Tragédia

Geral, Pessoal

Em primeiro lugar a vida segue. Mas o desastre de Santa Maria ainda segue quente nos habitantes da cidade e ainda repercute fortemente na imprensa. Com certeza não há palavras que expliquem o fato. Não há palavras que animem quem perdeu entes queridos, apenas atitudes de conforto. A cidade de Santa Maria foi colocada negativamente no mapa. Até a imprensa mundial esteve presente, e hoje não há quem não conheça Santa Maria. O fato esteve na capa de vários jornais do mundo e é pauta principal de revistas e sites de notícias.

Infelizmente estes jovens morreram, e infelizmente servindo de exemplo para todo o Brasil em busca de normas de segurança mais rigorosas e de leis punitivas mais severas. Esta mobilização que ocorre a nível nacional não trás de volta quem se foi, mas evita que mais se vão em vão!

Depois de todo o acontecimento os esforços se voltam agora para descobrir as causas e os culpados do incidente. Porém foi lamentável a postura de alguns meios de comunicação e governantes, e até de algumas pessoas da sociedade civil. Guilherme Fiuza coloca isso muito bem em seu artigo semanal na Época, dizendo que “ainda saía fumaça da boate Kiss quando começou o julgamento da tragédia de Santa Maria. Pela imprensa de São Paulo e Rio de Janeiro, especialistas de plantão e autoridades instantâneas iam soltando veredictos em tempo real.” Infelizmente a maioria das pessoas gosta de ver sangue, gosta de ver sensacionalismo  gosta de sentir a energia das palavras ásperas de políticos e jornalistas. Quem age assim é uma minoria (não estou generalizando para deixar claro) porém, esta minoria penetra na cabeça das pessoas e conduz e induz seus pensamentos.

Pensando de antemão de tudo, todos – boate, músicos, prefeitura, bombeiros, os frequentadores e funcionários da boate e a lei – tem uma parcela de culpa, uns mais outros menos, no fato. E acredito que a Polícia Civil Gaúcha está fazendo um excelente trabalho. E que a polícia chegue ao fim do inquérito com uma resposta coerente e correta sobre causas e culpados. E que a partir disso, sejam punidos quem deva ser, aplicando-se a deficiente lei. Pela pressão da sociedade, não acredito que alguém possa se livrar de culpa depois de incriminado pelo inquérito.

Lamentável é também a postura de alguns políticos que ao desembarcar em Santa Maria, ou a distância mesmo, jogavam bosta no ventilador com declarações ásperas e acusatórias em um jogo de empurra-empurra. Ressalto a postura do Prefeito da Cidade, que pareceu ao entender do povo opaco e ausente. Mas, gostei da sua postura de não jogar bosta no ventilador. A imprensa sanguinária muitas vezes o colocava na parede em busca de uma posição enérgica que muitos outros políticos já haviam tido. Mas sua lógica foi diferente, e isso incomodou muita gente.

Lamentável também a postura de algumas entidades, empresas e pessoas após esta tragédia. Acredito que a postura destas deve ser mais de auxílio puro e bondoso do que sacada de mídia.

Lamentável em ver mais uma vez a hipocrisia das mentes de nossos compatriotas. Jogando franco, Eu, também gosto de sair a noite, e ultimamente andava saindo muito pouco – pois não estava gostando mais do empurra-empurra das boates. A Kiss era um destino de muitas festas que eu ia, assim como de muitos outros amigos. Me sinto um pouco culpado pois a lógica que permeia é esta: quanto mais gente, melhor. Eu pensava assim também, e se eu jogar bosta no ventilador agora estaria sendo falso comigo mesmo. O que quero dizer é que assim como o Fiuza falou, penso que todos agora são juízes e advogados. E acredito que neste momento devemos muito mais orar e ajudar nas famílias prejudicadas – e esta função nós cidadãos civis podemos fazer, o resto não é da nossa competência.

O meu desejo é de mostrar que nós podemos agir diferente aqui. E que paremos de nos deixar levar pela imprensa sensacionalista. E que paremos de jogar bosta no ventilador. E que tenhamos mais consciência e que atuemos mais por nossos pensamentos. E que paremos de achar que as coisas só acontecem no vizinho, ou que isso ou aquilo não vai dar nada, ou que com um “jeitinho” tudo se resolve.

Impressão Paraguay

Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar, tenho pena do Paraguay pois é o que é porque a Tríplice Aliança devastou o país. E depois de quase varrer o país do mapa minaram um país próspero com ideologias podres por décadas. Assim, não tinha como se levantar.

Sinto que muitos Paraguayos tem medo de mudar. Conversando com várias pessoas é visível que eles são muito “família” e que não são preparados para sair mundo afora, ou mesmo tomar atitudes para mudar sua própria realidade.

Esta resistência, ou porque o descrédito que as coisas não mudam, faz com a preocupação com o bem estar coletivo e a preocupação com o que é público e do outro seja ignorada. Assim, a força do Estado através da Lei é superada pela julgamento individual de cada cidadão.

Economicamente o país tem muitos problemas e uma volatilidade grande. O Paraguay tem muitas riquezas e é mal administrado. Possui atrativos turísticos mal explorados, e o fato de ser um país mestiço, com orgulho dos guaranis pode trazer muitos turistas.

