Fujam para as colinas

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar, o mundo está um caos social, financeiro e econômico, moral e agora um caos na saúde.

De fato, em 2009 o Influenza A (A Gripe Mexicana ou Gripe Suína) nos abalou também. Me recordo de ir a faculdade de máscara. As 500 mortes no Brasil foram um alerta de como deveríamos nos prevenir.

Ouvindo alguns biomédicos (três para ser mais exato), pude aprender um pouco mais desde mundo de vírus, doenças e epidemias. A então Presidente Dilma, e sua equipe, realizaram um grande trabalho na contenção do Zika Vírus. Que, diferente do Corona Vírus, não mata o hospedeiro. “Doença silenciosa”. Algo de muito valor no trabalho do Governo na época do Zika foi a criação de uma rede rápida de comunicação entre os entes médicos e de saúde pública. Além disso, estrutura física foi ampliada e preparada para detecção de doenças novas e perigosas. E, por isto, quando o surto veio à tona na China, o Brasil rapidamente colheu as informações e conseguiu de antemão saber o que fazer com os doentes. Dia 29/02 o país já sabia o sequenciamento do vírus a partir dos infectados brasileiros. E, isto levou 48 horas! Enquanto muitos países levaram 15 dias.

Na Europa os primeiros casos foram identificados em fim de janeiro. A Itália começou em 19/02. O primeiro caso confirmado no Brasil ocorreu no dia 25/02, durante do carnaval, em São Paulo.

Percebo hoje muitas críticas ao Presidente sobre tudo. Acredito que como primeiro mandatário ele deve estar ao lado do povo, com o povo e a frente do povo (no sentido de dar o exemplo e liderança). De fato, os seus discursos são truncados, mas sempre com muita verdade. E a verdade dói.

Antes de ir para os EUA (e nos EUA eles foram infectados) e ele afirma em um discurso, ao ser questionado sobre, tipo, tem manifestação, vão! Ok, mas não vi ele convocar. Obviamente que quem convocou apoia ele. E as passeadas ocorreram em ambiente de tranquilidade. Diferente do carnaval.

E pouco se fala que tivemos o carnaval! De 21 a 25 de fevereiro milhares de turistas adentraram ao Brasil. E se o Governo tivesse cancelado as festanças do Carnaval? Na Cidade Baixa e Porto Alegre, ao que vi, as pessoas que ali estavam não eram muito favoráveis ao Governo. Se a festa fosse cancelada, o que diriam do Governo? As emissoras que detém os direitos televisivos da festança iam concordar?

Percebo que o discurso do Governo Federal é equilibrado. Sem causar pânico, vamos conter a epidemia e fazer com que nem todos fiquem doentes ao mesmo tempo. Os reforços de dinheiro liberados foram calculados com sensatez. O país que preferiu investir em países amigos, e fazer Pan, Copa do Mundo e Olimpíadas agora sangra novamente recursos para conter o surto. Mais uma vez, a conta virá salgada. E é por isso que as coisas devam ser feitas com uma gestão correta.

A histeria nos leva ao pânico. Limpar o álcool em gel dos supermercados, saquear e fazer coisas sub-humanas, etc.

Ao meu ver, as fronteiras deveriam ter sido totalmente fechadas. Quem está aqui está, quem não está, não está. Infelizmente seria isto para blindar o país. Além disso, as pessoas deveriam proteger-se pessoalmente melhor e voltar a ter hábitos de higiene melhor. Porém, a quarentena para muitos foi férias. E, muitos se sentem especiais e acha que podem descumprir orientações.

A entrada do vírus no país e mortes é inevitável. Mitigar o risco é o caminho. Mas, logo adiante, sofreremos. A Influenza matou cerca de 500 pessoas no Brasil e a vida seguiu. Porém, após o Covid19 uma recessão virá. E, teremos outro grande problema para lidar se não soubermos como lidar bem com a doença.

De fato, estar longe de casa não é fácil. Mas, se precisamos sacrifícios para o bem de todos deveríamos assim os realizar. Portanto, fujam para as colinas! No sentido de que se cuidam, façam o necessário para ficarem bem e não atrapalhem.

Eleições sim

Política, Sociedade

Em primeiro lugar depois de mais uma redemocratização no Brasil, acredito que essa será a eleição mais interessante desde então.

Infelizmente hoje estamos com ódio no coração da esquerda e direita do país. É, não deveria ser assim. Parece que quem está no poder tem sede/projeto de perpetuação no poder a qualquer custo. E parece que quem não está no poder só joga contra desconstruindo o que se faz de bom. Mas o que mais me intriga não é isso, é ver a direita ser esculachada de todos os lados, como se o certo é ser de esquerda, como se ela tivesse vencido a disputa em 1989.

