Pressão na entrevista: Te liga!

Pessoal, RH

Em primeiro lugar quem nunca foi pressionado em processo seletivo?

Melhor, quem nunca esteve em um processo seletivo onde foi imposto muita pressão na análise de grupo e individual? Isso pode ser normal e uma importante ferramenta de teste, pois, é quando mais espicha a corda, saberemos o quando mais ela poderá aguentar.

Relato a seguir uma experiência:

Ao abrir um cargo melhor dentro da empresa, não pensei duas vezes e me candidatei a vaga. Vinha já, desde que ingressei na empresa, me candidatando a vagas de ascensão. Quando tive a primeira oportunidade após 1 ano e 3 meses, agarrei ela com muita firmeza. Fui classificado para análise de perfil. Assim, nos 7 dias entre o convite e a entrevista, estudei sobre a vaga interna, os normativos, os produtos da empresa e as atribuições que a vaga teria no processo de expansão da área. Além disso, me debrucei sobre os concorrentes e os principais atributos que cada um tinha. Sentia-me confiante.

Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e fazer resumos com esquemas. E fui com umas 10 folhas manuscritas. Estava preparado. No entanto, na parte da manhã eram as dinâmicas de grupo – até ai, tudo bem. Indo bem. Dinâmica de apresentação, testes psicotécnicos (de atenção, personalidade e raciocínio lógico), dinâmicas de trabalho em grupo e liderança.

A tarde, as entrevistas individuais. Fui o primeiro. E ai cometi um grande erro. 1º ERRO. Após as dinâmicas, ao invés de me concentrar e reler o material que tinha preparado, fiquei conversando com o grupo. E não fui para entrevista com a tensão necessária, estava relaxado e tranquilo, o que poderia ser bom, mas isso, não te mantem ligado.

Na entrevista, havia 5 pessoas (2 psicologas, 1 do RH, 2 da área de trabalho) observando e analisando cada detalhe e movimento. Acredito ter acertado na postura corporal: Olhando nos olhos, gestos calculados, posição ereta, mãos sobre a mesa e falando o necessário. Isso, demonstra muito. Porém, como estava relaxado e tranquilo, nas constantes mudanças de perguntas sobre pessoal, trabalho, perspectivas, pretensões, embaralhou minha mente. Sim, não conseguia mais ter o raciocínio rápido que sempre tive. 2º ERRO. E na hora de vender um produto, esqueci do mais importante: dos detalhes do produto. Todos deveriam ter dito a mesma coisa que eu disse, assim, o destaque estaria no detalhe. 3º ERRO. Para explicar coisas simples das dinâmicas e testes não fui firme, não espera perguntas – apesar de serem óbvias – sobre a seleção a pouco ocorrida e, confesso, que balancei na resposta , haja vista que toda alternativa que eu colocasse, poderia ser mal interpretada. E as avaliadoras sempre faziam suposições/insinuações sobre o que tu falava – e muitas vezes distorcidas, e perdia tempo explicando coisas que já tinha explicado. Ao final, não sai com a sensação de boa entrevista, mas sim, de derrota. Fui derrotado pela minha preparação, sim, pois esqueci de entrar na entrevista com o nível de estresse para me deixar ligado. Tive algumas boas sacadas, falei coisas boas, mas não  via a reação positiva quando falava uma dentro. As fora, sempre anotadas.

Portanto, algumas dicas sobre como se portar em dinâmicas: NUNCA  seja sempre o primeiro. Espere, analise, e melhore o que os outros vão falar e agir. Em dinâmicas de grupo, nunca queira ser sempre o mandão, se quiser sugerir, chame a atenção do líder e exponha sua ideia e não se atravesse na discussão.

PS.: Em 30/10/2018 – recebi confirmação de aprovação da entrevista, passando então para a próxima etapa.

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