Porta giratória não gira de graça.

Administração, Sociedade

Em primeiro lugar pelo senso comum pode-se dizer que falta finanças pessoais no brasileiro.

Pela primeira vez não quis impactar na chamada, em outras palavras muitas pessoas não entendem como funciona uma vida bancária. As pessoas não sabem o que é um limite!

Muitos já ouviram: “Deixei 200 reais no banco e quando fui lá devia 1000 reais! O banco pegou meu dinheiro”. Chega a ser engraçado ouvir, mas a “mea culpa” é que também falta hábito de ensinar. Porém, ensinar alguém de cabeça feita é árduo. E nem é questão de vender ou de explicar, é ensinar mesmo. O problema vem de anos e o problema é apenas o reflexo de nossa sociedade.

No início dos anos 2000 eu ouvia muito sobre bancarizar as pessoas, e até participei de umas discussões sobre a necessidade de tal feito. Porém, a que custo? Com uma concorrência acirrada, quem vai bancar a máquina bancária com apenas um número de conta? Difícil equação.

Bancos virtuais e digitais, estão percebendo que não há como viver apenas dos juros do giro do dinheiro, haja vista que as pessoas demandam de atenção e de necessidades que sem pagar por isso, no amor apenas do banco, não mantem site em pé.

Em época de reduzir custos, a concorrência se empenha mais em manter bons resultados para si e seus clientes, e do contrário, a porta não vai girar.

Isso tudo é só o sinal da sociedade que se criou onde tudo deve ser feito de graça. Até quando vamos ficar nessa sociedade gratuita? Arrisco a dizer que o brasileiro paga juros errado pelo seu modo de consumo, e reclama. Mas paga impostos equivocados e cala-se diante da inoperância do governo.

Almoço grátis não existe.

 

Desemprego estrutural

Administração, RH

Em primeiro lugar os mais de 13 milhões de cidadãos desempregados no Brasil não alarma. O que de fato alarma, é que após este período de recessão muitos empregos não retornarão ociosos. Isso representa que há nestes desempregados desemprego estrutural. Ou seja, quando a economia voltar a crescer, haverá ainda desempregados sem espaço no mercado de trabalho.

O motivo disso?

Talvez a euforia do consumo pelo consumo, e do consumo por consumidores que não necessitavam/não tinham estrutura de absorção deste consumo, tenha passado e hoje não há demanda para um mercado que não irá consumir. Parece simples de resolver esta equação, no entanto, a macroeconomia é realmente para quem entende.

Por isso, nesse momento, o melhor é cautela. Buscar qualificação adicional e manter-se no emprego atual são mantras importantes. Não esqueça, mais vale um pássaro na mão do que dois soltos.

Produzir com teto para produzir sempre

Geral

Em primeiro lugar é sabido que na Europa, e em muitos lugares do globo, o Estado controla a produção de insumos primários da produção agrícola. Limita para que não haja excesso de oferta, baixando preços e desequilibrando a cadeia produtiva.

Ruim para os consumidores? Talvez não. Produção na medida certa ao preço justo e equilibrado.

O fato do Estado regular a alimentação não pode ser visto como Estado manipulador, mas como Estado organizado que visa o bem estar alimentar dos cidadãos.

No entanto, não se pode esperar um Estado totalitário regrando, fiscalizando e controlando. Isso, seria apenas passageiro. Até as pessoas se cansarem. Inclusive, no livro de Ayn Rand em A Revolta de Atlas, o Estado limitador do pensamento, da ação, da produção e da vida das pessoas não é um modelo de capitalismo e nem de socialismo que reina eternamente, ao menos, não passará a eternidade sem sofrer abalos profundos.

Na Europa a produção agrícola segue regas rígidas de teto de produção. Motivo: sustentabilidade do sistema de produção. Antes de falarmos em produção verde, deve haver para futuro da humanidade a certeza de continuidade de produção antes de tudo. No Brasil, quem irá para o campo produzir se as melhores ofertas de renda estão na cidade? Ou melhor, quem terá recursos para investir na produção empresarial no campo? Qual negócio gostaria de ter sua produção limitada? Interessante reflexão, certo? Sim! Precisa-se.

Em um momento onde os empregos se escasseiam na cidade, apostar no emprego rural – como empreendedores rurais, não seria uma possibilidade de garantir renda a quem quer trabalhar? Pois, para estas pessoas, algumas seguranças – seguro agrícola e oferta equilibrada para preço justo. Por isso, produzir no teto para produzir sempre.

E você, já pensou em se mudar para uma propriedade do interior para trabalhar?

 

Ditadura do silêncio: Novo modelo de governo do século XXI

Política, Sociedade

Em primeiro lugar qual governo não logra êxito se o povo permanece calado e imóvel?


Não aqui que todos devem sair quebrando tudo, ou realizando greves e ocupações. Apesar de que as greves são até previstas em lei. No entanto, por que ficamos praticamente 13 anos sem criticar com veemência o governo que geria o estado brasileiro? Porquê? Por que ninguém (ou muito poucos) criticavam ações erradas do governo?

Era feio criticar o governo? Era errado?

É, parece que sim!

Então, parece que ficamos 13 anos em silêncio? Acho que sim. Como conseguir isso? Pergunto: Alguém poderia de fato conseguir reclamar?

