Sujar a carteira: crise a frente

Pessoal, Sociedade

Em primeiro lugar acredito que não controlar os custos e despesas passará de mal a pior nesta reta final de 2020. Buscar ampliar negócios para auferir receitas não será fácil.

Percebo que pela inanição das pessoas, o medo está incrustado na rotina da população. E este medo paralisante está definhando as relações pessoais e a economia. Contato com humanos é essencial. É químico. É natural.

Assim, neste momento de demissões em massa, compulsórias e oportunistas, nada melhor do que aprender com este momento e tirar proveito. Vários cursos online (de formação básica, média, técnica e superior) estão com promoções e condições de pagamento muito favoráveis. Inclusive cursos de línguas estrangeiras!

Prevendo que após os recursos do governo cessarem ou diminuírem a ponto de não sustentar o pequeno comércio, o desemprego e a crise econômica pode acentuar. É previsível que com um governo gastando demais, superando todos os limites da normalidade e buscando arrecadar mais para gastar ainda mais a conta futura deste rombo será ainda mais salgada. E isto, se não bem administrado, pode desencadear uma série de outros problemas econômicos. E no médio prazo poderemos ter o efeito chicote da crise atual.

A rotatividade nos próximos meses será intensa nos RH´s. É necessário ter paciência e cabeça no lugar para seguir em frente. Haverá sempre lugar para as pessoas preparadas e capacitadas. Aproveite este momento para estudar e se qualificar. Desenvolver a mente é importante, orar e meditar torna-se essencial.

Possuir diversas marcações na carteira neste momento não será difícil de explicar, porém, manter um trabalho, não rodar neste momento será um grande diferencial.

Fujam para as colinas

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar, o mundo está um caos social, financeiro e econômico, moral e agora um caos na saúde.

De fato, em 2009 o Influenza A (A Gripe Mexicana ou Gripe Suína) nos abalou também. Me recordo de ir a faculdade de máscara. As 500 mortes no Brasil foram um alerta de como deveríamos nos prevenir.

Ouvindo alguns biomédicos (três para ser mais exato), pude aprender um pouco mais desde mundo de vírus, doenças e epidemias. A então Presidente Dilma, e sua equipe, realizaram um grande trabalho na contenção do Zika Vírus. Que, diferente do Corona Vírus, não mata o hospedeiro. “Doença silenciosa”. Algo de muito valor no trabalho do Governo na época do Zika foi a criação de uma rede rápida de comunicação entre os entes médicos e de saúde pública. Além disso, estrutura física foi ampliada e preparada para detecção de doenças novas e perigosas. E, por isto, quando o surto veio à tona na China, o Brasil rapidamente colheu as informações e conseguiu de antemão saber o que fazer com os doentes. Dia 29/02 o país já sabia o sequenciamento do vírus a partir dos infectados brasileiros. E, isto levou 48 horas! Enquanto muitos países levaram 15 dias.

Na Europa os primeiros casos foram identificados em fim de janeiro. A Itália começou em 19/02. O primeiro caso confirmado no Brasil ocorreu no dia 25/02, durante do carnaval, em São Paulo.

Percebo hoje muitas críticas ao Presidente sobre tudo. Acredito que como primeiro mandatário ele deve estar ao lado do povo, com o povo e a frente do povo (no sentido de dar o exemplo e liderança). De fato, os seus discursos são truncados, mas sempre com muita verdade. E a verdade dói.

Antes de ir para os EUA (e nos EUA eles foram infectados) e ele afirma em um discurso, ao ser questionado sobre, tipo, tem manifestação, vão! Ok, mas não vi ele convocar. Obviamente que quem convocou apoia ele. E as passeadas ocorreram em ambiente de tranquilidade. Diferente do carnaval.

