Bitcoin: de volta ao passado.

dinheiro, Empreendedorismo, Sociedade

Em primeiro lugar poderíamos superficialmente perceber as moedas digitais/criptomoedas como uma volta ao velho sistema financeiro. Talvez, retornemos antes mesmos da aparição dos Templários. Meu vô poderia usar bitcoin: o processo segue o mesmo do que ele usava nos anos 1930/40. Seria apenas ensiná-lo a usar o computador, o que alias seria mais difícil.

Ultimamente tive contato com o mundo dos criptoativos e suas criptmoedas de modo mais teórico. Anteriormente, o contato que tive foi por amigos entusiastas que me fizeram perder R$ 300,00. Na real, perdi, pois hoje devo ter uns R$ 30,00, e a Bitcoin deveria ser vendida a um preço, que nem sei se irá chegar, exorbitante (mais do que já foi) para que eu possa me livrar do talo.

Contudo, o contato de 2016 e o de agora, deram maturidade para entender a evolução que está vindo. Ou melhor, voltando.

A tecnologia do blockchain em breve – talvez mais um ano (na prática, já é realidade na certificação digital e em outros processos) estará permeando nossas vidas em todos os aspectos. As criptomoedas talvez demoram um pouco mais, haja vista, que o sistema financeiro atual não suportaria uma revolução, e não aceitaria perder seu status quo atual para algo imaterial. Ou seja, ruir com as instituições que compõem o mercado causaria muitos danos, uma vez que elas ainda não acordaram para tal novidade. Assim, ou se adaptam a tecnologia e as criptomoedas ou irão sumir. E o prejuízo está feito. Porem, isso pode ser difícil de ocorrer, e para minimizar o dano social imediato, o uso de criptoativos e criptomoedas passará pela integração obrigatória ao sistema ai posto.

Não irei utilizar a palavra substituir, pois o sistema das moedas digitais não irá substituir nosso sistema dos “intermediários”, mas sim, integrar-se. Quem não integrar-se será eliminado. Assim, o Bitcoin irá ser integrado ao nosso sistema. Querendo ou não, isso vai acontecer uma hora.

A Bitcoin trouxe de volta o velho sistema antigo das relações monetárias: guardar o dinheiro em casa (ou na carteira), trocas diretas de dinheiro, agiotagem(é um nome feio, mas é para entender que os empréstimos são feitos diretamente do poupador para o tomador) pura rolando, risco de roubarem a carteira e não ter para onde reclamar direito ou provar, risco do calote (que pode, como sempre foi, reduzido com garantias), não havia quem criasse dinheiro (a não ser a casa da moeda e alguns emprestadores). As operações a descoberto e no mercado futuro das criptomoedas ainda é incipiente (quase inexistente), mas antigamente tinha muito rolo nesse mercado.

Essa forma simplista de descrever o criptomercado das moedas digitais é para vocês entenderem que guardar uma chave privada que dá direito ao portador ter acesso à aquela quantidade “x” de criptomoedas nada mais é que guardar uma nota de 100 em casa.

No caso da Bitcoin, o que me chamou a atenção é que por volta de 2100 não serão mais criadas novas bitcoins! Ou seja, mercado finito – por hora. E o fato de tudo estar guardado na nuvem e para todos. Que magnífico tudo isso. E saber ainda que as transações são públicas e privadas e que todos tem acesso (desde que tenham bons pc´s, tempo e dinheiro), irrompe nosso sigilo bancário.

E é por isso que coloco a Bitcoin como a volta ao passado: o seu modelo de sistema parece como meu vô lidava com o dinheiro num passado próximo. Louco isso não? Portanto, fique ligado, a única constante que temos é que as coisas estão evoluindo.

Bitcoin: Saber mais sobre a pioneira na tecnologia e na aplicação

https://bitcoin.org/pt_BR/

Comprar: Saber mais sobre entrar nesse segmento

https://foxbit.com.br/

Investir: Saber mais sobre investir nesse segmento

https://www.empiricus.com.br/
PS.: Cuidado ao comprarem alguma coisa deles, tu ganha um livro, e o cartão de crédito é para pagar o frete, mas assina algo sem saber (na real tem que ler até o fim para ver o jaburu que te espera)

CUIDADO! AO ADENTRAR NESSE NICHO, NÃO HÁ PARA QUEM CHORAR. ENTÃO, O QUE É MELHOR HOJE EM DIA AINDA?

Com certeza meu vô diria que os “níquel” dele estavam bem escondidos da gurizada.

Cansei de pessoas

Empreendedorismo, Sociedade

Em primeiro lugar cansei de pessoas foi a frase que mais tenho escutado nos últimos anos.

Em partes eu também já cansei de pessoas.

Sim, a palavra certa é cansei mesmo. Fazendo parte anteriormente de um estabelecimento comercial que vendia bens duráveis (carro), acabei nesse período percebendo como as pessoas se comportam, e hoje, ainda mais, trabalhando em uma instituição pública financeira, percebo que pessoas cansa.

Quero aqui fazer um PS.: Quando irei me referir a pessoas aqui, não falo de pessoas/funcionários de uma empresa, acredito ali ser um universo diferente do que vou escrever. O fato é que lidar com pessoas nas organizações é desafiante, motivante e prazeroso.

Ouvindo agora de vários comerciários que “lidar com gente é difícil”, ouvi de um que afirma que irá vender seu comércio dentro de alguns anos e gozar de sua “aposentadoria involuntária”.

Porque atender o público em geral de empresas que atendem público em geral virou carma? Será que só eu percebi isso ou só eu sinto isso? (Empresas com clientes bem segmentados não passam por isso – e fica difícil ter essa percepção do todo). Porque dizer um não para o cliente ou e explicar que as coisas não funcionam como eles acham que funciona é motivo de judicialização de tudo?

