Pare de perder amigos e “ratiar” com as pessoas

carreira, livros

Em primeiro lugar, ler é um dos maiores prazeres que possuo. Comprar livros era quase uma mania. Consigo agora entrar em uma livraria e apenas olhar o que está em alta ou verificar os lançamentos.

Tenho por hábito ler um livro por mês. É uma velocidade lenta, mas tento ler 10 páginas por dia. Isto não é fácil na minha rotina preenchida com atividades físicas, laborais e podcasts.

Neste post irei falar sobre Dale Carnegie nascido em Maryville, Missouri no dia 24 de novembro de 1888. E, faleceu, em 1955. Dale teve uma vida sofrida e logrou êxito e felicidade quando se manteve fiel a uma localização e a um trabalho. Como Dale escreveu um livro em 1936 que é referência até hoje no desenvolvimento das relações pessoais. Ele inclusive alterou seu sobrenome, que era Carnagey, e com isto, passou a associar-se indiretamente a família Carnegie, que era rica e famosa nos Estados Unidos. De propósito ou não, a mudança passou desapercebida pela qualidade e praticidade das técnicas por ele desenvolvidas.

Como fazer amigos e influenciar pessoas foi escrito em 1936. Os EUA estavam saindo da grande depressão e o mundo preparava-se para a Segunda Guerra Mundial. Neste contexto onde a persuasão foi destaque das mudanças que o mundo experimentava, Dale sufrou muito bem esta onda.

Eu já havia lido ouvido e visto vários vídeos a acerca dos ensinamentos deste excelente professor, talvez pela minha essência, ou até mesmo pela minha prepotência eu nunca tinha parado para ler o livro dele. Vários amigos possuem o best seller do autor, e alguns comentavam sobre os cursos ou até mesmo nos cursos práticos participam do Instituto fundado por Dale.

O fato é que ao longo da minha trajetória acadêmica e profissional estou próximo dos ensinamentos que elucidou no início do século passado. Muito próximo disso, como o próprio Dale elucida: de nada adianta saber a arte de fazer amigos e influenciar pessoas, se nós não fazemos com o coração. Assim, após ler o livro eu tenho consciência de que eu sempre apliquei os conceitos dele sem saber que ele é que havia reunido e escrito ou até mesmo sem saber que eles estavam gravados em algum lugar.

Reconhecer erros rapidamente valorizar as pessoas promover a integração com desenvolvimento sem falso e sem falsas promessas são algumas das premissas que eu possuo.

O livro está disponível nos principais sites e livrarias do Brasil. O livro não pode ser considerado autoajuda. Autoajuda é na minha visão um livro sobre ideias bonitas para internalizarmos. O livro de Dale é prático. Tem técnicas, tem método, tem pesquisa, tem exemplos de pessoas que aplicaram as técnicas e lograram êxito. Testei duas neste fim de semana e incrivelmente deu certo. Espero aplicar mais para afirmar que a teoria é uma tese bem fundamentada.

Após um tempo sem escrever. Posso confirmar que a arte de Fazer Amigos e Influenciar Pessoas sempre me acompanham, ainda mais após a perda de um grande amigo.

Princípios de Dale no Livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas:

  1. Não critique, não condene, não se queixe.
  2. Faça um elogio honesto e sincero.
  3. Desperte na outra pessoa um ardente desejo.
  4. Interesse-se sinceramente pelas outras pessoas.
  5. Faça a outra pessoa sentir-se importante, mas faça-o sinceramente.
  6. Respeite a opinião alheia. Nunca diga: “Você está errado”.
  7. Comece de um modo amigável.
  8. Desenvolva um interesse genuíno pelos outros.
  9. Sorria.
  10. Lembre-se de que as pessoas consideram o próprio nome o som mais agradável e mais importante de qualquer idioma.
  11. Seja um bom ouvinte. Encoraje os outros a falar de si.
  12. Fale sobre assuntos que interessam aos outros.
  13. Faça o outro se sentir importante – e seja sincero.
  14. A única forma de ser dar bem numa discussão é evitando-a.
  15. Demostre respeito pela opinião alheia, nunca diga: você está errado.
  16. Se estiver errado, admita depressa e de maneira enfática.
  17. Comece sendo amigável.
  18. Faça com que o outro diga “sim” imediatamente.
  19. Deixe o outro falar durante a maior parte da conversa.
  20. Deixe a outra pessoa sentir que a ideia é dela.
  21. Tente honestamente enxergar as coisas do ponto de vista do outro.
  22. Demonstre compaixão e compreensão diante das ideias e dos desejos do outro.
  23. Apele para motivos mais nobres.
  24. Dramatize suas ideias.
  25. Lance um desafio.
  26. Comece com um elogio sincero.
  27. Aponte os erros alheios de forma indireta.
  28. Fale sobre seus próprios erros antes de criticar o outro.
  29. Faça perguntas em vez de dar ordens diretas.
  30. Preserve a dignidade do outro.
  31. Elogie todos os progressos, mesmo o menor deles, seja caloroso ao demonstrar reconhecimento e pródigo nos elogios.
  32. Dê ao outro uma bela reputação para manter.
  33. Encoraje. Faça o erro parecer fácil de corrigir.
  34. Faça o outro se sentir feliz por fazer aquilo que você sugere.

