Reino Unido: As pessoas querem mudar.

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar a saída do Reino Unido da União Européia mostra que as pessoas querem mudar. A mudança pela mudança. Mudar por mudar.

Muitas pessoas devem ter votado apenas por votar em um efeito manada. Mais do que uma análise profunda da campanha, dos bastidores e dos principais agentes propagandistas, eu, como mero expectador da atual situação da União Européia, penso: As pessoas realmente querem mudar.

Lendo e vendo análises sobre os argumentos dos pró e contra a permanência, me pergunto: Qual o motivo real deste referendo? Não conseguir chegar em uma resposta relevante.

Vivemos em um mundo desorientado, onde muitas coisas estão mudando. Valores invertidos, conceitos evoluindo. Essa ruptura tão rápida deixa todos desorientados. Assim, mudar por mudar é melhor. Mudar para proteger-se é melhor. Mas mudar para o que? Isso ninguém sabe o certo, mas apenas mudar para edificar muros frente a repentinas e duras rupturas. A mudança como arma contra a mudança.

Complexo.

Talvez o povo do Reino Unido não sabe o que irá ocorrer de fato com a saída, mas, querem ter a chance de reescrever sua história por mãos próprias e diferente do modo como vinha sendo escrita.

Talvez o povo goste de uma injeção de novidade para animar: ordem e progresso para mudanças eficazes. Eles não sabem o que fizeram, mas terão a certeza do que terão que fazer para não caírem em retrocesso. É só esperar a ficha cair para eles, novamente, reconstruir o país.

Modelo europ eu

Política, Sociedade

Em primeiro lugar boa parte da Europa, em especial os anglo-saxões, tem um pequeno grande problema: o modelo assistencialista previdencial está desequilibrado.

É comum ler notícias sobre a necessidade de ajustes nas contas. Li uma que me intrigou muito e me originou este post.

Muitos críticos do modelo Europeu (modelo de vida, de sociedade, de economia, de política, etc.) afirmam que a Europa inibe o empreendedorismo e extrai muitos impostos dos seus contribuintes. O retorno é visível que há (baixíssimos índices desemprego nos países anglo-saxões, excelente distribuição de de renda, etc.). No entanto, o excesso de assistencialismo pode sim impedir algumas ações empreendedoras, ou até mesmo sobrecarregar demais os cidadães trabalhadores contribuintes. Há relatos de que no Reino Unido tem famílias que estão há 3 gerações sem trabalhar! E isso pode estar aumentando nos últimos anos devido as constantes instabilidades econômicas. Ou pelo excesso de facilidades.

O modelo Europeu demonstra hoje sinais de cansaço (em vários sentidos e até nos sentido literal).

Prefiro ainda o modelo Europeu, acredito ser um bom equilíbrio entre o capitalismo carnal e o romântico capitalismo literário. Apesar do modelo estadounidense imperar e conseguir galopar frente as crises, penso que está na hora de uma nova base ser erguida sobre o modelo Europeu. Um modelo menos assistencialista, mas sem perder a sua essência manter a ajuda a quem tem dificuldades. Talvez não como a Finlândia , mas um modelo que valorize a sustentabilidade do modelo de vida mais “Eu” possível. Ou seja, que cada um possa ser o dono do seu futuro, mas sempre coletivamente.