Banalização da morte: efeito paz.

Política, Sociedade

Em primeiro lugar acredito não banalizamos a morte. Há tempos matar por desavenças já havia. Acredito que em um mundo de poucas e guerras e dificuldades, a morte se tornou algo distante. Muitos querem fugir dela e preferem levar vidas medíocres eternas. Talvez os soldados da 2ª Guerra Mundial não tivessem escolhas. Foram para um ambiente de perda, dor e morte.

A vida é quase um dom que nos foi dado. Ninguém quer perdê-la. Isto é compreensível, mas as vezes, no longo prazo e nas circunstâncias certas, ela é apenas uma passagem. Viver fadado a uma cruz é suportável, desde que a pessoa esteja motivada. Mas morrer é a lei da vida. A religião nos incute a ideia da vida sagrada. Em algumas visões o paraíso está após a morte para as boas almas. Porém, ninguém quer morrer para a vida eterna. É importante refletir sobre isto.

O Covid-19 nos mostrou como não estamos preparados para encarar a morte. Desaprendemos a sofrer. Pela origem e pelos estudos, os imigrantes italianos assentados na região central do Rio Grande do Sul, aprenderam a viver isolados, e a superar dor e perda. Com a desconfiança como mantra central moldaram gerações fortes. O mundo a partir dos anos 90 começou a ficar conectado de modo instantâneo. Isto, no levou a um novo isolamento do mundo real. Apesar do ser humano ser um animal da coletividade, o mundo se tornou um grande círculo virtual de relações. Muitas vezes as pessoas que escrevem não são iguais às que conversam. As doenças periféricas da pandemia talvez advenham do excesso de conexões virtuais e da falta de habilidade para interações sociais. Os idosos, acredito, que passam por isto melhor. Aprenderam a se amar e a viver isolados dos tempos remotos e dos filhos e netos ultra conectados virtualmente.

Recentemente pude acompanhar uma discussão em um grupo de colégio (de cerca de 12 anos) onde uma professora era linchada virtualmente por estar enviando material de estudo e cobrando resultados. A preocupação de muitos jovens era que em primeiro lugar deveria se dar atenção a saúde, saber como estão, que neste caos todo não estão com cabeça para estudar… e por aí vai. A professora não se manifestou por um bom tempo. Por quê? Porque as mensagens passavam das 1h da madrugada. Ficar “online” até esta hora pode estudar machuca e não pode. Tenho medo desta geração. Afinal são eles que irã contribuir para minha aposentadoria do INSS (se não mudarmos as regras) e irão administrar nossa vida quando houver a mudança de geração.

Retomo o assunto inicial, precisamos ser mais pragmáticos. Precisamos de resultados. Keynes dizia que se não tomássemos atitudes emergenciais hoje não haveria longo prazo. Depois se mostrou equivocado e Friedman assumiu a ponteira teórica. Em 2008 Keynes retorna e em 2020 mostra-o como o senhor da razão. Porém, no meu compilado de ideias, o Estado de Bem-Estar Social de pós-guerra é insustentável.

Produzir geração de mimizentos e que não valorizem o trabalho não daria certo em nenhuma tribo indígena ou nos antigos caçadores coletores. Quem trabalha, produz, gera divisas é visto como a sangue suga do sistema. O mal a ser combatido. E, esta cultura está favorecendo o não trabalho. E como Ayn Rand muito bem elucidou, quando as mentes produtivas pararem de produzir para viver do sistema, não haverá Keynes que resolva.

O Covid-19 deve ser combatido, as pessoas devem se cuidar, usar máscaras, lavar as mãos sempre (isto foi uma das maiores revoluções da medicina do século XX, mas hoje está esquecida). Mas ainda não estamos calculando o outro impacto desta doença. O sistema econômico vigente e operante no mundo não é perfeito, mas é melhor do que o socialismo (já testado e não deu certo, nem por meio da força). Para fugirmos da fome, miséria e caos social, precisamos seguir produzindo e vivendo.

Encare o trabalhar como ir para a guerra. Afinal, a 3ª Guerra Mundial está em ação.

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Administração, tecnologia

Em primeiro lugar os e-mails que mais recebo ultimamente é: ganhe dinheiro em casa. Bueno, isto já é realidade de muitas pessoas. Com o vírus chinês muitas pessoas que conseguiram manter seus trabalhos ativos, estão operando de casa. Muitas pessoas estão tentando ganhar dinheiro em casa de verdade. Reinventar-se é o mantra do momento, mas não inventa moda. Não realiza loucuras. O recurso bem empregado deve gerar dinheiro. Todo investimento tem risco, e quanto maior o risco, maior o retorno, mas este momento o risco tem que ser calculado.

