma semana uma greve nacional.

Exemplos maravilhosos para nosso Brasil. A experiência que tive em viver isso mostrou que os brasileiros estão acomodados, de modo geral com tudo. Meus amigos produtores rurais gaúchos tentam e se mobilizam em prol da agricultura, mas estão isolados na imensidão do Brasil. Uma pena.