Sim! Por reformas.

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar o país precisa sim de reformas: tem que reformar todo o povo antes de tudo.

A culpa não está só no alto escalão dos mandatários da nação. Eles são o reflexo do povo. Há políticos corruptos, há pessoas corruptas. Há empresários corruptos, há empregados corruptos. Há recolhedores de impostos corruptos e sonegadores espertos. Sempre dá um jeito. Sempre tem um jeito não? No fundo, é só caixa 2. Tudo normal, segue o baile.

Como mudar o povo é difícil, o país perdeu uma oportunidade única (e que foi muito ruim e árdua para se criar) de ao sair da ditadura criar um país maduro. Algumas democracias surgiram sólidas após períodos ditatoriais. Outras, porém, assumiram a posição de tirania mudando apenas os atores – seguiram governando para si e para hoje. O único objetivo de longo prazo era seguir sempre no poder.

O Brasil precisa hoje de reformas sim. Falando das reformas que estão ai, a Trabalhista, Previdenciária, Política e Tributária são as reformas que deveriam ser feitas pós-ditadura militar. Falando de duas reformas, penso algo que poderia ser muito válido, simples e de fato transformador.

Reforma da Previdência

Criar os seguintes institutos de previdências públicas independentes, e então cada uma pagando por suas peculiaridades:

  1. Previdência Única e Nacional do Empregado Rural – Incluindo todos que são trabalhadores do campo e meio rural.
  2. Previdência do Funcionário e Empregado Público (cada esfera com sua própria entidade, sendo facultativo aos municípios) – incluindo todos os que recebem do governo de acordo com suas esferas.
  3. Previdência Nacional do Empregado Urbano e Geral – incluindo todo mundo que tem carteira assinada e que não se encaixa em nenhum outro regime de previdência.
  4. Previdência Nacional do Empregado Especial – incluindo todas as pessoas que pelo regime Geral  ou algum outro estariam obtendo alguma vantagem de se aposentar: antes dos demais, com o valor integral ou com qualquer outro tipo de benefício. Aqui está a periculosidade e insalubridade.

Reforma na organização do Estado

Fonte: Do autor. Organização de Estado e Governo

 

Acredito que antes de tudo, deveria haver um órgão recolhedor das receitas públicas de distribuir proporcionalmente entre os poderes. Todos sofreram como país unido o crescimento e crises. Além disso, deverá haver como forma de coordenar a Segurança e a imagem de país o Estado. Ou seja, separar do executivo de Chefe de Estado.

Punição grave aos crimes de corrupção

As prisões devem ser locais de regeneração ou de reclusão de pessoas danosas a sociedade. Por isso, TODOS os presos devem trabalhar na prisão – recebendo salário por isso. Para manter seus familiares, e que quando saiam da prisão tenha dinheiro para não depender da volta ao crime.

E aos presos por lesar a ordem e economia pública pena máxima das máximas. Corrupção, lavagem de dinheiro e danos ao sistema financeiro deveriam ser alguns dos crimes com pena máxima. E mais, nunca mais poder ser elegível a qualquer cargo público, tampouco como empregado público. Doerá, mas resolverá.

 

Nós temos muito o que mudar e aprender, infelizmente, quando o time não ganha se troca o treinador, as vezes justa ou injustamente. O fato é que em países imaturos e democracias instáveis, a crise econômica sempre podou os governantes. É fato histórico no Brasil isso.

E após 28 anos de democracia de esquerda, alguém se deu conta de que é necessário mudar e amadurecer a nação, encarando seus problemas e resolvendo.

Como é o povo que tem que reformar. Cabe a nós trocar o técnico, mesmo que seja o menos pior.

Desemprego estrutural

Administração, RH

Em primeiro lugar os mais de 13 milhões de cidadãos desempregados no Brasil não alarma. O que de fato alarma, é que após este período de recessão muitos empregos não retornarão ociosos. Isso representa que há nestes desempregados desemprego estrutural. Ou seja, quando a economia voltar a crescer, haverá ainda desempregados sem espaço no mercado de trabalho.

O motivo disso?

Talvez a euforia do consumo pelo consumo, e do consumo por consumidores que não necessitavam/não tinham estrutura de absorção deste consumo, tenha passado e hoje não há demanda para um mercado que não irá consumir. Parece simples de resolver esta equação, no entanto, a macroeconomia é realmente para quem entende.

Por isso, nesse momento, o melhor é cautela. Buscar qualificação adicional e manter-se no emprego atual são mantras importantes. Não esqueça, mais vale um pássaro na mão do que dois soltos.

Politicamente correto: não há espaço para ficar sobre o muro

Política, Sociedade

Em primeiro lugar ser politicamente correto não é ser absolutamente certo.

Essa premissa está tão presente hoje que há o entendimento de que não há mais espaço para pessoas ficarem em cima do muro. Muros estes construídos muitas vezes para justamente existir um muro para ficar sobre ele. Estranho isso não é? Mas é o que parece atualmente. Cria-se muros para juízes de plantão proferirem sentenças absolutas e eventos de Facebook conclamarem milhões de pessoas para um evento virtual.

