A experiência é relativa

carreira, Empreendedorismo, RH

Em primeiro lugar ter uma experiência boa em uma cidade e região pode não ser nada em outro ambiente. Em um local de maior competição, melhores salários e melhores cargos, a tua experiência na mesma área em uma região menos competitiva não servirá para nada!

Já pensou sobre essa situação?

A reflexão sobre a localização geográfica é de suma importância. A busca por trabalho nos grandes centros urbanos leva a muitas pessoas a migrarem. No entanto, o custo logístico desta mudança, na maioria dos casos, não é compensado pelo incremento salarial. Os melhores cargos e salários estão em quantidade maior nos centros urbanos maiores. Porém, há cluster produtivos interioranos que contam também com bons empregos e uma remuneração compatível (e pelo custo geral, muito maior).

Um bom currículo tem peso com coerência nas experiências e na formação apresentada. Além de demostrar evolução no currículo, demonstra os resultados obtidos. Estes resultados valerão muito mais em uma futura entrevista. Apresentar algo de concreto é muito bom para os avaliadores. A experiência e formação contam, mas precisam de contexto. Um grande profissional em uma região medíocre pode ser um profissional medíocre em uma região próspera e pulsante.

Pelos acessos a educação e a ampla variedade de oportunidades em grandes centros empregatícios fazem com que se pense muito na empregabilidade. Esta empregabilidade é um conjunto de: formação, experiências e resultados. Se conseguir reunir isto tudo, terá boas credenciais para manter-se vivo na corrida pelos bons empregos. Sempre gosto de pensar que os eleitos ainda contam com o relacionamento. Não é QI, é relacionamento mesmo. Contratar quem se conhece, poupa muito trabalho para os recrutadores e para as empresas.

Portanto, relativizando a experiência, ela não é tudo. É a parte da empregabilidade. E dependendo do contesto, não é nada. Aventurar-se em uma nova selva, exige elevada adaptação e preparação para não sucumbir ao subemprego das qualidades ainda não lapidadas que possui.

Quando o teu melhor não dá em nada, o que fazer?

carreira, Pessoal, RH

Em primeiro lugar há quanto tempo este pensamento – “faço meu melhor para nada” – está no teu radar mental?

Se está a há mais de 3 anos é um problema. 3 anos é um período de maturação. Se este pensamento ronda há mais de 3 anos há um grande problema na tua carreira.

Os pensamentos abaixo são muito comuns na mente de quem está incomodado:

  • Produzo muito mais do que ganho;
  • Ninguém observa meu trabalho, tampouco é valorizado;
  • O meu trabalho é criticado por todo mundo;
  • Me deparo muitas vezes com tarefas que não tenho conhecimento para fazer.

Saber quando há necessidade de mudar, evoluir e sair do status quo atual é de suma importância para busca dos sonhos. E buscar os sonhos é experimentar o teu melhor.

Buscar teus sonhos é elevar teu conhecimento, utilizar toda a tua bagagem e experimentar os teus limites. O prazer está nos limites. O melhor evidencia-se no limite e na sua superação. E a sensação de que o teu melhor não dá em nada – ou não mais do que um mero tapa nas costas, frusta.

Portante, vale a pena realizar sessões de coaching e buscar qualificação. Quando o cavalo encilhado passar, não se pode perder a oportunidade.

Sujar a carreira

carreira, Empreendedorismo, RH

Em primeiro lugar bastam pequenos detalhes para sujar tua carreira. E sujar a carreira é muito mais impactante do que sujar a carteira de trabalho.

A carteira de trabalho é a materialização de uma carreira suja. Carreira suja é tornar imácula uma trajetória profissional por incompetência, negligência e conduta ilibada. E, não se refere apenas há não ter boas referências profissionais anteriores, refere-se a todo o contexto acima citado. A pessoa tem que entregar, tem que estar dentro de um grupo, tem que passar por locais e ser lembrado, admirado e ter portas abertas.

Não entregar resultados na sua carreira e fazer as coisas de modo errado coroam uma carreira fracassada. As pessoas vão olhar o profissional e dizer: “lá vem o azarão”. Nos idos das primeiras navegações, o azarão da embarcação é jogado ao mar! Na carreira, ser jogado ao mar é: aprender a nadar bem para um novo navio ou sucumbir ao fundo do mar.

Para não se afogar em sua carreira e macular sua trajetória faça:

  1. Bons cursos e qualifique-se sempre;
  2. Leia, leia e leia mais! Mantenha-se sempre atualizado e contemporâneo;
  3. Mantenha uma trajetória lógica da sua carreira;
  4. Entregue os resultados propostos;
  5. Mude de carreira em momentos oportunos.

