Conceito H

Administração

Em primeiro lugar, estruturas enxutas, horizontalizadas e desburocratizadas já possuem vários conceitos, ferramentas e vários exemplos de que na prática funciona. Na AEAD nós juntamos tudo, e naturalmente estamos reunidos como uma célula de produção.

O Sistema Lean de Produção acredito ser um grande precursor de um sistema de gestão mais flexível, orientado para o resultado e que satisfizesse os colaboradores. Porém, os norte-americanos ao criarem não foram felizes na sua aplicação no território dominado pelo Fordismo. Já os Japoneses adaptaram este sistema a suas fábricas e a suas realidades. A Toyota foi a primeira a se aventurar nos conceitos do Sistema Lean. Adaptando a sua realidade e incrementando novas idéias, o Sistema Toyota de Produção, o Toyotismo, foi quem levou a fama por conseguir adotar um sistema que se adapta as contingências internas e externas. E uma das sacada dos japoneses foi utilizar o Kanban, em que é simplesmente a operacionalização do conceito Lean.
Além disso, há muitos outros autores que falam em descentralização, em gestão de equipes, etc, etc e etc. No fundo, todos chegam ao mesmo fim: facilitar a gestão das organizações. O que não é fácil, pois é complexo e depende do tipo de organização. (figura do toyotismo)

Na AEAD a “Estrutura H” como eu costumava chamar nada mais é que a união de vários conceitos e ferramentas. E na prática funcionava mais ou menos assim:

Na prática, tanto o Presidente quanto os Coordenadores trabalhavam juntos, nos mesmo projetos e na venda dos produtos e serviços. Porém, a hierarquia de responsabilidades e de decisão era mais verticalizada. Trabalho pode-se descentralizar mas não há como descentralizar responsabilidade. Com reuniões gerais semanais as diretrizes eram definidas em conjunto e no decorrer da semana todos trabalhavam para que na próxima semana os resultados pudessem ser apresentados, e assim conseguíamos ótimos resultados. Um dos grandes problemas que a AEAD possuía era que se alguém não fazia, ninguém fazia. Mas a partir do momento que todos estão muito motivados, bem entrelaçados em torno da instituição, bem alocados, bem treinados e com franqueza e objetividade na comunicação (sem fofocas e rádio corredor), haverá sempre alguém que fará o que não foi feito. Isso teve em 2011.1 na AEAD. Em uma liderança que acredita que colocar a mão no barro é pecado jamais acontecerá o clima de harmonia e produtividade. O que move um voluntário é sentir-se importante, aceito e PRODUTIVO. E sempre, sempre, e sempre receber feedback sobre suas atividades.Assim, na AEAD havia o FeedEx – Política de Feedback constante. A todo o momento e a toda hora. Por isso, é que na AEAD esse conjunto de conceitos de produção enxuta e ferramentas práticas para gerenciar os conceitos faziam com que todos fossem produtivos e se desenvolvessem como pessoas e profissionais. Na Estrutura H todos conheciam todos os processos, todos sabiam fazer um pouco de tudo (desde associar um acadêmico até entrevistar um candidato).E todos tinham poder de auxiliar nas decisões.Bem como funcionava na Toyota. Em que a simplicidade de gestão e trabalho reinava. Sem um líder com vontade, que não fuja dos problemas, que seja franco e que se comunique claramente, e principalmente que faça acontecer a vaca vai pro brejo!

Case AEAD

Administração

Em primeiro lugar, a AEAD é a Associação dos Estudantes de Administração. Com sede em Santa Maria/RS ela promove a profissão, qualifica os acadêmicos através de atividades científicas e desenvolve lideranças e empreendedores (para saber mais acessehttp://www.aeadsantamaria.org.br)
Entrei para a organização em maio de 2010, fiz carreira dentro do departamento de Gestão de Pessoas e cheguei a presidência em novembro de 2010. A partir de então pensei em fazer uma gestão que quebrasse paradigmas. Assumi uma organização desestruturada e pouco acreditada por praticamente todos os seus stakeholderes. Os processos internos eram desorganizados e nossos produtos eram precários e ruins. Os esforços foram muitos para aumentar o número de associados e empresas parceiras, melhorar a estrutura física, a estrutura gerencial, os processos, a gestão do conhecimento e principamente a auto-estima e motivação dos membros. Com isso, colocamos em nossas mentes que precisamos fazer acontecer, não apenas fingir. Com um foco bem definido e com um caminho traçado, os eventos científicos e todo o trabalho da organização começou a ganhar expressão e gerar ótimos frutos, principalmente com o novo site.
Oh, e vocês não tem idéia do entrosamento, da união e dos resultados que juntos conseguimos. E tenho que ressaltar que o esforço de toda a galera foi execepcional!
E minha experiência de liderar 15 pessoas no total foi um dos maiores aprendizados que eu tive. Todos cresceram. As duas coisas que mais aprendemos foi:
1 – Como conquistar alguém em 30 segundos;
2 – Como obter sucesso no trabalho através de relacionamentos.
Teve muitas coisas que aprendemos, entre elas, o fato de que se quizermos algo basta sonhar e fazer acontecer, sempre comunicando a todos o que está acontecendo. Uma sacada que tivemos foi organizar os membros em uma Estrutura Horizontal (Estrutura H). O conceito é simples, em que todos os membros estão juntos, praticamente no mesmo nível. Porém, há os Diretores que são responsáveis pelas áreas, e assim, com equipes diferentes gerenciam os projetos de sua área. E por fim, há o Presidente e os Conselheiros que trabalhavam operacionalmente, mas os esforços eram mais estratégicos.
Hoje a organização goza de um excelente prestígio externo e um grande orgulho interno. Como Conselheiro hoje, fico feliz em ter ajudado a fazer história da AEAD.
Que tal termos uma AEAD em todo o Rio Grande do Sul, em todo o Brasil? Rá, ia ser show!