Há por parte de algumas pessoas de nossa sociedade de que a maioria deve pagar por oprimir minorias. Há grupos que pregam que a maioria deve arcar com os ônus de ser maioria e de ter que suportar bônus para que a minoria seja ressarcida por anos de opressão. Até mesmo nossos representantes eletivos estão saindo do muro e assumindo posições até recentemente impensáveis. Na real, muitos hoje estão assumindo seu lado. Muitos voltaram a ter liberdade de assumir um lado. De ser e pertencer a algum grupo, sem que isso gerasse pré-conceito.

Não critico as minorias por existiram, no entanto, as minorias das minorias que pregam o ódio, e que galgam espaço pregando ferozmente que a maioria não presta e não deveria existir do modo como é, deveriam beber do mesmo veneno que pregam.

Partindo do pressuposto de cada um é livre e que deva respeitar as leis dos homens, limitando-se a não interferir no destino do seu próximo, se eu quero pertencer a um grupo de maioria “a” ou “b”, ou de minoria, isso não pode ser condenado por ninguém. Nem pela maioria, tampouco pela minoria.

E foram as varas judicias de plantão que estão tornando as pessoas cada vez mais participativa de grupos. Tanto de maioria ou de minoria. Isso é bom!

É bom, pois vamos viver uma sociedade plural, e não em uma sociedade de aparências, onde todos querem estar de bem com todos, ser o que não são, pensar o que não querem pensar, agir contra gosto, e receber aquilo que não deseja. Alguns afirmam que a Direita saiu do armário. Até pode ser, mas isso é ruim? (Extremistas de Direita e Esquerda são sim problemáticos) Ser de Direita, ou de Esquerda – no sentido político ideológico, não é ruim! Nos últimos anos parecia que todos estavam do mesmo lado, mas ao mesmo tempo não estavam.

Os muros antes construídos, parecem agora findar, mas o que nunca findará é a necessidade de pertencimento. Qual é o  seu lado agora que não existe muro para ficar sobre?

 

Produzir com teto para produzir sempre

Geral

Em primeiro lugar é sabido que na Europa, e em muitos lugares do globo, o Estado controla a produção de insumos primários da produção agrícola. Limita para que não haja excesso de oferta, baixando preços e desequilibrando a cadeia produtiva.

Ruim para os consumidores? Talvez não. Produção na medida certa ao preço justo e equilibrado.

O fato do Estado regular a alimentação não pode ser visto como Estado manipulador, mas como Estado organizado que visa o bem estar alimentar dos cidadãos.

No entanto, não se pode esperar um Estado totalitário regrando, fiscalizando e controlando. Isso, seria apenas passageiro. Até as pessoas se cansarem. Inclusive, no livro de Ayn Rand em A Revolta de Atlas, o Estado limitador do pensamento, da ação, da produção e da vida das pessoas não é um modelo de capitalismo e nem de socialismo que reina eternamente, ao menos, não passará a eternidade sem sofrer abalos profundos.

Na Europa a produção agrícola segue regas rígidas de teto de produção. Motivo: sustentabilidade do sistema de produção. Antes de falarmos em produção verde, deve haver para futuro da humanidade a certeza de continuidade de produção antes de tudo. No Brasil, quem irá para o campo produzir se as melhores ofertas de renda estão na cidade? Ou melhor, quem terá recursos para investir na produção empresarial no campo? Qual negócio gostaria de ter sua produção limitada? Interessante reflexão, certo? Sim! Precisa-se.

Em um momento onde os empregos se escasseiam na cidade, apostar no emprego rural – como empreendedores rurais, não seria uma possibilidade de garantir renda a quem quer trabalhar? Pois, para estas pessoas, algumas seguranças – seguro agrícola e oferta equilibrada para preço justo. Por isso, produzir no teto para produzir sempre.

E você, já pensou em se mudar para uma propriedade do interior para trabalhar?

 

Ditadura do silêncio: Novo modelo de governo do século XXI

Política, Sociedade

Em primeiro lugar qual governo não logra êxito se o povo permanece calado e imóvel?


Não aqui que todos devem sair quebrando tudo, ou realizando greves e ocupações. Apesar de que as greves são até previstas em lei. No entanto, por que ficamos praticamente 13 anos sem criticar com veemência o governo que geria o estado brasileiro? Porquê? Por que ninguém (ou muito poucos) criticavam ações erradas do governo?

Era feio criticar o governo? Era errado?

É, parece que sim!

Então, parece que ficamos 13 anos em silêncio? Acho que sim. Como conseguir isso? Pergunto: Alguém poderia de fato conseguir reclamar?

Empresários, produtores e consumidores estavam com crédito fácil – nem sempre barato, estavam em uma bolha de crescimento onde tudo era possível fazer, vender, consumir sem fazer contas. Qual foi a última vez que tu pensou e planejou a compra de algo? Funcionários públicos com bom empregos e situação de trabalho avantajada: a máquina pública seguia em expansão. Ou seja, promoções e oportunidades estavam a todo vapor. Estudantes com mil bolsas, intercambio, financiamentos, milhares de cursos a escola, diversa instituições, mais bolsas, e etc. Tudo isso a que custo?