Os e-mails milagrosos são apelativos propõe ficar sentado fazendo algo inusitado para ganhar muito dinheiro. Ganhe dinheiro fazendo trade, divulgando empresas de criptomoedas…. Não consigo compreender como em pleno século 21, as pessoas ainda preferem confiar em e-mails desconhecidos do que acreditar em instituições e pessoas confiáveis.

Estas promessas vazias são tais quais as promessas vazias de ganhos fáceis de 15% ao mês, prometido por algumas empresas de mineração. Só que eles não percebem que estas empresas mineram apenas em pirâmides. E, quando o teu modelo de negócio é único, o fracasso é certo.

Nestes momentos de crise, confiança está em primeiro lugar. Na verdade, vendo as pessoas hoje, não consigo compreender como elas se portariam em uma guerra de verdade. A conta ia sobrar sempre para os mesmos. E os mesmos são cada vez menos. Tal qual como falam mal dos bancos. Bancos são ruins, mas é um ser necessário.

Portanto, neste momento de fragilidade emocional, financeira e social cair e golpes é fácil e a atenção tem que ser mais do que redobrada. Pergunte a amigos e conhecidos que são do meio tema do e-mail. Desconfie, olhe a fonte, veja se tem como descadastrar o e-mail. E, se houver muitos “!!!” (ponto de exclamação) já é um grande indício de cilada. Pesquise a empresa na internet, pesquise no Reclame Aqui e NUNCA, mas NUNCA clique nos links até ter totalmente certeza do que estas clicando.

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Apocalipse I

Geral, Política, Sociedade

Em primeiro lugar se tudo o que está ocorrendo hoje acontecesse anos atrás, o fim do mundo já estaria escrito.

Mas o que está acontecendo com nossa sociedade?

Li em muitos lugares que a abertura dos templos religiosos seria desnecessária. Inclusive, sempre senti (ainda mais morando no isolamento social de uma selva de pedra de uma metrópole) um pré-conceito sobre quem tem religião e fé em Deus. E ouço isto muitas vezes de quem reclama de pré-conceito (mas isto é tema para outros artigos). Pois bem, falta fé! Independentemente em que, precisamos acreditar. Na pátria, na comunidade, nos artigos de fé, na religião, nos heróis e nas instituições. Só com esta fé podemos ser progressistas e modernistas sem esquecer de valorizar o nosso interior e fortalecer nosso próprio e maior bem: nosso corpo e mente.

Morando em Porto Alegre percebo que não há uma convulsão social pois ainda há comida na mesa. No resto, a psique dos cidadãos já está debilitada.

Como a população foi amedrontada muito cedo, o traiçoeiro inverno chegou e as pessoas não tem mais cabeça para aguentar a pressão para superar tal momento de precaução. Os ciclos econômicos prósperos, crises recuperadas rapidamente pelo elevado custo fiscal e relativa paz não preparam a população brasileira para caos e unidade. E mais uma vez queremos romper a seleção natural e em um cálculo “sem comprovação” fechamos tudo para morremos por colapso posterior. Em colapso econômico jogamos a culpa no capitalismo. E na doença jogamos a culpa no fato de que existem cerca de 3 milhões vírus na natureza que o Ser Humano ainda não teve contato. Perfeito enredo!

2020 é o ano:

Da separação de casais; Do endividamento de empresas, governo e pessoas; Das loucuras financeiras para se manter vivo; De estocar papel higiênico; De usar mascara em banco; Das brigas, discussões por qualquer motivo; De consumir muito álcool (por dentro e por fora); De novos negócios online; Da quebra de negócios arcaicos; De que os MBA e empresas de transformação digital custam caro; Da vida off-line para a vida online; E, da doença mortal Covid-19.

Ainda prefiro a liberdade, o capitalismo, o conservadorismo moderno e a religião. Pode ser arcaico, mas povo que não tem virtude, acaba por ser escravo. Nem que seja do seu celular inteligente e das redes sociais.

Haja coração

dinheiro, Finanças

Em primeiro lugar a capacidade de poupança financia os empreendimentos e projetos de desenvolvimento. No entanto, financiar com a poupança é caro de mais. Nosso hábito de guardar e não de investir é o problema. A nossa urgência custa demasiado.

