A verdade que não é novidade: não há para onde correr.

Política

Em primeiro lugar tenho receio do dia em que as multinacionais/transnacionais terão mais poder que o estado. Cada vez parece-me que este dia está sendo construído. As primeiras que já rivalizam (ou se aliam) aos governos para juntos atuarem são as gigantes da tecnologia, principalmente as empresas da tecnologia de comunicação. Grandes impérios se formaram e desmoronaram ao longo dos anos. Gigantes como era a IBM, como ainda é a Microsoft e que é a Google faziam e fazem o que bem entendem como rentável e lucrativo, mesmo se para isso há a necessidade de sobrepor legislações – para não dizer “coisas ilegais e ilícitas”. O livro, “A verdade por trás da Google”, que li recentemente, me fez pensar sobre o assunto e a temer o Império Google. Dentro todas do setor de empresas que seu negócio principal esta na rede mundial a Google é a mais perversa. As demais também são, mas não vendem a imagem e a ideia de serem puras e santas. Os serviços gratuitos que as empresas de tecnologia oferecem são, na verdade, chamarisco para que as pessoas possam utilizá-lo e assim, estas empresas, podem entrar em nossas vidas e nos conhecer. E esta informação vale ouro para elas, e para outras interessados em nos vender. Eu, casualidade ou não, comprei um computador portátil na Colombo.com.br, e uma hora depois recebi um e-mail da PontoFrio.com.br com uma oferta exclusiva do mesmo produto e mais barato. Uso muitos serviços do Google, alguns da Microsoft. Uso produtos da Samsung, Sony, LG e Nokia. Apesar de serem empresas distintas (com exceção agora da Nokia e Microsoft) para que os seus sistemas que uso são “conectados”, do mesmo modo que o e-Bit (e de algum modo qualquer programa de pontos) dando prêmios sabe “tudo” sobre o perfil dos usuários comércio virtual. Recebo ofertas de produtos que desejo, isso é incrível não? Como vivemos na era do conhecimento, quem sabe mais, pode mais. Assim, penso, que vai chegar o dia em que não temeremos mais um exército, mas sim, as represálias que uma empresa poderá nos fazer. Como a Google fez com os jornais da Bélgica, em uma disputa por direitos autorais ganho pelos jornais do país, o Google simplesmente apagou os jornais do mapa gerando perdas astronômicas.

Particularmente sou muito mais da cultura oriental do que a imposta a nós pelos estadunidenses. E acredito que o dia em que as empresas irão mandar mais que os estados foi alimentada pela imagem de “liberdade” e  “felicidade” dos Estados Unidos. Querendo ou não, este país investiu muito e foi o “pai” da rede mundial de computadores, e estimulou o ensino, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e conhecimentos, e, assim, conseguiu impor as suas regras. E conseguiu gerar empresas capazes que aniquilar, aliciar e comprar qualquer concorrente fora do seu território. E mesmo que existem, a ideologia que se vende não foi por eles criada.

O despreparo de muitos países – em especial os mais pobres – para ter uma legislação similar (mas distinta) das empresas físicas para as virtuais, fez com que muitas destas empresas, que surgiram na rede, pudessem acumular muito capital com baixos custos, principalmente o de impostos. O movimento que vejo na Europa hoje é tentar frear o avanço das empresas “.com” em seus territórios. Recentemente a França tomou uma atitude para salvaguardar suas livrarias físicas. Ao se pensar em Brasil, uma empresa, como a Submarino, vende para todo o Brasil sem a necessidade de ter filiais. Menos custos, maiores margens. Ao invés de abrir filiais, a empresa tem recursos para investir em pesquisa e em atendimento, o que uma loja física muitas vezes não consegue fazer. Por isso, penso, que poderia haver uma tributação adequada as empresas que rompem as fronteiras fiscais e físicas. Mas não equivalente aos valores para empresas físicas – como lojas.

Assim sendo, em quanto houver monopólios gananciosos e vorazes estamos sujeitos as decisões dos CEO´s. Lógico que toda empresa que quer crescer vai visar o lucro e maximizar rendimentos aos acionistas, no entanto, sou de uma linha de pensamento que prima pelo equilíbrio e pela sustentabilidade. E sou favorável a uma rigidez maior frente aos impérios consolidados por dois motivos: podem ganhar muito poder infringindo leis e usurpando os cidadãos; e pelo capital acumulado. Apesar de um post inflamado por um sentimento de repúdio, sigo alimentando os impérios referidos: não tenho para onde correr.

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