O poder da perda

carreira, RH

Em primeiro lugar o poder da perda é algo que uma geração nascida após os anos 2000 e 2010 talvez não tenha tão presente. É uma geração que nasceu vitoriosa. Pentacampeã.

Uma geração que viu seus pais estabilizados e construindo certo patrimônio e adquirindo bens de consumo. Uma geração que consegui ter fácil acesso a crédito (via fintechs) e conseguiu adquirir em menos tempo coisas que seus pais levaram anos, décadas, para conseguir.

Muitas pessoas de sucesso são taxas de arrogantes ou prepotentes, no entanto, observo um comportamento padrão em pessoas de sucesso que cresceram de baixo. Diferente daquelas que arrancaram de um nível de sucesso herdado de novo ou de patrimônio do seu patriarca. No entanto, aqueles que compreende a máxima de: Vô rico, pai nobre e filho pobre, age diferente não deixa isto ocorrer.

E para evitar o fracasso de uma sucessão a percepção que tenho é que os patriarcas embutem na cabeça dos novatos que as coisas não são fáceis e que merecem ser conquistadas. E isto vale para tudo. Vale para bens, vale para relações, vale para sentimentos e tudo o que possa ser conquistado com suor e perdido sem mais nem menos.

Conquistar com o próprio suor o seu espaço é o maior ensinamento que pode ser transmitido. O espaço é a confiança de poder realizar suas conquistas com a glória de ter valido a pena o esforço compreendido. De compreender com sua sabedoria, competência e habilidades logrou êxito nos objetivos propostos.

Portanto, saber perder, saber ouvir o silêncio, saber o gosto do desprezo, saber compreender a exclusão e o descarte são fundamentais para o crescimento pessoal. A maturidade que muitos atestam vir com a idade ou a vivência pode ser menos dolorosa se aprendida pela observação. A transmissão de uma geração para a outra pode dar um ganho exponencial e a multiplicação de patrimônio. Infelizmente, quem não sabe conviver com a perda, dificilmente será satisfeito com o gosto da vitória. Pois, este gosto nunca foi devidamente produzido.

Tchau, Porto Alegre!

carreira, Pessoal

De Praça para Praça (da Alfândega para a Saldanha Marinho). Para a alegria dos concorrentes e tristeza de alguns clientes me despeço de Porto Alegre. A Capital do Gaúchos serviu de morada por mais de 28 meses e neste período desempenhei minhas atividades na maior agência bancária da América Latina. No segmento Afinidade do Banrisul da Agência Central, o desafio de migrar para a “selva grande de pedra” somou-se ao desafio de desbravar as peculiaridades do Alta Renda. A envergadura do cargo exigiu (e exige) muito estudo, dedicação e esforço.

O verdadeiro soldado é forjado no fogo. Na vida, assim como na guerra, muitas vezes não escolhemos companheiros de trincheira, mas os competentes lutam pelas mesmas missões em qualquer batalha. Este foi o espírito que permeou a Praça da Alfândega.

Viver na Capital foi instigante, desafiador e cômico. Passagens vividas, relembradas, são ainda mais engraçadas recontadas hoje. Momentos de reflexão e raiva se entrelaçavam criando uma casca forte. Poderia aqui descrever várias cenas, mas, vou deixar para rirmos e aprendermos juntos em outros momentos.

No meu blog lançarei as histórias do atentado a faca, do Serginho Moá no Apartamento, do cego numa noite gelada, do açougueiro da rua do arvoredo, quizilas do trabalho, jantares dos Deuses, cabeçada custosa no peruano, entre outras.

A experiência de trabalhar com atletas profissionais do Sport Club Internacional foi com certeza a mais marcante e enriquecedora. Neste período, além de bons negócios, muitas memórias foram criadas.

Além disso, realizar crédito rural em um prédio encravado no centro da cidade foi uma experiência profissional recompensadora. Agora, migramos para o interior novamente, e mais uma vez, na linguagem nativa, a “Agência Central”, mas a de Santa Maria (Agência Santa Maria Afinidade).