Quem então poderia falar mal do governo? Até a oposição eu penso que foi silenciada. Que governo bom ein!

Mas e agora, qual é o motivo das “massas” estarem inflamadas? Hoje sabe-se de vários problemas que foram herdados e vários problemas que apareceram por má gestão – sem falar daquilo que ainda não vimos. E as massas protestam contra a solução dos problemas ainda. Quer dizer então que elas querem de volta o antigo governo – isso é uma coisa meio óbvia neh. Mas não e os problemas, quem vai resolver? Ou irão inventar novos problemas para resolver os velhos?

Esse é um assunto que vai longe.

Esquerda ou Direita, não importa. O povo não quer ser mais bobo. Quem trabalha não quer suar por dois, pois o fardo está pesado demais. Então qual é a solução? Quem grita não é de fato quem estava amordaçado, mas sim, quem amordaçava. Quem precisa gritar, não grita! Vota diferente.

Por isso, o trunfo dos novos governos que iniciaram o século XXI foi de tentar comprar todo o povo. Sem planejamento, esqueceram de pagar a conta. E mais, quem tanto fala de que para pagar esta conta não se pode cortar direitos, esquece de quem tem deveres que garantem os direitos (tem que cortar direitos dos Reis também para a conta fechar).

Em busca de um entendimento nacional

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar estamos vivendo um momento de mudanças.

O Brasil, em sua continentalidade, tem muitas diferenças, igualdades, aceitação das diferenças e discriminações. O país com suas culturas e desculturas, tem uma Federação que tenta fluir os diferentes para uma aceitação mútua de tolerância. O progresso comum é alcançado por meio de acordos e legislações direcionais. As guerras civis ocorridas foram mais emancipacionistas do que grupos disputando revoluções nacionais – com ligeiras exceções.

Um país com uma identidade em construção busca atualmente um entendimento de que rumo quer tomar. Muitos se perguntam quem está certo ou errado. Quem mente, quem fala a verdade. Quem faz mais ou menos. Quem é mais certo ou errado. Difícil compreender tudo. Difícil de imaginar o futuro. Quem lidera o país? O que acreditar? Em quem acreditar?

Ninguém sabe nada. Alguns arriscam pitacos.

Brasil, o que somos nós realmente? O que este barulho político demonstra de nossa sociedade? O que isso pode nos ajudar? O que isso pode deixar de aprendizado?

Fazer disso tudo um trampolim para o progresso com ordem, justiça e distribuição de renda é o que a classe do poder poderia fazer. Porém, a classe do poder é o nosso reflexo. Pena, pois este espelho não reflete o futuro.

Afinal, que país é esse?

Mimimi: Uma geração de novos que os antigos querem copiar

Pessoal, Política, Sociedade

Em primeiro lugar quando era mais novo parecia que vivia em outra sociedade. Em uma sociedade que se vivia mais do que se falava. Hoje, todos preferem desculpas, enfrentar tudo com toga, todos gostam de exposição de sofrimento, todos preferem passar por sofridos, brincadeiras não existem mais, tudo é difícil, trabalhar é pecado, ser correto é errado, todos devem ser servidos, ninguém quer servir, patriotismo é coisa de idiota, ser religioso é cafona, passar de ano sem estudar é o desejo, ganhar milhões sem esforço é o que todos querem, trabalhar novo é trabalho infantil, respeito pela postura de força física é coisa de bárbaro, o Estado não é mais respeitado, as instituições gozavam de chacotas diárias.

A geração mimimi não é só uma geração de pessoas que nasceram a pouco tempo (após os anos 2000). Uma quantidade considerável de pessoas mais antigas sentem-se no direito de levantar uma bandeira de reclamatória pertinente a geração dos novatos.

Como este novatos irão se comportar na sociedade e nas empresas não se tem certeza. Há vários autores tentando conceituar e futurizar isso, porém, sem muitas conclusões exatas.

Provavelmente esta é uma geração que deseja causar, que desejar ir para às ruas brigar por algo, que deseja marcar! Talvez esta geração deseja ensinar a vivermos menos preocupados com as coisas e viver mais feliz. Porém, eles estão mais preocupados em aparecer do que de fato fazer algo. Não consigo compreender como existe hoje tanta reclamação para tudo. Tudo está ruim, tudo parece estar errado. Não consigo compreender como há possibilidade de pessoas ainda acharem que tudo irá cair do céu. O motivo para isso: não sei. Mudanças de governo, novas tecnologias, famílias com menos filhos, menos dificuldades… não sei.

Vamos esperar que a geração da aposta (uma geração que aposta que o mundo vai mudar por eventos organizados via redes sociais e poucas ações práticas), a geração mimimi, possa deixar de ser uma promessa. Que o mimimi se reproduza em mudanças estruturais de evolução de tudo o que gerações anteriores realizaram. E que possa garantir a geração X e Y uma solução (na real uma boa administração) para suas respectivas contribuições a aposentadoria.