E pouco se fala que tivemos o carnaval! De 21 a 25 de fevereiro milhares de turistas adentraram ao Brasil. E se o Governo tivesse cancelado as festanças do Carnaval? Na Cidade Baixa e Porto Alegre, ao que vi, as pessoas que ali estavam não eram muito favoráveis ao Governo. Se a festa fosse cancelada, o que diriam do Governo? As emissoras que detém os direitos televisivos da festança iam concordar?

Percebo que o discurso do Governo Federal é equilibrado. Sem causar pânico, vamos conter a epidemia e fazer com que nem todos fiquem doentes ao mesmo tempo. Os reforços de dinheiro liberados foram calculados com sensatez. O país que preferiu investir em países amigos, e fazer Pan, Copa do Mundo e Olimpíadas agora sangra novamente recursos para conter o surto. Mais uma vez, a conta virá salgada. E é por isso que as coisas devam ser feitas com uma gestão correta.

A histeria nos leva ao pânico. Limpar o álcool em gel dos supermercados, saquear e fazer coisas sub-humanas, etc.

Ao meu ver, as fronteiras deveriam ter sido totalmente fechadas. Quem está aqui está, quem não está, não está. Infelizmente seria isto para blindar o país. Além disso, as pessoas deveriam proteger-se pessoalmente melhor e voltar a ter hábitos de higiene melhor. Porém, a quarentena para muitos foi férias. E, muitos se sentem especiais e acha que podem descumprir orientações.

A entrada do vírus no país e mortes é inevitável. Mitigar o risco é o caminho. Mas, logo adiante, sofreremos. A Influenza matou cerca de 500 pessoas no Brasil e a vida seguiu. Porém, após o Covid19 uma recessão virá. E, teremos outro grande problema para lidar se não soubermos como lidar bem com a doença.

De fato, estar longe de casa não é fácil. Mas, se precisamos sacrifícios para o bem de todos deveríamos assim os realizar. Portanto, fujam para as colinas! No sentido de que se cuidam, façam o necessário para ficarem bem e não atrapalhem.

Morrendo por inanição ou mutismo seletivo

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar se está ruim no Brasil hoje (onde a solução para esta parada dos caminhoneiros é de curtíssimo/curto prazo – mas deveria ser uma solução de longo de prazo), imagina na Venezuela onde talvez, e se for possível, a solução para o desabastecimento geral será no longuíssimo prazo.

De fato, é bom também para a população ver e sentir na pele a dificuldade de uma verdadeira crise prática – que é o desabastecimento. A crise econômica supera-se, é ciclo (ou deveria ser). Agora, faltar produtos essenciais, e até mesmo o supérfluo, o furo é mais embaixo.

É bom por qual motivo? É bom para darmos valor a pequenas coisas, para darmos valor a pessoas que muitas vezes não vemos ou ofendemos sem motivo. É bom para termos consciência de qual governos merecemos ter e o que deveríamos ter. É bom para entendermos que linha econômica/estrutural/política precisamos ter para o Brasil fazer justiça a posição de economia mundial hoje ocupada por nós.

Antes que me critiquem por estar hoje em uma empresa pública (sou celetista com CLT e não estatutário), penso que se o Estado tiver empresas públicas, elas devam ser integradas a economia e lucrativas. E assim deve ser nossa economia. Motivada a ser lucrativa, investidora e com empregos.

A greve é perfeita e totalmente plausível.

Mostra que erros do passado na infraestrutura e no modal de transportes, hoje nos penalizam por evidenciar que o país não fez nada para que os caminhoneiros tivessem condições de trabalhar. E o contesto de incompetência com o uso dos altos e errados impostos, e da discriminada corrupção sistêmica, deixaram o país com um alto passivo e custo. Estar no Brasil é caro. Paga-se mal e caro. Sim, os impostos estão errados, alíquotas equivocadas, e voltando ao assunto do paragrafo, o Estado não faz por merecer tanto poder e dinheiro. O custo Brasil, é pago duplamente.

Então, vamos esperar o país morrer por inanição ou mutismo seletivo?