A trajetória lógica é alguém compreender de fora os teus passos e o caminho percorrido a perspectiva de continuidade. Por exemplo: há pessoas que uma hora fazem uma coisa, quando tu as encontra estão fazendo outra coisa que não agrega valor nenhum. Trabalham em qualquer coisa que aparece e estão sempre insatisfeitas.

Qualificar-se, ler e estar atualizado é fundamental. É básico. Eu tenho como meta sempre ler 10 páginas ou 30 minutos cada vez que paro para ler. Uma ou outra regra eu sigo, depende do local e momento.

Entregar resultados é ser um profissional que vence. Onde tu passar deverá crescer, deverá ser lembrado por algo, e mostrar que onde passou as pessoas gostaram de ti. E gerar uma onda de bons comentários é o melhor. Lembre-se: contatos são tudo, relacionamento são o sucesso.

E ao final, mudar de carreira toda hora não cai bem. Vamos combinar, quem anda conforme o vento, vai para qualquer lugar e não chega a lugar algum. Se for mudar de carreira, espere estar em terra firme. Alguém trocar de área é normal. Anormal é estar sempre trocando de área, lugar e com habilidades totalmente diferentes. Assim, ninguém se firma.

Aproveita as boas oportunidades, e não cuide para não sujar tua carreira.

Carreira e Finanças [2]

carreira, dinheiro

O teu salário e o teu esforço

Em primeiro lugar muitas pessoas não valem o que ganham. Já pensou nisso? O teu esforço, trabalho e resultado gerado pagam o que tu ganhas?

Provavelmente, tu está pensando…

E chegou a conclusão que sim! Mas, muitas vezes não estamos certos.

E quando tu começa a compreender isso, há a facilidade de enriquecer. Quando se pensa na geração de valor por meio do serviço que tu presta, tu compreende o teu valor no mercado. E, conhecendo esse valor de mercado, tu pode galgar cargos e empregos melhores.

Faça a conta, e compreenda quanto tu custa pra empresa, e quanto os teus negócios (produtos produzidos, serviços prestados, e etc.) geram de retorno para a empresa. Ao chegar essa conta, se o saldo for positivo para a ti, ou seja, tu ganha menos do que produz: ótimo! É sinal que tu podes galgar coisa melhor. Se a conta que fizeres for negativa, cuidado, alguém pode te substituir.

Buscando melhores oportunidades e melhores salários, controlando os gastos, poderá evoluir em seu patrimônio. Poderá investir em melhores cursos, viajar, ter bens, usufruir de bons serviços e aproveitar a vida.

saber, saber fazer, relacionar-se

Carreira – faça o seu destino

carreira, Empreendedorismo, RH

Em primeiro lugar articular para ter sua carreira é possível.

Alguns pensam que sucesso na carreira depende apenas de QI. De fato, sim QI: Inteligência do saber, do saber fazer e do saber se relacionar. Pouco adianta ter uma inteligência elevadíssima, saber fazer e não se relacionar bem com as pessoas (superiores, clientes, colegas, subordinados e qualquer pessoa que passe pela tua frente). E é ai que as pessoas confundem QI. Bem como, de nada adianta quem sabe se relacionar mas é burro e só faz retrabalho. Esses puxa-sacos, podem subir, ir longe, mas qualquer um verá que é um saco vazio.

Independentemente de onde esteja, articule para crescer. Certa vez, conheci a história de um vendedor das Casas Bahia (ainda quando ela existia no Rio Grande do Sul) e que foi garimpado e foi vender carros. Subiu, e se tornou vendedor de carros premium da marca a qual trabalhava. E mais, era um dos melhores vendedores da marca no RS. QI? Acho que não. Casualmente conheceu um gerente da empresa. O gerente gostou do trato do vendedor das Casas Bahia- mesmo não comprando na loja e sem saber quem era o interlocutor. Após, o gerente avisou que havia vaga para vendedor de carro. E o tal vendedor lá foi para o processo seletivo. E o resto vocês já imaginam. 

Portanto, mentalize os três pilares para seguir e as coisas naturalmente vão fluindo: saber, saber fazer, relacionar-se. E jamais tente ser o que não é. Do contrário, a queda é dura.

saber, saber fazer, relacionar-se
Resumo dos pilares da carreira

Pressão na entrevista: Te liga!

Pessoal, RH

Em primeiro lugar quem nunca foi pressionado em processo seletivo?

Melhor, quem nunca esteve em um processo seletivo onde foi imposto muita pressão na análise de grupo e individual? Isso pode ser normal e uma importante ferramenta de teste, pois, é quando mais espicha a corda, saberemos o quando mais ela poderá aguentar.