Cada dia que passa, estou mais convencido de que a nossa sociedade foi moldada nas últimas duas décadas (1990 e 2000) para que o socialismo fosse dito como o único caminho certo. A educação das crianças já vem sendo moldada nesse sentido. Estes dias eu ouvi de uma pessoa que o Nazismo foi de direita, eu interpolei de que talvez não fosse bem assim, e ela respondeu: “mas então tu vais me dizer que não houve o holocausto? ”. Desde quando ser de direita é sinônimo de holocausto, ou melhor então, foi só a direita que matou sem sentido? Coitado dos Russos, Chineses e mais recentemente do tio de Kim Jong-um o Jang Song-thaek.

Enquanto escrevia este post, escutava o documentário do Sila da Conceição, e caiu como uma luva e inspiração enquanto escrevia. Um grande exemplo de superação, determinação e inteligência e a não aceitação do status quo podem transformar vidas.

Estas eleições, podem ser uma oportunidade para a sociedade brasileira virar à direita. Talvez não com o governo de direita ideal, mas ao menos um que comece a virar nosso leme. Porém, infelizmente, partidos de direita surgiram agora (mais de duas décadas demoraram) com mais vigor. Na realidade, no Brasil são pouquíssimos partidos de direita, e a direita também não está nada organizada e aparelhada como a esquerda. Um estado livre, menos inchado, com autarquias atuando no desenvolvimento (assim como fez a Coréia do Sul), menos impostos, impostos mais fáceis de pagar, que a renda do trabalhador fosse menos carregada de IR, que a sociedade não vivesse na insegurança e morrendo nos hospitais, que trabalhar não é feio, ter capital não é crime, ter terras não é atraso, produzir não ser um fardo, que os direitos venham com deveres, que a honestidade valia mais que a incompetência, que haja respeito pelos símbolos nacionais, que seja uma democracia da maioria, que a minoria seja respeitada sem massacrar a maioria, que a minoria tenha liberdade e oportunidades iguais a todos, que os crime sejam punidos severamente, que a justiça e a polícia sejam valorizados e respeitados, que as pessoas conquistem seus espaços por merecimento das oportunidades que surgirem, que as pessoas respeitam a cultura e a religião como algo que sempre teve ao lado de todos.

E resumo dizendo, podem falar o que quiser, mas “tudo mundo” corre para os Estados Unidos da América para ter “liberdade”, oportunidade e dinheiro. É cômico ver pessoas imersas no comunismo e quando conquistam a liberdade aproveitam o máximo, mas dizem que lá no seu país está certo (experimente prender um carro por um longo tempo em uma corrente e depois solte ele – essa é a sensação). Mas não tem mais a postura socialista permeada, e passam a gozar as benesses da liberdade, do capitalismo e do dinheiro. Certo ou errado, o capitalismo venceu e se provou melhor. Mazelas há nos dois sistemas, e em um mundo cada vez mais velho, “mais previdência” e mais competição por trabalho, não há espaço para o cabresto do comunismo vencer a necessidade de evolução. É cômico ver pessoas que venceram na vida, ganham bem, e hoje gozam de uma vida confortável, mas que não doam nem 20 pila para uma rifa. Ou, quando questionadas, mostram que suas famílias vivem totalmente a margem dos que mais precisam – nem sequer para praticar filantropia. Mas, defendem o socialismo. E detalhe, venceram na vida sem ajuda de ninguém! Imagina se não tivessem essa liberdade para isso? Se não tivessem força de vontade? Se não tivessem conhecimento e atitude? Iriam querer que o Estado fizesse isso, pois, assim defendem para os outros. Como se fosse que viver com R$ 954,00 por mês fosse algo de bom tamanho.

E ainda cabe dizer, que conservadorismo há de direita e de esquerda. Reflita, mesmo perdendo em 1989, os países de esquerda tampouco fizeram valer o nome democracia em seus nomes. Ou seja, a esquerda conservadora não larga do osso também.

PS.: Atualizando hoje 05/10/2018

Ontem no último debate dos presidenciáveis (diga-se de passagem que o da Band foi melhor do que este da Globo) esqueceram de bater sobre os maiores esquemas de corrupção que destruíram as finanças do Tesouro, das empresas Estatais, e fragilizaram a economia. O partido que fez isso saiu praticamente ileso! Horas, a que ponto chegamos neste país? Roubou, mas fez – “tá serto”. Fins justificando os meios… Que país é esse?

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Foto por Jens Johnsson em Pexels.com

Promessa de emprego

Política, Sociedade

Em primeiro lugar sempre fui um pouco descrente com promessas. Cipá meus amigos cumprem suas promessas.

