Rosário e as festas pátrias

Geral, Intercâmbio, Política

Em primeiro lugar penso que os argentinos são sim mais patriotas e mais nacionalistas que os brasileiros. Não conheci nenhum argentino que não soubesse o hino Nacional, das Malvinas, da bandeira ou qualquer outra música ou hino nacional. Sem falar do louvor aos heróis pátrios, isso que hoje é menos até do que alguns anos atrás. No Brasil percebo que nem todos sabem se quer o hino nacional por completo e até hoje finjo em entender que Tiradentes é um dos heróis da república brasileira.
No feriado nacional pelo dia da Bandeira visitei a cidade santafesina de Rosário. Imponente e desenvolvida é o berço do criador da bandeira. Aos pés do colossal monumento em homenagem a bandeira argentina ocorreu o desfile cívico militar. Com a emoção em uma festa típica de onde eu vivo desfile agarrado na maior bandeira do mundo – de 15 km de extensão. “Saludei” o vice-presidente da República e o governador da província presentes no palanque. Porém faltava gente pra nos ver passar pela avenida. Com uma população concentrada e composta por militantes favoráveis ao kirchnerismo o desfile não teve a quantidade de gente que eu imaginava. Pareceu-me que essas assim como outras festas que vi foram mais estilo pão e circo do que emoção pura pela pátria. Os atuais políticos argentinos utilizam os grandes feitos heroicos e os grandes heróis para se promoveram também, assim é com as Malvinas. Claro e óbvio que sem planejamento a Argentina ia perder para o Reino Unido. Realizada sem planejamento e as pressas a Argentina sofre até hoje com esta ação mal feita pelos escrupulentos militares da época. Porém, até hoje muitos se emocionam e concordam com a guerra, e até hoje pensam que as Malvinas devam ser Argentinas (eu também concordo com isso).
Por fim, foi muito bom conhecer, compreender e conviver com cidades, monumentos e lugares carregados de história (na verdade eu só coisas similar com as festas do 20 de Setembro do Rio Grande do Sul). Povo que não conhece de onde vem não sabe pra onde vai. Espero que os políticos não usem mal o amor que os argentinos têm pela pátria e pelo Estado. A viagem para Rosário foi esclarecedor para isso.

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