Relato a seguir uma experiência:

Ao abrir um cargo melhor dentro da empresa, não pensei duas vezes e me candidatei a vaga. Vinha já, desde que ingressei na empresa, me candidatando a vagas de ascensão. Quando tive a primeira oportunidade após 1 ano e 3 meses, agarrei ela com muita firmeza. Fui classificado para análise de perfil. Assim, nos 7 dias entre o convite e a entrevista, estudei sobre a vaga interna, os normativos, os produtos da empresa e as atribuições que a vaga teria no processo de expansão da área. Além disso, me debrucei sobre os concorrentes e os principais atributos que cada um tinha. Sentia-me confiante.

Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e fazer resumos com esquemas. E fui com umas 10 folhas manuscritas. Estava preparado. No entanto, na parte da manhã eram as dinâmicas de grupo – até ai, tudo bem. Indo bem. Dinâmica de apresentação, testes psicotécnicos (de atenção, personalidade e raciocínio lógico), dinâmicas de trabalho em grupo e liderança.

A tarde, as entrevistas individuais. Fui o primeiro. E ai cometi um grande erro. 1º ERRO. Após as dinâmicas, ao invés de me concentrar e reler o material que tinha preparado, fiquei conversando com o grupo. E não fui para entrevista com a tensão necessária, estava relaxado e tranquilo, o que poderia ser bom, mas isso, não te mantem ligado.

Na entrevista, havia 5 pessoas (2 psicologas, 1 do RH, 2 da área de trabalho) observando e analisando cada detalhe e movimento. Acredito ter acertado na postura corporal: Olhando nos olhos, gestos calculados, posição ereta, mãos sobre a mesa e falando o necessário. Isso, demonstra muito. Porém, como estava relaxado e tranquilo, nas constantes mudanças de perguntas sobre pessoal, trabalho, perspectivas, pretensões, embaralhou minha mente. Sim, não conseguia mais ter o raciocínio rápido que sempre tive. 2º ERRO. E na hora de vender um produto, esqueci do mais importante: dos detalhes do produto. Todos deveriam ter dito a mesma coisa que eu disse, assim, o destaque estaria no detalhe. 3º ERRO. Para explicar coisas simples das dinâmicas e testes não fui firme, não espera perguntas – apesar de serem óbvias – sobre a seleção a pouco ocorrida e, confesso, que balancei na resposta , haja vista que toda alternativa que eu colocasse, poderia ser mal interpretada. E as avaliadoras sempre faziam suposições/insinuações sobre o que tu falava – e muitas vezes distorcidas, e perdia tempo explicando coisas que já tinha explicado. Ao final, não sai com a sensação de boa entrevista, mas sim, de derrota. Fui derrotado pela minha preparação, sim, pois esqueci de entrar na entrevista com o nível de estresse para me deixar ligado. Tive algumas boas sacadas, falei coisas boas, mas não  via a reação positiva quando falava uma dentro. As fora, sempre anotadas.

Portanto, algumas dicas sobre como se portar em dinâmicas: NUNCA  seja sempre o primeiro. Espere, analise, e melhore o que os outros vão falar e agir. Em dinâmicas de grupo, nunca queira ser sempre o mandão, se quiser sugerir, chame a atenção do líder e exponha sua ideia e não se atravesse na discussão.

PS.: Em 30/10/2018 – recebi confirmação de aprovação da entrevista, passando então para a próxima etapa.

Carteira de trabalho não é álbum de figurinhas

RH

Em primeiro lugar até pouco tempo atrás era comum encontrar empregos vitalícios no Japão. Honra e lealdade acima até da produtividade: que cultura! Há também quem tem na sua carteira de trabalho uma verdadeira coleção de “figurinhas” por onde passa. Não saciado por carimbos, empregados rodam para buscar o emprego perfeito. Como isso não existe, a carteira fica sim suja.

Nem sempre vamos encontrar o local perfeito para crescer, aprender, ganhar dinheiro e ter uma vida feliz. As vezes, nunca vamos encontrar. Infelizmente, essa é a realidade. No entanto, tu tem uma chance: a liberdade de buscar ao menos melhores oportunidades.

Como sempre digo, nem tudo são rosas, por isso, aproveite nos lugares por onde passar para ao menos aprender o que não fazer. Aprenda para tentar acertar na primeira. Isso também não é fácil, mas vale a tentativa. Se encontrou o lugar certo, agarre-o com duas mãos firmes (mas não fique cego, pois poderá perder oportunidades melhores).

Por isso, preste atenção na sua carreira. Errar por algum período faz parte, é inevitável.  Então mentalize que tua carreira não pode ser uma coleção de figurinhas, mas sim algo que demonstra evolução, solidez (mesmo que permaneça pouco tempo em um emprego) e amadurecimento.

Por tanto, deixe para colecionar conquistas, e não carimbos em sua carteira, pense seriamente nisso.

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