Claro que o empresariado não é de todo o santo, mas está ficando difícil competir com o relacionamento truncado com empregados e agora com clientes.

Explicar a um cliente que não dá pra fazer, que a garantia não cobre, que foi mau uso (principalmente em informática – as pessoas acham que sabem mexer em um computador, porém, elas aprenderem mexer em um Windows 95, e hoje os softwares estão mais avançados que um “excluir” leva pro pau toda a máquina), ou qualquer outra coisa. As pessoas não aceitam nada.

É cada vez mais raro quem sabe negociar sem querer ferrar um ou o outro, ou quem só quer fazer um negócio se ganhar grande vantagem a ponto de dizer por aí que logrou o interlocutor da negociação.

Portanto, há desanimo geral, e percebo que as coisas não irão melhorar. A nossa sociedade está ficando oca. E o empresariado cansado. E se houve uma greve geral dos investidores/empresários/mentes pensantes e atuantes, e não movimentassem mais nenhum centavo e um dedo para arriscar em algo, como seria?

A verdade que não é novidade: não há para onde correr.

Política

Em primeiro lugar tenho receio do dia em que as multinacionais/transnacionais terão mais poder que o estado. Cada vez parece-me que este dia está sendo construído. As primeiras que já rivalizam (ou se aliam) aos governos para juntos atuarem são as gigantes da tecnologia, principalmente as empresas da tecnologia de comunicação. Grandes impérios se formaram e desmoronaram ao longo dos anos. Gigantes como era a IBM, como ainda é a Microsoft e que é a Google faziam e fazem o que bem entendem como rentável e lucrativo, mesmo se para isso há a necessidade de sobrepor legislações – para não dizer “coisas ilegais e ilícitas”. O livro, “A verdade por trás da Google”, que li recentemente, me fez pensar sobre o assunto e a temer o Império Google. Dentro todas do setor de empresas que seu negócio principal esta na rede mundial a Google é a mais perversa. As demais também são, mas não vendem a imagem e a ideia de serem puras e santas. Os serviços gratuitos que as empresas de tecnologia oferecem são, na verdade, chamarisco para que as pessoas possam utilizá-lo e assim, estas empresas, podem entrar em nossas vidas e nos conhecer. E esta informação vale ouro para elas, e para outras interessados em nos vender. Eu, casualidade ou não, comprei um computador portátil na Colombo.com.br, e uma hora depois recebi um e-mail da PontoFrio.com.br com uma oferta exclusiva do mesmo produto e mais barato. Uso muitos serviços do Google, alguns da Microsoft. Uso produtos da Samsung, Sony, LG e Nokia. Apesar de serem empresas distintas (com exceção agora da Nokia e Microsoft) para que os seus sistemas que uso são “conectados”, do mesmo modo que o e-Bit (e de algum modo qualquer programa de pontos) dando prêmios sabe “tudo” sobre o perfil dos usuários comércio virtual. Recebo ofertas de produtos que desejo, isso é incrível não? Como vivemos na era do conhecimento, quem sabe mais, pode mais. Assim, penso, que vai chegar o dia em que não temeremos mais um exército, mas sim, as represálias que uma empresa poderá nos fazer. Como a Google fez com os jornais da Bélgica, em uma disputa por direitos autorais ganho pelos jornais do país, o Google simplesmente apagou os jornais do mapa gerando perdas astronômicas.

Particularmente sou muito mais da cultura oriental do que a imposta a nós pelos estadunidenses. E acredito que o dia em que as empresas irão mandar mais que os estados foi alimentada pela imagem de “liberdade” e  “felicidade” dos Estados Unidos. Querendo ou não, este país investiu muito e foi o “pai” da rede mundial de computadores, e estimulou o ensino, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e conhecimentos, e, assim, conseguiu impor as suas regras. E conseguiu gerar empresas capazes que aniquilar, aliciar e comprar qualquer concorrente fora do seu território. E mesmo que existem, a ideologia que se vende não foi por eles criada.

O despreparo de muitos países – em especial os mais pobres – para ter uma legislação similar (mas distinta) das empresas físicas para as virtuais, fez com que muitas destas empresas, que surgiram na rede, pudessem acumular muito capital com baixos custos, principalmente o de impostos. O movimento que vejo na Europa hoje é tentar frear o avanço das empresas “.com” em seus territórios. Recentemente a França tomou uma atitude para salvaguardar suas livrarias físicas. Ao se pensar em Brasil, uma empresa, como a Submarino, vende para todo o Brasil sem a necessidade de ter filiais. Menos custos, maiores margens. Ao invés de abrir filiais, a empresa tem recursos para investir em pesquisa e em atendimento, o que uma loja física muitas vezes não consegue fazer. Por isso, penso, que poderia haver uma tributação adequada as empresas que rompem as fronteiras fiscais e físicas. Mas não equivalente aos valores para empresas físicas – como lojas.

Assim sendo, em quanto houver monopólios gananciosos e vorazes estamos sujeitos as decisões dos CEO´s. Lógico que toda empresa que quer crescer vai visar o lucro e maximizar rendimentos aos acionistas, no entanto, sou de uma linha de pensamento que prima pelo equilíbrio e pela sustentabilidade. E sou favorável a uma rigidez maior frente aos impérios consolidados por dois motivos: podem ganhar muito poder infringindo leis e usurpando os cidadãos; e pelo capital acumulado. Apesar de um post inflamado por um sentimento de repúdio, sigo alimentando os impérios referidos: não tenho para onde correr.