Mas é só um rolezinho

Geral, Política

Em primeiro lugar é uma meia verdade as críticas que a escola recebe, referindo-se que a educação brasileira é falha. Meia verdade, pois se perdeu a educação de casa. A família está ausente, ao menos em partes. Os valores de berço perdem-se a cada dia que passa. Já comentei isso em outro artigo deste blog. Além das leis civis o Brasil necessita urgente de uma lei moral, uma lei de costumes, aliás, de bons costumes. Pois, para inglês ver o rolezinho é uma expressão da cultura brasileira – assim como funk, samba, carnaval, praia, sexo e futebol. Não que o rolezinho não seja, mas não representa a cultura brasileira.

A mudança que ocorre no Brasil é cultural, e por isso palavras mágicas como: “bom dia”, “por favor”, “obrigado”, entre outras, não existem mais no precário português geral falado no Brasil. Observo que as mudanças culturais, onde querem marcar o Brasil como o país da liberdade, extrapolam o que Eu entendo como coerente. Essas mudanças são motivadas pelas músicas que incitam a liberdade a qualquer custo. Entendo por liberdade como sendo: O direito de ir e vir, e o dever de ser sem passar por cima de ninguém ou de alguma coisa; o direito de construir pensamentos a partir de nossas próprias experiências e o dever em agir de acordo com estes pensamentos; o direito de fazer e decidir por meio dos meus valores e o dever de não atrapalhar o direito de outro indivíduo/cidadão.

Outro ponto que penso, esta no fato de não acreditar que ao ouvir uma música, onde diz que um rolezinho é um modo encontrar a liberdade, o indivíduo que ouve irá encontrar a tal liberdade. Entendo que quem está lá no rolé vive em uma prisão interna e entende que indo ao shopping causar pânico sentira-se livre. Por que ele vive uma prisão interna? Pois, na novela e na própria sociedade ele vê um mundo que não está na periferia. E o mundo da novela é o mundo real. E essa busca pelo mundo real – e este mundo real está sim balizado pelos dogmas consumista imperado pelas mazelas do capitalismo – acaba ocorrendo a qualquer custa.

Para ajudarmos nossos compatriotas a saírem de suas prisões internas é necessário investir em escolas de qualidade e em atividades para que esta gurizada possa ocupar a mente com coisas produtivas e possam pensar por si. Dizer que esta geração está perdida ainda é prematuro, pois diziam que a minha geração (a dos anos 90) era a perdida. De fato alguns se perderam, mas a grande maioria deu certo. E não é só investir em escolas, é investir em infraestrutura de vida: TRABALHO, renda, segurança, saúde, educação e um lar.

Outra ajuda, é coibir que a TV aberta brasileira continue sendo esta podridão que é. E que pouco soma a mente das pessoas. Como disse, ela apenas nutri a necessidade de entreter e despertar desejos nos menos favorecidos. Se disser aqui que as músicas que incitam a anarquia deveriam ser coibidas serei taxado das piores coisas possíveis. Mas e porque a crítica a TV passará por sua mente caro leitor e não irá soar (assim penso) como um ato ditatorial? é porque a credibilidade da TV já se foi por água baixo. Quem levou? Não sei.

Até aqui irá se pensar que o rolezinho é apenas coisa de gente pobre da periferia. E até certo ponto pode ser. Mas nas filmagens que vir dos últimos rolés tem muita gente que aparenta ser classe média alta. Digo isso para mostrar que a mudança que ocorre no Brasil é cultural como um todo.

O Brasil caminha a um rumo onde os seus cidadãos serão tão fúteis e de fácil manipulação. Enquanto o rolezinho for considerado “apenas um rolezinho” o país não irá se quer rolar para frente.

As causas do rolé são bem evidentes e as soluções factíveis de serem construídas. O que falta ao país é vergonha na cara para encarar seus problemas como problemas de verdade ao invés de achar que tudo é expressão da cultura popular.

E a sua opnião?

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