O poupador ganha pouco e o tomador paga caro.

A solução é a mudança do perfil do poupador Brasileiro. Sair da renda fixa para o mar aberto da renda variável demandará muita educação financeira e anos de perdas até dar a volta ao mundo. Mesmo o Tesouro Direto, com a sua solidez futura, pode espantar pelas oscilações momentâneas. E os objetivos de ganho são de curto prazo. Para fugir dos juros compostos de longo prazo, o poupador deve ter a certeza de altos ganhos amanhã. Neste viés, as pirâmides financeiras sempre ganham muitos adeptos.

No entanto, a renda variável dos fundos, opções, commodities e ações é algo que o brasileiro poupador precisa perder o medo, a vergonha e ganhar tesão. Assim como os ousados empreendedores precisam criar negócios de valores que possam ser financiados por sócios em potencial. E não suplicando crédito ou entrada e projetos de fundo perdido. Se o negócio é bom, a sociedade de fato financia. E é assim que os sites de financiamento coletivo dão certo.

Em outros lugares do globo, países menores tem mais empresas buscando negócios na Bolsa do que no Brasil. Talvez, em outros lugares, estejam gerando oportunidades de valor. Oportunidades que podem ser compartilhadas e não apenas embutidas. No sentido, “Bueno, no Brasil podemos negociar isto ou aquilo, e não temos como fugir disto”.

Portanto, além de saber como entrar, precisamos preparar nosso organismo para aguentar as oscilações do mar aberto da renda variável para permanecermos. Do contrário, navegaremos do rio a praia apenas. E para que isto não seja verdade, buscar cursos de formação em renda variável (operação em bolsa, conhecer fundos, etc) deve ser um bom passatempo em momentos de reflexão como este da Covid-19.

Sujar a carteira 3

carreira, RH

Em primeiro lugar este post “Sujar a carteira” foi muito debatido e muito interativo no blog. Em um momento de pandemia o tema volta vem à tona. Replico abaixo o texto publicado em 2013.

Momentos de pandemia/caos exigem muito do psicológico. Às vezes, as mudanças não são pessoais, são de sobrevivência ou do pânico. Pânico, pois, muitas vezes atitudes de manada afetam ainda mais a situação.

Aproveite este momento para estudar, refletir e descansar. Afinal, a imunidade geral deve estar em alta. Uma vida nova virá. Se nos mesmos padrões ou não, vamos pagar para ver. Vamos reler o post da época abaixo.

Sobre sujar a carteira e a rotatividade no emprego:

Deve-se ressaltar que os padrões morais modernos mudaram muito. Há quem diga ainda que uma pessoa que passa por várias empresas não é um bom funcionário. Há, porém, outros que considerem isso normal ou não veem com maus olhos.

Penso que deve haver uma ponderação e faço uma consideração que deve ser analisado caso a caso, ponto a ponto, pessoa a pessoa, pois é importante analisar se a pessoa:

– Muda dentro do setor/área de atuação, ou se muda de setor/área de atuação.

– Possui uma ascensão crescente na carreira e galga cargos melhores, ou se anda para trás, com piores cargos e em piores empresas.

– Mudou de interesses profissionais e está em busca de desafios, ou está se adaptando as tendências de empregabilidade de trabalho.

– Tem justificativas plausíveis para suas saídas das empresas e como sai de cada empresa.

Rodar muito de emprego dentro do mesmo setor/área de atuação pode demonstrar que o empregado não é um bom funcionário, que começa um projeto e não termina e que é insatisfeito com tudo e com todos. Ou, que é da natureza do setor/área de atuação alta rotação entre as empresas. Já em contrapartida, a pessoa que roda pouco dentro do mesmo setor/área pode ser vista como conservadora ou acomodada (não propensa a mudanças) e com medo de desafios e de enfrentar o desconhecido. Estes são alguns pontos de vista sobre rotação, agora outra análise possível são os motivos de saídas das empresas, em qualquer processo de seleção há a pergunta: porque tu saíste do último emprego? Esses motivos dizem muito. Nem quero entrar aqui na questão de disputas judiciais. Pois, cada caso é um caso. O que é possível pensar, é que se o candidato age de má fé e tem um histórico disso – independentemente da sua rotatividade – com certeza deve ser descartado do processo seletivo, pois esse dificilmente conseguirá permanecer por muito tempo em um emprego caso venha a ser contratado

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MBA pra que?