Em Porto Alegre foi possível compreender melhor a ideia da simplicidade, superar os limites e aguentar forte a solidão. Agora, de volta a Região Central, é uma nova reconstrução de aprendizados.

Citar nomes trará esquecimentos, mas sou grato a cidade, as pessoas e aos negócios realizados que me tornaram grande.

Contato é tudo, relacionamento é o sucesso

carreira, RH

Em primeiro lugar conhecer pessoas é importante. Qualquer pessoa. Antes de tudo é importante ter educação e pro atividade para iniciar conversas. Iniciar conversas muitas vezes com pessoas aleatórias trás consigo uma carga emocional e de conhecimento muito grande. Isto não precisa ser feito com indiferença ou ser feito a força. Sapiência e paciência é imprescindível na construção de diálogos aleatórios.

Estes diálogos devem buscar profundidade, buscar conhecer, buscar criar vínculos. Se exercitar a criação de vínculos por meio de diálogos com toda e qualquer pessoa poderá ser um exercício para perder a vergonha e poder iniciar um contato com alguém vinculado ao seu trabalho. Pode ser um chefe, um cliente, um colega, um subordinado ou qualquer outro stakeholder.

Quando sempre iniciar bons contatos e ser conhecido, o próximo passo é ser reconhecido. Ser reconhecimento é construir e manter relacionamentos. Relacionamento de trabalho ou pessoais são fundamentais para facilitar acessos e construir uma marca pessoal forte. Esta marca pode auxiliar em promoções e bons negócios. Ter relacionamento é muito mais do que e-mails e números de telefone. Relacionamentos e a pessoa conhecer a tua essência. Conhecer os pensamentos, anseios e necessidades.

Esta construção de um relacionamento leva tempo e custa dinheiro. Muitas vezes custa outros relacionamentos que devem ser eliminados se não agregam nada. Esta regeneração é importante para mantermos a mente equilibrada e em evolução. Se não crescermos como pessoa com uma pessoa não é motivo de estar perto desta pessoa. Me digas com quem andas, que te direi quem és. Esta máxima não é em vão. Observe-a e aplique-a.

E, não fique amargurado se observar outras pessoas avançando. As vezes, ter a resiliência, empatia e força para mudar auxiliam na construção de relacionamentos. Ficar de complô não ajuda! Não confunda as coisas. Até porque algumas pessoas podem usar isto de modo errado.

Portanto, pense sempre em construir laços de relacionamento para ser conhecimento e reconhecido por algo. Ser reconhecimento por ser alguém com destaque em alguma coisa. Este assunto já foi pauta aqui no blog, mas é sempre importante martelar esta pauta para que o conceito seja propagado e fixado.

A experiência é relativa

carreira, Empreendedorismo, RH

Em primeiro lugar ter uma experiência boa em uma cidade e região pode não ser nada em outro ambiente. Em um local de maior competição, melhores salários e melhores cargos, a tua experiência na mesma área em uma região menos competitiva não servirá para nada!

Já pensou sobre essa situação?

A reflexão sobre a localização geográfica é de suma importância. A busca por trabalho nos grandes centros urbanos leva a muitas pessoas a migrarem. No entanto, o custo logístico desta mudança, na maioria dos casos, não é compensado pelo incremento salarial. Os melhores cargos e salários estão em quantidade maior nos centros urbanos maiores. Porém, há cluster produtivos interioranos que contam também com bons empregos e uma remuneração compatível (e pelo custo geral, muito maior).

Um bom currículo tem peso com coerência nas experiências e na formação apresentada. Além de demostrar evolução no currículo, demonstra os resultados obtidos. Estes resultados valerão muito mais em uma futura entrevista. Apresentar algo de concreto é muito bom para os avaliadores. A experiência e formação contam, mas precisam de contexto. Um grande profissional em uma região medíocre pode ser um profissional medíocre em uma região próspera e pulsante.

Pelos acessos a educação e a ampla variedade de oportunidades em grandes centros empregatícios fazem com que se pense muito na empregabilidade. Esta empregabilidade é um conjunto de: formação, experiências e resultados. Se conseguir reunir isto tudo, terá boas credenciais para manter-se vivo na corrida pelos bons empregos. Sempre gosto de pensar que os eleitos ainda contam com o relacionamento. Não é QI, é relacionamento mesmo. Contratar quem se conhece, poupa muito trabalho para os recrutadores e para as empresas.

Portanto, relativizando a experiência, ela não é tudo. É a parte da empregabilidade. E dependendo do contesto, não é nada. Aventurar-se em uma nova selva, exige elevada adaptação e preparação para não sucumbir ao subemprego das qualidades ainda não lapidadas que possui.

