Sujar a carteira 3

carreira, RH

Em primeiro lugar este post “Sujar a carteira” foi muito debatido e muito interativo no blog. Em um momento de pandemia o tema volta vem à tona. Replico abaixo o texto publicado em 2013.

Momentos de pandemia/caos exigem muito do psicológico. Às vezes, as mudanças não são pessoais, são de sobrevivência ou do pânico. Pânico, pois, muitas vezes atitudes de manada afetam ainda mais a situação.

Aproveite este momento para estudar, refletir e descansar. Afinal, a imunidade geral deve estar em alta. Uma vida nova virá. Se nos mesmos padrões ou não, vamos pagar para ver. Vamos reler o post da época abaixo.

Sobre sujar a carteira e a rotatividade no emprego:

Deve-se ressaltar que os padrões morais modernos mudaram muito. Há quem diga ainda que uma pessoa que passa por várias empresas não é um bom funcionário. Há, porém, outros que considerem isso normal ou não veem com maus olhos.

Penso que deve haver uma ponderação e faço uma consideração que deve ser analisado caso a caso, ponto a ponto, pessoa a pessoa, pois é importante analisar se a pessoa:

– Muda dentro do setor/área de atuação, ou se muda de setor/área de atuação.

– Possui uma ascensão crescente na carreira e galga cargos melhores, ou se anda para trás, com piores cargos e em piores empresas.

– Mudou de interesses profissionais e está em busca de desafios, ou está se adaptando as tendências de empregabilidade de trabalho.

– Tem justificativas plausíveis para suas saídas das empresas e como sai de cada empresa.

Rodar muito de emprego dentro do mesmo setor/área de atuação pode demonstrar que o empregado não é um bom funcionário, que começa um projeto e não termina e que é insatisfeito com tudo e com todos. Ou, que é da natureza do setor/área de atuação alta rotação entre as empresas. Já em contrapartida, a pessoa que roda pouco dentro do mesmo setor/área pode ser vista como conservadora ou acomodada (não propensa a mudanças) e com medo de desafios e de enfrentar o desconhecido. Estes são alguns pontos de vista sobre rotação, agora outra análise possível são os motivos de saídas das empresas, em qualquer processo de seleção há a pergunta: porque tu saíste do último emprego? Esses motivos dizem muito. Nem quero entrar aqui na questão de disputas judiciais. Pois, cada caso é um caso. O que é possível pensar, é que se o candidato age de má fé e tem um histórico disso – independentemente da sua rotatividade – com certeza deve ser descartado do processo seletivo, pois esse dificilmente conseguirá permanecer por muito tempo em um emprego caso venha a ser contratado

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Como parar em um emprego?

Administração, Empreendedorismo, RH

Em primeiro lugar atualmente a permanência em um emprego por um longo tempo já não é o objetivo da maioria dos trabalhadores. Talvez os “Tempos Modernos” sejam outros.

Hoje não mais mal entendimento de quem permanece 12 ou 24 meses em um trabalho. Há quem diga que a permanência por 6 meses já o suficiente para uma ampla experiência e pode trazer a empresa motivação: vassoura nova sempre vare melhor.

Para o profissional que pouco fica em um trabalho deve transparecer ao futuro empregador: o profissional tem este perfil, o setor do ramo de atuação do profissional permitia esta mobilidade sem prejuízos, e o mercado de trabalho compreendia esta postura do trabalhador. Aqui cabe um cuidado para que o empregado não fique pulando de galho em galho, pois isso pode sujar a carteira dele! Isso mesmo, deixará uma má impressão.

Por isso, a mudança em curto período de tempo deve ser muito bem estruturada pelo profissional. Ter um bom currículo, boas experiências e boa formação são essenciais para o início de uma trajetória profissional em curto espaço de tempo em uma empresa. Sinal disso tudo, até no Japão os empregos vitalícios estão fora de moda. Na real, percebeu-se que a fidelidade a empresa por longo tempo pode gerar vários vícios ao empregado. O orgulho do empregado em trabalhar por uma vida de doação a sua empresa, hoje se resume em prédios para empregados vitalícios fora do mercado. Algumas empresas do ramo da tecnologia criaram estes espaços para acomodar empregados improdutivos para que eles possam aproveitar o tempo com algo que lhe tem interesse, e que talvez possa ser aproveitado pelas empresas.