Ouvi nos primeiros debates presidenciáveis promessas afirmativas como: “vou tirar você do SPC”, “vou gerar 6 milhões/10 milhões de empregos”, “isso no meu governo será prioridade (sim, tudo o que falam saúde, educação, segurança, infraestrutura, investimentos, empregos, reformas, etc, sim, TUDO é prioridade, porém, alguma coisa tem que ser prioridade!)” e prometem esforço total a tudo.

Quem dera se o governo pudesse fazer isso de uma hora para a outra. Quem dera ao eleitor acreditar nisso também. Porque se não, tava tudo mundo com os boi pego. Vamos eleger o cara que vai fazer tudo, limpar meu nome, por ordem pela bala, me manter vivo com saúde e ainda me dar emprego: perfeito!

Não caia na lábia das coisas fáceis.

Já parou para pensar como seria uma vida extremamente controlada? Quantos não gostavam do controle dos pais? Em excesso e pela falta faz mal. Mas a liberdade nunca se poderia tirar, isso, faz mal.

Escrevo no meu blog coisas relacionadas a trabalho, política, livros e alguma coisa de sociedade. Penso, que o modelo que a Coréia do Sul de progresso possa ser seguido no Brasil. Afinal, os sulistas eram mais pobres que os brasileiros no século passado. E olha no que viraram hoje. Até cirurgia para retirada do olho puxado os cara tão fazendo.

O Estado lá foi forte e impulsionador, não matando a iniciativa privada, mas sendo o maior investidor (com ou sem parcerias) nas coisas mais essenciais do país. Quando a roda começou a girar e os empresários apostaram no país, aos poucos o governo começou a reduzir o papel do Estado (isso em uma explicação rápida aqui do processo lá). Então, com muito suor, eles deram a volta por cima. Não com promessas.

Portanto meus amigos, não acredite em tudo o que falam. Pesquise e pense. E lembre-se, se tu não conseguem emprego, se tu corre atrás de tudo e está difícil, não julgue facilmente esta questão.

Juros altos ainda (para giro e investimento), altos impostos, infraestrutura cara, custo Brasil tendo que ser contabilizado, fuga de capital e de mentes, tudo isso está fazendo o país parar – somado aos desgovernos ainda. Portanto, não caia na conversa fiada. Confesso, que aquelas que menos prometem, caem mais no meu gosto.

Simbolo da bandeira da Coréia do Sul. Equilíbrio acima de tudo

Significado dos simbolos da bandeira da Coréia do Sul. Equilíbrio acima de tudo

Morrendo por inanição ou mutismo seletivo

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar se está ruim no Brasil hoje (onde a solução para esta parada dos caminhoneiros é de curtíssimo/curto prazo – mas deveria ser uma solução de longo de prazo), imagina na Venezuela onde talvez, e se for possível, a solução para o desabastecimento geral será no longuíssimo prazo.

De fato, é bom também para a população ver e sentir na pele a dificuldade de uma verdadeira crise prática – que é o desabastecimento. A crise econômica supera-se, é ciclo (ou deveria ser). Agora, faltar produtos essenciais, e até mesmo o supérfluo, o furo é mais embaixo.

É bom por qual motivo? É bom para darmos valor a pequenas coisas, para darmos valor a pessoas que muitas vezes não vemos ou ofendemos sem motivo. É bom para termos consciência de qual governos merecemos ter e o que deveríamos ter. É bom para entendermos que linha econômica/estrutural/política precisamos ter para o Brasil fazer justiça a posição de economia mundial hoje ocupada por nós.

Antes que me critiquem por estar hoje em uma empresa pública (sou celetista com CLT e não estatutário), penso que se o Estado tiver empresas públicas, elas devam ser integradas a economia e lucrativas. E assim deve ser nossa economia. Motivada a ser lucrativa, investidora e com empregos.

A greve é perfeita e totalmente plausível.

Mostra que erros do passado na infraestrutura e no modal de transportes, hoje nos penalizam por evidenciar que o país não fez nada para que os caminhoneiros tivessem condições de trabalhar. E o contesto de incompetência com o uso dos altos e errados impostos, e da discriminada corrupção sistêmica, deixaram o país com um alto passivo e custo. Estar no Brasil é caro. Paga-se mal e caro. Sim, os impostos estão errados, alíquotas equivocadas, e voltando ao assunto do paragrafo, o Estado não faz por merecer tanto poder e dinheiro. O custo Brasil, é pago duplamente.

Então, vamos esperar o país morrer por inanição ou mutismo seletivo?

 

Porta giratória não gira de graça.

Administração, Sociedade

Em primeiro lugar pelo senso comum pode-se dizer que falta finanças pessoais no brasileiro.

Pela primeira vez não quis impactar na chamada, em outras palavras muitas pessoas não entendem como funciona uma vida bancária. As pessoas não sabem o que é um limite!

