Empreendedorismo social

Administração

Em primeiro lugar acredito que as empresas jurídicas constituías são, por sua natureza, uma concessão da sociedade para possam organizadamente operar para um fim – fim este de lícito de bem comum. Então, por sua natureza a empresa já deveria fazer o bem, para o bem da sociedade. Mas a negligencia do pensamento de boas intensões das empresas fica, muitas vezes, no discurso dos seus executivos. E até gestores públicos entram neste balaio ai. E ai que nasce o termo empreendedorismo social para as pessoas que fazem de modo puro e cheio de boas índoles um bem para a sociedade e ou meio ambiente, e o lucro é o meio para tal fim.

Nas comunidades pobres da periferia de Santa Maria, Rio Grande do Sul é possível observar e identificar a presença e os resultados dos líderes comunitários. Estes líderes, em geral, atuam e se encontram em escolas, igrejas, cooperativas e associações de bairro. Na realidade de Santa Maria boa parte destes líderes não tiveram acesso ao nível superior de ensino e vivem em condições humildes, mas mesmo assim possuem uma energia contagiante e uma automotivação que os motiva a lutar por melhorias e levarem mais dignidade e melhores condições de vida aos habitantes da comunidade. Estes líderes, que surgem muitas vezes de modo natural na comunidade, são empreendedores sociais pelo papel importante de transformação social que exercem. Muitas vezes estas pessoas não tem o que compartilhar (pensando aqui em dinheiro, bens, entre outras coisas de valor). Mas compartilham. Compartilham esperança. Muitas vezes o empreendedorismo social é a conexão de um problema presente com uma solução de um amanhã diferente e melhor.

Penso, que ao invés de centralizar ações, os governos, independentemente de qual esfera nos referirmos, devem apostar em iniciativas descentralizadas e próximas ao problema para resolvê-los.

O meu melhor “pisante”

Administração

Em primeiro lugar, fazer algo bem feito não significa fazer da forma mais complicada ou com ferramentas de difícil acesso e linguagem. Vejo muitas empresas inovando em sistemas e ferramentas avançadas e esquecendo de treinamento e da utilidade das mesmas.

Se me derem a melhor e mais sofisticada chuteira, sem treino, continuarei sendo o mesmo perna se pau de sempre. Agora se mesmo com uma chuteira intermediária meu treinador exigir de mim o melhor, e me preparar para novas tecnologias, me sentirei preparado e valorizado ao calçar o tão sonhado “pisante”. De nada adianta comprar o melhor software se o usuário não terá treinamento e suporte. Em muitas casos a própria empresa deixa a desejar na sua estrutura e não tem maquinas necessárias para aplicar as ferramentas. Vejo muita reocupação em querer aparentar com grandes investimentos que muitas vezes além se desnecessários tornam-se desmotivadores para os colaboradores.

Além disso, me parece querer aparentar status quando um colaborador usa outra ferramenta de apresentação de slides que não o Power Point. Sei que existem ‘n’ tecnologias para elaborarmos uma apresentação, mas nem todos os computadores são capaz de roda-las. Da mesma forma o Excel quando não é salvo em office 1999-2003, apesar de parecer retrocesso alguém não usar um office mais atual, não custa mudar o formato de salvamento para que todos tenham acesso. Portanto, fica a reflexão.  Uma tecnologia eficiente é aquela que tem o entendimento e aceitação da grande maioria. De nada adianta querermos fazer um “filé” sofisticado se não soubermos fazer o famoso feijão com arroz, do contrário, provavelmente o bife ficará ruim.

Impressão Paraguay

Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar, tenho pena do Paraguay pois é o que é porque a Tríplice Aliança devastou o país. E depois de quase varrer o país do mapa minaram um país próspero com ideologias podres por décadas. Assim, não tinha como se levantar.

Sinto que muitos Paraguayos tem medo de mudar. Conversando com várias pessoas é visível que eles são muito “família” e que não são preparados para sair mundo afora, ou mesmo tomar atitudes para mudar sua própria realidade.

Esta resistência, ou porque o descrédito que as coisas não mudam, faz com a preocupação com o bem estar coletivo e a preocupação com o que é público e do outro seja ignorada. Assim, a força do Estado através da Lei é superada pela julgamento individual de cada cidadão.

Economicamente o país tem muitos problemas e uma volatilidade grande. O Paraguay tem muitas riquezas e é mal administrado. Possui atrativos turísticos mal explorados, e o fato de ser um país mestiço, com orgulho dos guaranis pode trazer muitos turistas.

Analisando alguns dados do Mercosul, podemos observar que o Paraguay é o País que mais recebe recursos do Bloco para projetos de desenvolvimento. Porém, há um contraste muito grande, pois assim como vemos uma magnifica sede da Confederação Sul America de Futebol, vemos uma pobreza enorme nos bairros da periferia e no comercio popular do centro.

Por fim, se o Brasil e Argentina pararem de considerar o Paraguay como colonia, e o governo de Asunción abrir seus olhos e mirar o futuro e o povo trabalhar para que a situação atual mude eles serão felizes para sempre. Mas infelizmente eu não verei, tampouco meus filhos!

O mal da poupança

Administração

Em primeiro lugar, poupar para investir é fundamental. Porém, dependendo do contexto econômico local a poupança não faz a economia galopar e pode fazer mal.

Acredito que para que uma economia local se desenvolva é mais que necessário que as pessoas arrisquem, que façam investimentos, abram empresas, desenvolvam inovações e que façam o dinheiro circular. O Brasil, não tem uma das maiores poupanças porque não sobra do salário dos trabalhadores muito dinheiro para investir, no entanto aqui em Santa Maria e Quarta Colônia gozam de muito dinheiro parado.

Os japoneses e os norte-americanos possuem os menores valores de dinheiro em poupança. Nestas culturas a facilidade do crédito, para praticamente tudo, facilita o uso do dinheiro para investimentos e desenvolvimento de novas tecnologias, e claro, fomenta o consumo. E não é a atoa que estas duas culturas são exemplos de desenvolvimento.

Dinheiro parado na poupança financia crescimento de outros. Por exemplo, a China é um dos países que mais tem dinheiro parado na poupança, e é o dinheiro dos poupadores que financiou o crescimento dos grandes conglomerados empresariais. Enquanto isso, existem ainda muitas regiões chinesas que beiram a pobreza, pelo fato de não gastarem o que mal ganham, principalmente para garantir aposentadoria.

Por isso, antes de investir dinheiro, é necessário analisar o que é mais válido para a economia. Porém, um poupador não quer saber disso, e para que os grandes ricos invistam deve haver uma cultura. Cultura criada por incentivo do Governo e por interessados neste dinheiro. Quem sabe criar feiras de tecnologia locais? Quem sabe criar balcões de negócios para captar dinheiro? Quem sabe o governo ser o fiador?

Por fim até que o governo ou alguém não busque mudanças, quem quer dinheiro pode fazer uma verdadeira caça ao tesouro. E buscar dinheiro com banco nem sempre é a melhor opção, o banco geralmente é amigo da onça.