Cultura, formação e futuros administradores: uma análise sobre Santa Maria, RS. p.I

Geral, Política

Em primeiro lugar vejo que os problemas de ensino do Brasil estão: no sistema e seus métodos, os professores, os alunos e os pais (família).

Na discussão que ocorreu sábado passado no painel sobre “O que as empresas esperam dos futuros administradores” do II Congresso AEAD de Administração não abordou de maneira profunda o papel do empresariado local na formação e empregabilidade dos jovens administradores que se formam na cidade de Santa Maria, RS. A discussão foi muito sobre a formação, e com muita razão e propriedade discutimos problemas e soluções interessantes para o sistema de ensino médio e superior Brasil. Discutimos tanto sobre os problemas do sistema de ensino, os problemas dos professores com seus métodos, e dos alunos com sua má vontade – fazendo óbvio generalizações. Não se pode desprestigiar os belíssimos professores que temos que a frente do nosso tempo, e dos aplicados e dedicados alunos que enfrentam todas as adversidades que são impostas. Além disso, admiro muito o trabalho das “ilhas” de sucesso do ensino, conheço ótimos cases de suscesso de instituições e seus professores que deveriam ser exemplos.

O quero falar aqui é que faltou aprofundar o debate do real papel das empresas da cidade de Santa Maria na retenção dos talentos que aqui se formam – principalmente os da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Acredito que a UFSM desempenha um papel importante nesta cidade, mas não pode cair sobre ela toda a responsabilidade da fuga de talentos. A UFSM deve ser proátiva em desenvolver políticas de aproveitamento da mão-de-obra por ela formada para que fiquem e gerem riquezas na cidade. E a cidade deve estar aberta e receptiva a novas mentes e as inovações delas vinda. A cidade, além de ter políticas somatórias e complementares a da UFSM, deve estar disposta a conviver com o risco, com o desafio, com o novo. Observo que os empresários de Caxias do Sul arriscaram mais antigamente do que os de Santa Maria – Proporcionalmente as dificuldades macro ambientais e situacionais, acredito que Santa Maria “dormiu nas palhas”.

No inicio do século XX minha cidade natal – Faxinal do Soturno, teve grandes indústrias e grandes empresários de origem italiana que empreenderam e arriscaram. Dava tão certo que exportavam e cresciam de vento em popa. Mas a geração posterior tratou de amenizar tudo, e ai a coisa desandou. Digo isso porque acredito que os empresários santamarienses tem medo de arriscar, ou ainda não vislumbram maiores ganhos correndo mais risco. Talvez seja uma questão cultural de Santa Maria, mas os empresários não podem temer em ser grandes. E os alunos da UFSM devem ser vacinados com a vacina da motivação, para que quando empreenderem não desistiram.

Meu desejo final é que haja um pensamento coletivo que a cidade pode deslanchar se todos unidos trabalharem para construir o mesmo caminho. Infelizmente isso é dificultado com chegada de gente que vive muito distante da região central do Estado do Rio Grande do Sul.

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