Tchau, Porto Alegre!

carreira, Pessoal

De Praça para Praça (da Alfândega para a Saldanha Marinho). Para a alegria dos concorrentes e tristeza de alguns clientes me despeço de Porto Alegre. A Capital do Gaúchos serviu de morada por mais de 28 meses e neste período desempenhei minhas atividades na maior agência bancária da América Latina. No segmento Afinidade do Banrisul da Agência Central, o desafio de migrar para a “selva grande de pedra” somou-se ao desafio de desbravar as peculiaridades do Alta Renda. A envergadura do cargo exigiu (e exige) muito estudo, dedicação e esforço.

O verdadeiro soldado é forjado no fogo. Na vida, assim como na guerra, muitas vezes não escolhemos companheiros de trincheira, mas os competentes lutam pelas mesmas missões em qualquer batalha. Este foi o espírito que permeou a Praça da Alfândega.

Viver na Capital foi instigante, desafiador e cômico. Passagens vividas, relembradas, são ainda mais engraçadas recontadas hoje. Momentos de reflexão e raiva se entrelaçavam criando uma casca forte. Poderia aqui descrever várias cenas, mas, vou deixar para rirmos e aprendermos juntos em outros momentos.

No meu blog lançarei as histórias do atentado a faca, do Serginho Moá no Apartamento, do cego numa noite gelada, do açougueiro da rua do arvoredo, quizilas do trabalho, jantares dos Deuses, cabeçada custosa no peruano, entre outras.

A experiência de trabalhar com atletas profissionais do Sport Club Internacional foi com certeza a mais marcante e enriquecedora. Neste período, além de bons negócios, muitas memórias foram criadas.

Além disso, realizar crédito rural em um prédio encravado no centro da cidade foi uma experiência profissional recompensadora. Agora, migramos para o interior novamente, e mais uma vez, na linguagem nativa, a “Agência Central”, mas a de Santa Maria (Agência Santa Maria Afinidade).

Em Porto Alegre foi possível compreender melhor a ideia da simplicidade, superar os limites e aguentar forte a solidão. Agora, de volta a Região Central, é uma nova reconstrução de aprendizados.

Citar nomes trará esquecimentos, mas sou grato a cidade, as pessoas e aos negócios realizados que me tornaram grande.

De volta à Argentina

Geral, Pessoal

Em primeiro lugar em 2012 realizei intercambio em Santa Fe, Capital. Nesta experiência aprendi muito, não mudei como muitas pessoas que fazem intercambio. Aliás, amadureci e cresci muito muito. Evolui.

Hoje estou “de volta a Argentina”, pois morando em Porto Xavier, já gosto de estar perto e poder visitar os hermanos. Aprende-se muito com eles!

Em Porto Xavier me deparei com um povo muito acolhedor. Talvez por estarmos numa ponta do Rio Grande e com conexões restritas para o Brasil, a hospitalidade é enorme! Confesso que poucas vezes senti-me bem acolhido em um lugar novo.

Trabalhar no Banrisul é uma oportunidade de aprender muito. O que fazer e não fazer. A mistura do público com o privado também é um aprendizado enorme.

Portanto, estamos de volta a oportunidade de aprender e crescer mais uma vez. Apesar de ser longe de casa, seguimos desbravando as coxilhas deste mundão.

1/10: Eu sigo sendo o “um”.

Administração, Empreendedorismo, Pessoal

Em primeiro lugar trocar de trabalho e de setor não é fácil. O comodismo gerado pela necessidade de estabilidade eterna faz com que apenas sejamos atores de nossas carreiras.

Estive recentemente em uma sinuca de bico. 1 em cada 10 pessoas escolheria entre um cargo público e um privado, o cargo no setor privado. Eu sou o 1. No entanto, estive refletindo sobre uma excelente oportunidade na Delivery Much e ir para o cargo inicial do Banrisul. Apesar de ter aceito a primeira proposta, resolvi dar uma virada nos meus interesses de carreira. Não alterei objetivos de longo prazo. Porém, troquei a ordem dos caminhos que estou seguindo para concluir as etapas de pós-graduação (Mestrado e Doutorado) e a possibilidade de poupar e levantar dinheiro para futuros investimentos privados ou até mesmo para ter gordura para estar novamente como um player da roda viva de trabalhador privado.

A Delivery teria possibilidade de explodir junto a empresa, sim uma grande aposta de curto prazo. De fato a melhor oportunidade do que a do Banco. O Banco é algo mais estático, lento e difícil. Porém, vou inverter a ordem, e concluir as formações superiores que desejo, como comentei acima.

Rejeitar o emprego pode ter fechado alguma porta e ter gerado ressentimentos, mas colocar a razão sob a emoção as vezes faz bem. E de fato àqueles que usam a sinceridade e buscam criar suas oportunidades, sempre terão algum lugar.

Poucos entenderiam se eu ficasse no privado. E estes me chamam de louco por queimar minha carreira. De fato, sair do privado quando se está em ascensão para descer a um cargo inicial no público não é fácil de entender para estes que me apoiavam no privado. Mas, não penso nisso. Penso que vou procurar entender de mais um setor importante para a economia do país e para a alavancagem das empresas.

A minha coach Lize Calvano deve estar de cabelo em pé comigo. Carreira com qualidade é o seu mantra. E por isso, indico e recomendo qualidade na tua carreira. Mesmo que isso gere confusões a quem te olha de fora. Afinal, as escolhas são tuas e não dos outros, e afinal tu não é todo mundo. Eu não sou todo mundo.

Bola pra frente.

Como em todo lugar que passei, eu me paguei. Então, vou me pagar no Banco. E assim sucessivamente.

Permaneci 3 anos e 2 meses no setor automotivo. Na Concessionária Volkswagen Japel cresci e aprendi muito.