5 anos e meio: Administrador

Administração, Pessoal

Em primeiro lugar formar-se no ensino superior é uma etapa, que marca, pra mim, o início da vida.

Conclui hoje a última etapa para obter o grau de Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Agora é só finalizar o registro no CRA/RS pra ser Administrador.

Desde 2005 estou envolvido com a UFSM, primeiro com o PEIES e depois com o vestibular. Se não fosse na pública, seria na particular, mas depois de pensar em fazer Engenharia Civil, Arquitetura, Física e Economia, optei pela desconhecida Administração. E no início de 2008 marquei presença no listão em terceiro lugar para o curso noturno de Administração. Na real, pela presença dentro de casa de meu pai, já administrador, sempre fui apaixonado por essa coisa que não conhecia. Até hoje não sei o que me passou pela cabeça em fazer no noturno, mas, acho que foi o fato de poder trabalhar de dia e estudar a noite. E este foi meu primeiro arrependimento. O público do noturno sempre foi distinto do diurno, e as vezes, me sentia fora do grupo. O diurno são quatro anos e o noturno cinco. Então vi muitos entrando depois de mim e saindo antes que eu, e isso me incomodava. Porém, as parcerias que fiz e as amizades que construí no curso foram excepcionais. Há pessoas, não só da minha turma, mas de todo o curso que marcaram. Sinceramente algumas fazem falta na vida pós faculdade.

Minha mudança pra Santa Maria foi em 2009 após conseguir um estágio na Rede Vivo e peitar minha mudança. Até então, passei 1 ano e pouco indo e vindo de Faxinal do Soturno a Santa Maria, sinceramente, neste período foi só de estudo e diretório acadêmico. Apesar de já estar bem decidido quanto ao meu futuro, este foi um período que ficou no limbo das minhas memórias. O envolvimento deste o início com o Diretório Acadêmico foi tri. No quase 1 ano e meio que estive por lá aprendi muito. Porém, ainda me sentia perdido de modo geral no curso. Com a mudança a Santa Maria e com o “Carneirus House” a coisa começou a melhorar – principalmente porque dois colegas solteiros da turma foram morar juntos. Na Rede Vivo aprendi muita coisa sobre trabalho, e foi o segundo contato que tive com a labuta, e a primeira experiência em uma empresa. Até minhas aulas começarem na metade de 2008 trabalhei na Print Point informática em Faxinal do Soturno, e aprendi todas as “treta” de computador – hoje já esqueci muita coisa.

A vida noturna de Santa Maria era uma tentação! Estágio, Diretório, Faculdade, Artigos dividiam o tempo com a vida noturna na cidade. Não conseguia ficar parado, e sempre estive envolvido com algum trabalho – remunerado ou não. Sinceramente priorizei o estudo e o trabalho, e não quero colocar aqui isso como um arrependimento, por mais que foi. Mas me dá uma lástima de não ter consigo ficar com todas as gurias que poderia. Algumas poderia te me envolvido mais, e outras nem tanto. Principalmente quando o “Carneirus House” se desfaz. O ano de 2010 foi marcado por isso, e pela minha entrada na AEAD e minha saída do estágio. Sair do estágio foi um devaneio e uma expectativa que poderia ficar rico do dia pra noite. Por fim, o agitado ano foi bom e aprendi muita em todos os sentidos. E uma nova fase se iniciou quando fui morar com outro colega de faculdade a dois minutos do prédio onde tinha aula. Foi o ponto de encontro da turma. Aliás, nossa turma sempre foi unida e de pessoas simples, e ao longo dos anos fomos perdendo muitos combatentes e o ano de 2010 marcou isso. A gurizada era tão parceira até então que tínhamos 4 times de futsal. O time A da turma inclusive foi campeão da Super Copa Sol CCSH organizada na gestão que estive no DAAD (Diretório). Em 2010 foi o ano buenácho demais. E no fim do ano assumi a presidência da AEAD, meio a contra gosto, mas encarei o desafio. Estava na época fazendo uns troco com um projeto remunerado da universidade e tinha bolsa de pesquisa ainda. Primeira atitude como presidente da associação: férias coletivas.

E 2011 volto pra Faxinal pra descansar. Descansar até pro ai. Inquieto procurei emprego em uma das maiores empresas da região. Não queria ganhar nada, mas também não queria pagar para trabalhar, e assim foi trabalhar na segunda maior empresa da região. E digo que estas férias trabalhadas foram tri! Volto pra Santa Maria no compromisso de retomar as atividades da AEAD e deixo em Faxinal do Soturno uma possibilidade do primeiro emprego com carteira assinada. 2011 foi o ano que mais me dediquei a associação e minha maior missão era formar um sucessor e continuar a crescente evolução em que vinha a organização. Com os objetivos atingidos voltei a estagiar e ganhar uns pila na EDAP. 2011 foi um ano similar ao de 2010, altos e baixos e encerro com a notícia de um intercambio na Argentina. E neste momento começo a sentir as verdadeiras e falsas amizades. Sempre priorizei ir aonde pudesse crescer e amadurecer. E na Argentina não foi diferente. Antes de ir já consegui um estágio na própria universidade assim não fiquei “parado”. No meio de 2012, na volta ao Brasil muitas coisas tinham acontecido, volto, e volto a estagiar e escrever artigos. Agora voltei para trabalhar no Challenger Brasil.

Com o passar do tempo percebi que era e sou apaixonado pela Administração. A prática das ciências administrativas me dava tesão. No fim da graduação, por mais que desde o primeiro semestre já sentia onde queria estar, bateu um nervosismo: onde estou e para onde vou. Coaching foi fundamental neste momento. No início de 2013 minha vida mudou 180º e uma fase ruim assolou tudo. O estágio final começava a chegar e já tinha praticamente tudo pronto, até, me mudar de cidade, de empresa e de vida. Com o fim das aulas retornei a Faxinal do Soturno e fui trabalhar na empresa que em 2011 abriu as portas para meu estágio voluntário, vim agora em definitivo pra Nova Palma Energia, de nome fantasia, mas de marca Usina. Meu estágio final então toma outro formato. Não esqueci do coaching feito na Aurez. Como 2013 foi um péssimo ano pra minha vida pessoal, alguns objetivos terão que ser retardados – jamais esquecidos. Este ano que passou foi de extrema importância para me conhecer e superar meus limites. A fé me ajudou a superar meus problemas.

Meu estágio final está no macro ambiente da empresa, e não apenas dentro dela. Foi difícil conceituá-lo e aplicá-lo. Mas deu certo. Em resumo, minha proposta foi levantar os problemas atuais da região onde moro – a Quarta Colônia, os motivos por ela estar estagnada, e como a empresa onde estou pode atuar no desenvolvimento da região. Não sozinha, mas junto com outras empresas e instituições públicas.

Em 2014 quero fazer algumas coisas que ainda não consegui fazer. Para não ficar parado, quero tentar fazer um curso de inglês ou uma pós. E quem sabe fim do ano meter um mestrado na UFSM. Mas 2014, na real, quero tirar uma folga, um folgão! Mas cada dia que passa, acho que este folgão não vai existir… Não sei na real o motivo, mas é a vida começando. É o salário entrando e as contas chegando.

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