Poder da marca

Administração, Estratégia

Em primeiro lugar a marca bem trabalhada e bem alicerçada possui um poder inimaginável.

Quando uma empresa entender o poder que a sua marca pode ter, ela com certeza chegará ao sucesso. Criar e manter valor da marca não é algo fácil. Ter uma marca que agrega valor ao cliente se constrói após árduo e trabalhosa jornada. Ter um nome possante não significa criar isso a todo custo. Lembrando que ética e honestidade somadas a legalidade dão explosão a marca. A não ser que uma marca queria ser reconhecida como “marca suja”.

Para ter uma marca forte, aponto 5 detalhes importantes:

1. Produto de qualidade (de acordo com a percepção do cliente), com boas procedências.

2. Nunca cometer pecados graves junto a administração do negócio.

3. Honrar seu nome por meio da satisfação dos clientes, para criar uma bagagem histórica. Não a todo custo, mas ao valor justo.

4. Equipe engajada e feliz pelo o que se faz.

5. Pensar em TODOS os DETALHES que envolvem a marca, como: nome, símbolos, rituais, sons, imagens, cheiro…

Poderia aqui listar vários, mas separei estes 5 que penso serem importantes. A Volkswagen construiu uma marca poderosa. A Apple criou uma legião de fanáticos. A Microsoft criou fãs inseparáveis. A Nike criou o desejo em milhares de pessoas por seus produtos – mesmo não podendo comprá-los. E a lista segue, e é grande de empresas que trabalharam muito bem suas marcas.

Quem sabe não está na hora de repensar a marca da sua empresa? Seja detalhista, crie coisas que apenas seu produto ou serviço irão ter. Foque nos funcionários, pois eles não são possíveis de copiar. Deixe sua equipe pronta para o combate e bem paga pelo esforço e resultado obtido. A extensão da marca pode ser algo útil para o sucesso do empoderamento da marca. Massey Ferguson produzindo bonés e camisetas não é para apenas para dar de brinde! Pense desde o tapete de entrada, até o sítio virtual na rede mundial de computadores. Pense do uniforme a embalagem do produto. Pense na aparência! Pense no conteúdo! Pense na história.

Extensão de marca – crise ou oportunidade?

Administração, Estratégia

Em primeiro lugar esta é uma pergunta difícil de responder, e as respostas tomariam longos textos e excessivos argumentos. Gurus do marketing já muito discorreram sobre o assunto.

Liquidação da extensão de marca

Expointer 2014

Recentemente estive na Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul, uma das maiores feiras do agronegócio brasileiro, e algo me chamou a atenção nesta edição. Não é de agora que as principais marcas do agronegócio investem na extensão de sua marca, como: chapéus, bonés, canetas, kit´s para churrasco, camisas, botas, sapatos, brinquedos, e etc.

Por questões pessoais, conheço bem a extensão da marca do Sicredi. E deste muito tempo, sempre me vesti com roupas e acessórios da marca. Era taxado, muitas vezes, como garoto propaganda da cooperativa, mas na real, aproveitava muito bem os brindes conseguidos – pagando ou não. Indo mais a fundo, para a cooperativa dar os brindes era um enorme dispêndio de recursos. No início se dava, depois se cobrava valores simbólicos, depois de cobrava com margem de lucro. O objetivo era sempre estar presente na vida das pessoas – na boa e na ruim. O que importava para a instituição era ver sua marca disseminada entre as pessoas. Das instituições financeiras, o Sicredi deu exemplo na extensão da marca.

No entanto, nesta Expointer, comecei a olhar com outros olhos esta extensão da marca. O negócio do Sicredi é oferecer soluções financeiras para viabilizar negócios, a da Staara, por exemplo, é aumentar a produtividade no campo. A loja de artigos da marca deveriam ser encarrados como um plus da marca. Encarado sim como negócio, não deveria ser o principal. A não ser que a qualidade e marca dos acessórios sejam melhores do que o produto principal da empresa. Mas não quero falar sobre isso, quero chamar a atenção para as palavras “liquidação” e “promoção” que estas marcas fazem nas suas lojas de grife. Por que liquidar algo que seria um adicional? Mudança de foco? Baixa rentabilidade dos produtos vendidos? A extensão da marca se tornou onerosa e sem o retorno esperado para a empresa e para os acionistas?

Investir na extensão na marca por oportunidade ou por crise no negócio principal da empresa? Resposta complexa. Mas entendo que se a empresa aderir a este segmento, deva ser mais para reforçar o negócio principal sem o onerar. Assim, “liquidar” a marca, pode não soar bem aos clientes ou futuros clientes. Então, investir na extensão deve ser por oportunidade. Afinal, quem compra um trator de R$ 500 mil, uma bota de R$ 500,00 representará um valor insignificante perante o bem adquirido. Usando esta bota nos momentos bons e ruins da sua vida, cabe a empresa não manchar a sua imagem.