Mantenha seu cérebro ativo

carreira, RH

Em primeiro realizar tarefas novas nos mantém jovens, modernos e atualizados. Ser curioso e sem preconceitos para novas experiências favorecem a manutenção de um cérebro ativo e vivo. Obviamente, manter valores e conceitos são importantes para uma vida firme e uma base moral para encarar as coisas.

Aprender uma nova língua é um grande passo para aprender cultura e também crescer profissionalmente. Desbravar o novo, ter um objetivo e a motivação por conseguir ver avanço são coisas que engrandecem o ser. Além disso, nos permite conhecer um novo mundo sem sair de casa. Ler, ler livros é muito. Colocar como hábito a disciplina de ler no mínimo 10 páginas por dia é um excelente compromisso para romper a inércia e começar a ler.

Iniciar uma atividade física ou esporte novo nos dão habilidades corporais que além da saúde, trazem e elevam nossa autoconfiança e a valorização do “eu”. Além de atividade física, já pensou em praticar um esporte de luta? Navegação a vela? Algo diferente é muito bom para o corpo e mente.

Realizar estudos de qualificação (pós graduações, cursos de profissionalização, certificações técnicas) além do ganho profissional (de empregabilidade e de remuneração) a valorização por terceiros do seu conhecimento e do trabalho que realiza, proporcionam uma tarimba de êxito.

O livro Mantenha o seu cérebro vivo possui exercícios que auxiliam a desenvolver a capacidade de raciocínio. Utilizar a mão contrária para tarefas rotineiras, aprender novas atividades, entre outras coisas, elevam sua capacidade mental. Muitas vezes, pequenas tarefas feitas de modo diferente criam um enorme impacto na parte sedentária e automática do seu cérebro.

Jogar xadrez é algo que me fascina. Já fui melhor, atualmente, por não praticar, estou muito mal. Comprei livros e será minha próxima meta (concomitante ao estudo de inglês) de aprendizado.

Portanto, que atividades tem se permitido realizar para desenvolver seu cérebro? Conte abaixo, nos comentários, as atividades que desenvolve ou que planeja desenvolver. E boa jornada no seu desenvolvimento.

Sujar a carteira 3

carreira, RH

Em primeiro lugar este post “Sujar a carteira” foi muito debatido e muito interativo no blog. Em um momento de pandemia o tema volta vem à tona. Replico abaixo o texto publicado em 2013.

Momentos de pandemia/caos exigem muito do psicológico. Às vezes, as mudanças não são pessoais, são de sobrevivência ou do pânico. Pânico, pois, muitas vezes atitudes de manada afetam ainda mais a situação.

Aproveite este momento para estudar, refletir e descansar. Afinal, a imunidade geral deve estar em alta. Uma vida nova virá. Se nos mesmos padrões ou não, vamos pagar para ver. Vamos reler o post da época abaixo.

Sobre sujar a carteira e a rotatividade no emprego:

Deve-se ressaltar que os padrões morais modernos mudaram muito. Há quem diga ainda que uma pessoa que passa por várias empresas não é um bom funcionário. Há, porém, outros que considerem isso normal ou não veem com maus olhos.

Penso que deve haver uma ponderação e faço uma consideração que deve ser analisado caso a caso, ponto a ponto, pessoa a pessoa, pois é importante analisar se a pessoa:

– Muda dentro do setor/área de atuação, ou se muda de setor/área de atuação.

– Possui uma ascensão crescente na carreira e galga cargos melhores, ou se anda para trás, com piores cargos e em piores empresas.

– Mudou de interesses profissionais e está em busca de desafios, ou está se adaptando as tendências de empregabilidade de trabalho.

– Tem justificativas plausíveis para suas saídas das empresas e como sai de cada empresa.

Rodar muito de emprego dentro do mesmo setor/área de atuação pode demonstrar que o empregado não é um bom funcionário, que começa um projeto e não termina e que é insatisfeito com tudo e com todos. Ou, que é da natureza do setor/área de atuação alta rotação entre as empresas. Já em contrapartida, a pessoa que roda pouco dentro do mesmo setor/área pode ser vista como conservadora ou acomodada (não propensa a mudanças) e com medo de desafios e de enfrentar o desconhecido. Estes são alguns pontos de vista sobre rotação, agora outra análise possível são os motivos de saídas das empresas, em qualquer processo de seleção há a pergunta: porque tu saíste do último emprego? Esses motivos dizem muito. Nem quero entrar aqui na questão de disputas judiciais. Pois, cada caso é um caso. O que é possível pensar, é que se o candidato age de má fé e tem um histórico disso – independentemente da sua rotatividade – com certeza deve ser descartado do processo seletivo, pois esse dificilmente conseguirá permanecer por muito tempo em um emprego caso venha a ser contratado

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