Muitos já ouviram: “Deixei 200 reais no banco e quando fui lá devia 1000 reais! O banco pegou meu dinheiro”. Chega a ser engraçado ouvir, mas a “mea culpa” é que também falta hábito de ensinar. Porém, ensinar alguém de cabeça feita é árduo. E nem é questão de vender ou de explicar, é ensinar mesmo. O problema vem de anos e o problema é apenas o reflexo de nossa sociedade.

No início dos anos 2000 eu ouvia muito sobre bancarizar as pessoas, e até participei de umas discussões sobre a necessidade de tal feito. Porém, a que custo? Com uma concorrência acirrada, quem vai bancar a máquina bancária com apenas um número de conta? Difícil equação.

Bancos virtuais e digitais, estão percebendo que não há como viver apenas dos juros do giro do dinheiro, haja vista que as pessoas demandam de atenção e de necessidades que sem pagar por isso, no amor apenas do banco, não mantem site em pé.

Em época de reduzir custos, a concorrência se empenha mais em manter bons resultados para si e seus clientes, e do contrário, a porta não vai girar.

Isso tudo é só o sinal da sociedade que se criou onde tudo deve ser feito de graça. Até quando vamos ficar nessa sociedade gratuita? Arrisco a dizer que o brasileiro paga juros errado pelo seu modo de consumo, e reclama. Mas paga impostos equivocados e cala-se diante da inoperância do governo.

Almoço grátis não existe.

 

De volta à Argentina

Geral, Pessoal

Em primeiro lugar em 2012 realizei intercambio em Santa Fe, Capital. Nesta experiência aprendi muito, não mudei como muitas pessoas que fazem intercambio. Aliás, amadureci e cresci muito muito. Evolui.

Hoje estou “de volta a Argentina”, pois morando em Porto Xavier, já gosto de estar perto e poder visitar os hermanos. Aprende-se muito com eles!

Em Porto Xavier me deparei com um povo muito acolhedor. Talvez por estarmos numa ponta do Rio Grande e com conexões restritas para o Brasil, a hospitalidade é enorme! Confesso que poucas vezes senti-me bem acolhido em um lugar novo.

Trabalhar no Banrisul é uma oportunidade de aprender muito. O que fazer e não fazer. A mistura do público com o privado também é um aprendizado enorme.

Portanto, estamos de volta a oportunidade de aprender e crescer mais uma vez. Apesar de ser longe de casa, seguimos desbravando as coxilhas deste mundão.

Não é só pela gasolina

Administração, Política, Sociedade

Em primeiro lugar pensei em escrever este post antes do aumento dos impostos da gasolina.

Tenho nos últimos dias andado pelo Rio Grande, antes de ingressar no Banrisul passei um fim de semana em Santo Ângelo e visitei novamente uma sorveteria que conheci e gostei. No entanto, como estava vazia no horário que pedi meu sorvete, comecei a observar a nota fiscal (que está na foto) enquanto aguardava. Meu sorvete foi vendido por R$ 4,00. Segundo a IBPT eu paguei R$ 0,60 de tributos federais e R$ 0,72 estaduais. Total de R$ 1,32 de impostos num sorvete de 4 pila! Pensando nos prováveis custos de mercadoria, este sorvete deverá ter custada algo em torno de 1,75 ou 2,00. Isso deixará uma margem em torno de 20% para o comerciante pagar seus custos e despesas de operação e ainda se pagar. Isso é menos do que os 33% que o Governo leva.

Ontem, ao ouvir o aumento da tarifação do combustível, corri hoje pela manhã para completar meu tanque de combustível. E por sorte o posto ainda não havia reajustado para o novo preço.

Um estado que toma mais sorvete do que eu, que anda mais longe de gasolina do que eu, e ainda lucra mais do que o empresário, pra falir, só se for eleitos por sócios do Governo. E eu não sou sócio do Governo. Assim como boa parte da classe geradora e pagadora de impostos, recebem muito pouco de volta. Aliás, com os governantes que temos, cada vez menos eles tem coragem de aparecer ou de fazer algo. Quando fazem, fazem questão de fazer burradas.

Então, não entendo porque no Brasil ainda as pessoas acreditam em teorias mirabolantes de sucesso da gestão da Nação.

Acredito em um estado mais enxuto. Até acredito que as empresas públicas devam estar nas mãos de quem entende. Porém, na situação de hoje, empresas que geram os lucros pro Estado, poderiam fazer com que a gente pudesse ir mais longe e tomar mais sorvetes.

Portanto, fica o registro do cansaço em ter um estado sufocante, doutrinante e colocando cabresto pras pessoas simplesmente alimentarem os Petrolões da vida. E pense, pense na hora de votar! Lembre-se, o bom senso está se findando. Quem sustenta a máquina está cansando.

nota gasolina

nota gasolina

nota sorvete

nota sorvete