Se até na terra do sol nascente as coisas mudam, no Brasil o entendimento de que rápidas experiências podem ser boas para empresa – pois recebe um trabalhador que vivenciou muitas empresas do mesmo setor ou até mesmo de diversos setores. Para a empresa, isso trás uma visão de mundo maior e mais aprofundada. Muitas vezes, as diversas experiências deste colaborador podem solucionar problemas que funcionários acomodados não resolviam. Ao empregado, isso dá uma excelente experiência de vida.

O futuro chegou e hoje os “Tempos Modernos” são outros!

Sujar a carteira 2

Pessoal, RH

Em primeiro lugar muitos empresários falam de que muitas vezes é bom contatar alguém novo, sem nenhuma ou pouca experiência no ramo de negócio. Mas na prática isso existe na mesma proporção que é propagada esta ideia?

Não sei a resposta certa, mas sei que quem é candidato deve se esforçar para romper estas barreiras.

O seu planejamento de carreira deve superar todas as adversidades do momento. Pense: Onde eu quero estar daqui a 5 anos? O que eu vou fazer para estar daqui a 5 anos onde eu quero?

Muitas vezes vale mais a pena engolir sapos e ficar onde está para que se possa conseguir experiência e currículo para depois sair, do que arriscar tudo em busca dos 5 anos. Para chegar aos 5, trabalhar uma coisa de cada vez é importante.

Procure criar relacionamentos a ponto de que seja visível perceber suas qualidades e muitas vezes a troca de emprego de uma empresa por outra pode ser visto como uma promoção ou readequação. Isso mesmo, trocar de emprego sem fazer seleção por meio de relacionamento!

Muitas vezes isso parece QI, mas na prática pode ser muito bem usado se tu for honesto + um bom profissional. E mesmo que tu não consiga uma colocação direta, os bons relacionamentos podem dar boas indicações.

Ou

Arrisque-se no mercado de trabalho em busca do que tu gosta de fazer! Isso é o fundamental de tudo. Se conseguir unir gostar do que faz + boa oportunidade de trabalho = sucesso.

E

Quanto a pergunta inicial, busque a sua experiência, se não tiver experiência de currículo, tenha experiência de maturidade!

Boa sorte!

 

Sujar a carteira

Administração

Em primeiro lugar deve-se ressaltar que os padrões morais modernos mudaram muito. Há quem diga ainda que uma pessoa que passa por várias empresas, não é um bom funcionário. Há, porém, outros que considerem isso normal ou não veem com maus olhos.

Penso que deve haver uma ponderação e faço uma consideração que deve ser analisado caso a caso, ponto a ponto, pessoa a pessoa, pois é importante analisar se  a pessoa:

– Muda dentro do setor/área de atuação, ou se muda de setor/área de atuação.

– Possui uma ascensão crescente na carreira e galga cargos melhores, ou se anda para trás, com piores cargos e em piores empresas.

– Mudou de interesses profissionais e está em busca de desafios, ou está se adaptando as tendências de empregabilidade de trabalho.

– Tem justificativas plausíveis para suas saídas das empresas e como sai de cada empresa.

Rodar muito de emprego dentro do mesmo setor/área de atuação pode demonstrar que o empregado não é um bom funcionário, que começa um projeto e não termina e que é insatisfeito com tudo e com todos. Ou, que é da natureza do setor/área de atuação alta rotação entre as empresas. Já em contra partida, a pessoa que roda pouco dentro do mesmo setor/área pode ser vista como conservadora (não propensa a mudanças) e com medo de desafios e de enfrentar o desconhecido. Estes são alguns pontos de vista sobre rotação, agora outra análise possível são os motivos de saídas das empresas,  em qualquer processo de seleção há a pergunta: porque tu saíste do último emprego? Esses motivos dizem muito. Nem quero entrar aqui na questão de disputas judiciais. Pois, cada caso é um caso. O que é possível pensar, é que se o candidato age de má fé e tem um histórico disso – independentemente da sua rotatividade – com certeza deve ser descartado do processo seletivo, pois esse dificilmente conseguirá permanecer por muito tempo em um emprego caso venha a ser contratado.