Empresários, produtores e consumidores estavam com crédito fácil – nem sempre barato, estavam em uma bolha de crescimento onde tudo era possível fazer, vender, consumir sem fazer contas. Qual foi a última vez que tu pensou e planejou a compra de algo? Funcionários públicos com bom empregos e situação de trabalho avantajada: a máquina pública seguia em expansão. Ou seja, promoções e oportunidades estavam a todo vapor. Estudantes com mil bolsas, intercambio, financiamentos, milhares de cursos a escola, diversa instituições, mais bolsas, e etc. Tudo isso a que custo?

Quem então poderia falar mal do governo? Até a oposição eu penso que foi silenciada. Que governo bom ein!

Mas e agora, qual é o motivo das “massas” estarem inflamadas? Hoje sabe-se de vários problemas que foram herdados e vários problemas que apareceram por má gestão – sem falar daquilo que ainda não vimos. E as massas protestam contra a solução dos problemas ainda. Quer dizer então que elas querem de volta o antigo governo – isso é uma coisa meio óbvia neh. Mas não e os problemas, quem vai resolver? Ou irão inventar novos problemas para resolver os velhos?

Esse é um assunto que vai longe.

Esquerda ou Direita, não importa. O povo não quer ser mais bobo. Quem trabalha não quer suar por dois, pois o fardo está pesado demais. Então qual é a solução? Quem grita não é de fato quem estava amordaçado, mas sim, quem amordaçava. Quem precisa gritar, não grita! Vota diferente.

Por isso, o trunfo dos novos governos que iniciaram o século XXI foi de tentar comprar todo o povo. Sem planejamento, esqueceram de pagar a conta. E mais, quem tanto fala de que para pagar esta conta não se pode cortar direitos, esquece de quem tem deveres que garantem os direitos (tem que cortar direitos dos Reis também para a conta fechar).

Modelo europ eu

Política, Sociedade

Em primeiro lugar boa parte da Europa, em especial os anglo-saxões, tem um pequeno grande problema: o modelo assistencialista previdencial está desequilibrado.

É comum ler notícias sobre a necessidade de ajustes nas contas. Li uma que me intrigou muito e me originou este post.

Muitos críticos do modelo Europeu (modelo de vida, de sociedade, de economia, de política, etc.) afirmam que a Europa inibe o empreendedorismo e extrai muitos impostos dos seus contribuintes. O retorno é visível que há (baixíssimos índices desemprego nos países anglo-saxões, excelente distribuição de de renda, etc.). No entanto, o excesso de assistencialismo pode sim impedir algumas ações empreendedoras, ou até mesmo sobrecarregar demais os cidadães trabalhadores contribuintes. Há relatos de que no Reino Unido tem famílias que estão há 3 gerações sem trabalhar! E isso pode estar aumentando nos últimos anos devido as constantes instabilidades econômicas. Ou pelo excesso de facilidades.

O modelo Europeu demonstra hoje sinais de cansaço (em vários sentidos e até nos sentido literal).

Prefiro ainda o modelo Europeu, acredito ser um bom equilíbrio entre o capitalismo carnal e o romântico capitalismo literário. Apesar do modelo estadounidense imperar e conseguir galopar frente as crises, penso que está na hora de uma nova base ser erguida sobre o modelo Europeu. Um modelo menos assistencialista, mas sem perder a sua essência manter a ajuda a quem tem dificuldades. Talvez não como a Finlândia , mas um modelo que valorize a sustentabilidade do modelo de vida mais “Eu” possível. Ou seja, que cada um possa ser o dono do seu futuro, mas sempre coletivamente.

Otimismo de crise

Geral, Política

Em primeiro lugar existe hoje no país um otimismo de que há e haverá crise instaurada no país. Todo fim de ano se fala que o ano seguinte será de crise. Sempre foi assim. Em 2014 não foi diferente. Mas, desta vez, as previsões estão próximas de concretizar-se.

Alguém vai pagar essa conta para ver?

Admitir X Demitir

Administração

Em primeiro lugar, existem países onde contratar é menos custoso do que demitir, e vice-versa. Porém, quero falar aqui que tanto admitir como demitir é doloroso. Doloroso no sentido de que esses dois processos não podem ser tratados como meros processos burocráticos. Por incrível que pareça muitos problemas como: clima,falta de vendas, se original em maus processos de seleção.

A grande maioria das empresas contrata pelas qualificações técnicas, porém paga o preço por não observar características comportamentais, e muitas vezes  acabam tendo de demitir por motivos comportamentais. Analisar uma seleção de acordo com a cultura, valores e objetivos da empresa, são ferramentas básicas para o sucesso de uma seleção.  Em outras palavras a empresa deve contratar alguém que seja a cara da empresa.

Se quer saber como uma empresa trata os seus funcionários contate algum ex colaborador. Os colaboradores que estão saindo devem receber uma extrema atenção. Recolocação no mercado de trabalho, coaching, entrevista de desligamento entre outras coisas são fundamentais para que a empresa zele por sua imagem e pelo sucesso dos seus colaboradores de saída. Em outras palavras a empresa deve fazer com que o seu colaborador saia pela porta da frente.

Contratar e demitir devem ser encaradas com mais seriedade pelas empresas. Vagas boas e menos boas estão a toda hora abrindo e fechando, mas, todos os empresários com quem converso dizem que “faltam pessoas qualificadas”. Então, o que falta? Cursos, eu acho que não.