Analisando alguns dados do Mercosul, podemos observar que o Paraguay é o País que mais recebe recursos do Bloco para projetos de desenvolvimento. Porém, há um contraste muito grande, pois assim como vemos uma magnifica sede da Confederação Sul America de Futebol, vemos uma pobreza enorme nos bairros da periferia e no comercio popular do centro.

Por fim, se o Brasil e Argentina pararem de considerar o Paraguay como colonia, e o governo de Asunción abrir seus olhos e mirar o futuro e o povo trabalhar para que a situação atual mude eles serão felizes para sempre. Mas infelizmente eu não verei, tampouco meus filhos!

Argentina Agora

Geral, Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar, Argentina sempre se considera em crise. Ademais desta questão psicológica, o povo argentino não aguenta mais a instabilidade econômica.

Em uma breve comparação com o Brasil nos faz pensar que é a corrupção que corroí a Argentina. Mas, penso que o que falta é uma continuidade de políticas financeiras, econômicas e de desenvolvimento em longo prazo. É engraçado, pois os argentinos comentam que se um governo começa uma obra pública o governo posterior faz questão de finalizar. Então, o problema é mais complexo.  Na verdade falta qualidade de gestão.

A YPF tem que ser nacional, assim como todos os recursos naturais devem ser do Estado, ou seja, do povo. Óbvio que a crise europeia faz com que a Espanha chore pela YPF. Agora, a Argentina não deve deixar que outros países passem por cima de sua soberania nacional para fazer dela uma colônia. Assim, como penso que as sanções em retaliações a decisão de nacionalizar a YPF são uma verdadeira baixaria.

Por fim, penso que a Argentina deve gerir melhor seu caixa, lutar por seus direitos e por seus recursos. Porém, penso apenas que deve reaver decisões como fechar as importações, pois isso sim não fará bem ao país. Assim como elevar o preço da erva, porque neste caso, nem a política do pão e circo vai ajudar. O que os políticos de aqui tem que pensar é que política econômica pode trazer votos também!

Quem poderá nos defender?

Geral, Política

Em primeiro lugar a Constituição Brasileira é quem manda! E ela prevê o direito de Greve.

A greve expurga os sentimentos oprimidos de grupos e trás a tona uma realidade desconhecida e renegada pelo Estado. Os governos brasileiros não encaram os problemas de frente e fingem resolver, e para quem se sente em um buraco preso a única maneira de sair, é gritar. Isso foi o que ocorreu no Rio de Janeiro e na Bahia.

É revoltante a remuneração que os policiais militares, bombeiros e policiais civis recebem. E é revoltante ver os governantes omitirem ajuda as corporações formadas por verdadeiros heróis. Desde os tempos mais remotos sempre existiram ovelhas negras no rebanho, e dentro das forças militares são estas ovelhas negras que rasgam a farda das corporações.

Sou favorável a greve de modo geral, exceto a greve de militares de qualquer patente ou corporação. Arma de fogo é para pessoas preparadas, disciplinadas e organizadas em busca do bem coletivo. Penso que uma greve de militares com atitudes “vandalisticas” os tornam guerrilheiros armados em busca do seu próprio bem. Isso é intolerável. As atitudes banditistas dos militares grevistas não sofreram apoio popular e geraram uma repercussão negativa contra os próprios militares. O tiro dos militares saiu pela culatra. Apesar de ser contra qualquer greve de militares, o que eles poderiam fazer para ganharem apoio a suas manifestações seria protestar silenciosamente. Gandhi ensina muito bem isso, pois o silêncio fala muito e toca profundamente.

Por fim penso que a sociedade Brasileira precisa urgentemente de uma grande redefinição de valores, papéis e objetivos. Para que todos possam amar a mesma nação e que todos sintam-se irmãos para caminharem juntos. Pra mim uma sociedade com greves em demasia e com grandes conflitos sociais é sinônimo de uma sociedade que não sabe resolver seus problemas pela raiz. O problema dos militares é antigo e pode ser resolvido o mais rápido do que se imagina, porém os entraves ideológicos emperram o diálogo que poderia resolver este impasse. Enquanto os problemas não são resolvidos, quem poderá nos defender?

Seca

Geral, Política

Em primeiro lugar, é melhor prevenir do que remediar. Infelizmente o Rio Grande do Sul vive hoje uma grande seca, gerando muitos prejuízos econômicos e social. A ajuda do Governo Central parece distante e o Estado sem fôlego jamais poderá ajudar a curto prazo, e o que vemos é um semblante de desolação em todos, principalmente os produtores.

Já é  fato que o Brasil não tem uma política preventiva, e prefere solucionar as consequências do que as causas. Isto se deve ao fato da mentalidade de nossos governantes, uma vez que é mais publicidade mostrar que ajudou a salvar a população da seca com milhões de recursos liberados (quando ajuda) do que construir reservatórios de água para produção e consumo humano. Os egípcios que viveram no Vale do Nilo descobriram a importância de guardar a água há 6000 anos a.C. E hoje nos não somos capazes de fazer o que eles faziam, talvez seja preciso necessitarmos de água como eles necessitavam para que alguma solução surja.

Assim, admitir que pessoas morram por falta de planejamento é uma vergonha! Vergonha deste Estado omisso e também dos cidadãos que pouco fazem para cobrar e tomar soluções. Sim! Fazer algo por conta própria ou em conjunto também é uma solução. Não se esqueçam, enquanto uns choram, outros vendem lenços.