Geral

Em primeiro lugar possuo 4 Pós Graduações e pode parecer que fiz “à rodo”. Em um primeiro impacto sim. Porém, destas, apenas a Gestão Comercial e Marketing Digital deixou a desejar e falou um pouco de cada assunto sem muito aprofundamento, mas vivemos e aprendemos com os erros. Nesta Pós o tema mais interessante foi os caçadores de tendências, realmente foi instigante. O MBA em Agronegócios marcou norteou minha visão do mundo e deu embasamento a isto. O MBA em Gestão de Pessoas reunião a visão global da gestão burocrática e comportamental de uma empresa de sucesso. E a Pós e Gestão de TI me abriu horizontes para um universo que tenho curiosidade e ao mesmo tempo pouco sei. Com esta Pós posso dizer que o primeiro passo foi dado para a realidade do século.

Em outras situações percebo pessoas que estudam (ou dizem que estudam) e vangloriam-se dos seus diplomas, mas tem pouco conteúdo. Ou, o seu conteúdo é tão específico que não são capazes de dialogar sobre outras coisas. Pior do que isto, são aqueles que colocam seus diplomas afrente das discussões: “não discuta comigo pois eu tenho um PhD”. Quando ouço isto, ouço o ego falando. E, logo encerro um debate ou vínculo. A arrogância não pode ser imperante.

Assim, se fores fazer uma especialização pense muito bem os reais motivos: apenas ser uma casca de rótulos ou engrandecer a mente com conhecimento.

Steven David Levitt, principal autor do livro Freakonomics é um economista incomum. O conhecimento que trás em seu livro é de fontes primárias ou com o autor in loco. Muitos baseiam suas opiniões formadas pelas mesmas fontes. E muitas vezes não correm com sede ao saber. Bitolados em um mundo de beleza interna, esquecem que são reis apenas no Asteroide B-612.

Portanto, tenha sutileza de reconhecer que conhecimento é tudo, mas se não for útil ao mundo, a sociedade e ao seu círculo social, será apenas um amontoado de diplomas. E, se não souber dialogar ou ser gentil, jamais entenderá as necessidades de um engraxate, por exemplo. Para este engraxate serás sempre uma má pessoa.

Livros poderosos e o seu Mindset

livros, RH

Em primeiro lugar a crise é uma seara de boas oportunidades. De fato, muitos irão morrer (seleção natural) e muitos negócios irão falir (limpeza natural). Percebendo os fatos e não podendo fugir deles, o que estas fazendo para tentar sobreviver, sair do círculo vicioso e aproveitar oportunidades?

Lendo livros? Cursos online? Terminando estudos e especializações? Destravando o curso de línguas? Preparando para certificações profissionais? Provas de classe?

Estas cuidando do corpo? Academia? Treinos em casa? Dieta equilibrada? Cortando álcool e doces?

Estas cuidando do espírito? Rezando e orando? Meditando? Cultivando o silêncio? Realizando boas ações?

Livros poderes são aqueles que ficam na frente da prateleira de livros. Aqueles que se posta na rede social e indica aos amigos. Recentemente li o livro Mindset de Carol Dweck. Um livro de conteúdo e que te agrega valor pelo conhecimento embarcado. Com certeza, para produzir a imensidão de conhecimento, a autora demandou muito tempo e dedicação A praticidade do aprendizado torna a leitura obrigatória para quem quer ascender na vida. É um livro que é útil para qualquer pessoa que deseja ser o melhor no que faz. Muitas vezes, presos a vícios rotineiros, não percebemos o mundo a nossa volta e permanecemos na marcha ré. Para sermos melhores, as vezes abrir mãos de muitas coisas e focar energia naquilo que gerar resultados. Boa parte do tempo demandamos energia em situações que não agrega nada. Pense nisto!

Além disso, estou intensificando meus estudos no inglês, se tudo ocorrer bem e houver planeta terra, ano que vem, vou postular um intercambio em um país de língua inglesa. Pode ser até as Malvinas Argentinas!

Portanto, com a dica de leitura do Minset friso a necessidade de aproveitar o tempo livre da quarentena para largar na frente. Será impossível ficar aberto até o descobrimento da vacina e de remédio eficaz. Quando a economia voltar a normalidade, qual é a tua posição no grid de largada? Evoluiu ou engordou na quarentena?