Eu ia, mas voltei.

Pessoal

Em primeiro lugar o autor deste blog voltou a morar na casa de seus pais. Pensando rápido isso parece ser um retrocesso, e era para mim. Sou natural de Faxinal do Soturno, um município agrícola de 7 mil habitantes situado no Vale do Rio Soturno, distante 50 km de Santa Maria. Sou do interior do município e minha família vive da agricultura. Como de praxe fui prestar vestibular na UFSM e ingressei no Curso de Administração. 5 anos depois, quase formado, regresso para minha cidade. Sempre me envolvi com atividades voluntárias e sempre estava realizando algum estágio para ganhar um dinheiro. Por uma situação familiar peculiar, pela graduação no fim do ano e pela busca de um sonho resolvi voltar para Faxinal. Nunca havia descartado voltar para aqui – Faxinal, mas nunca voltar para a casa dos meus pais. Um processo de coaching me ajudou a perceber que dentro deste meu cenário está é a melhor solução.

Isso tudo me fez reflexionar que as vezes a felicidades mora ao nosso lado. Como muitos gaúchos que tem sede de amplidão e desbravar desafios e desconhecidos eu também sou assim. E por isso saí de casa. Porém, há coisas que não percebia e que talvez não valorizava em Faxinal. Após uma experiência fora da cidade percebi que é aqui que quero ficar. Posso num futuro voltar a sair daqui, mas minha base familiar vai ser aqui. E essa experiência me mostrou que muitas vezes dar um passo para trás (voltar para a casa dos pais) é para dar dois a frente. Aqui me sinto feliz, aconchegado pelas pessoas – mas bravo com o alto índice de fofocas e mesquinharias e eu sei que terei que me adaptar. Antes de querer conquistar o mundo externo, terei que conquistar o meu mundo interno. Se quero ter uma empresa, preciso ter o meu “eu” em minhas mãos. Se quero ser grande, terei que ter grandeza interna. Parece filosofia boba, mas é real – este é o passo para trás.

Somado a esta minha volta a cidade, vem junto um ótimo emprego em uma (das poucas) grandes empresas da cidade. Isso me motiva e me deixa muito feliz, pois o desafio de participar de um time vencedor é maravilhoso. O pretendo com este post é mostrar que voltar para a casa dos pais pode ser bom, e principalmente aqueles que são originários do êxodo rural. Claro que talvez eu consiga um canto pra mim, mas como assim está sendo feito está bom. Para finalizar, há um senso que falta muito para todos nós, o senso de pertencimento e de patriotismo, agora que volto quero colocar isso em prática e desenvolver esta região.

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